20/05 (QUA): Adufs realizará mobilização sem paralisação
No próximo dia 20 de maio, quarta-feira, a Adufs realizará uma panfletagem no Pórtico do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cumprindo a agenda do Fórum das ADs, de ...
A Associação dos Docentes da UEFS (Adufs) vem a público repudiar
quaisquer atos de violência ocorridos no campus da Universidade Estadual de
Feira de Santana (UEFS) e cobrar apurações imediatas das denúncias feitas por
um estudante que afirma, por meio de depoimento e imagens, ter sido vítima de
agressões físicas e verbais de vigilantes da instituição, na manhã desta terça-feira,
15 de novembro. A violência contra qualquer membro da comunidade acadêmica é
inadmissível, principalmente, se ocorrida dentro da universidade e através
daqueles (as) que deveriam ser os responsáveis por manter a segurança interna.
A gravidade da situação exige medidas imediatas para apuração e
responsabilização das (dos) envolvidas (os). A comunidade acadêmica não pode
ficar à disposição do ódio e violência de pessoas que, ao invés de zelar pela
segurança da comunidade, colocam em risco a nossa sobrevivência. Não temos
dúvida que, sem uma ação enérgica para prevenção e combate destas situações,
qualquer uma (um) de nós pode ser submetida (o) a situações como a relatada. A
Administração Central já informou que as investigações foram iniciadas e nós
cobraremos celeridade na apuração.
Embora esta não seja uma prática generalizada entre as pessoas que
desenvolvem este trabalho no campus, o fato é que este não é um relato isolado.
A situação fez com o que outras situações viessem à tona, principalmente, nas
redes sociais e nos corredores, envolvendo narrativas de violências múltiplas
por parte de alguns vigilantes da universidade. Se confirmados os episódios,
será necessário mais do que uma apuração. Será preciso repensar a forma como
estes (as) agentes de segurança conduzem os trabalhos no interior da
instituição, já que, o modus operandi relatado não se diferencia daquele
exercido nas ruas pelas polícias que, comprovadamente, escolhem seus alvos pela
cor da pele. Não por acaso, a vítima é um jovem negro e homossexual.
Além disso, estamos cientes de que esta situação é também um reflexo do
aumento da violência contra minorias que se espalharam por todo o país, com o
avanço da extrema direita e legitimação dos discursos de ódio fascistas através
do então presidente e suas (seus) apoiadores (as). Esta constatação nos impõe a
responsabilidade de ampliar a resistência e promover ações de prevenção e
combate destas práticas dentro da universidade. Também com este objetivo,
criamos coletivamente (Adufs, DCE e Sintest) o Comitê Antifascista, a partir
dele ações devem ser construídas para proteger a comunidade acadêmica e impedir
que situações como esta voltem a ocorrer
Os desafios postos são muitos. Seguiremos no fronte, não apenas nos
solidarizando com as vítimas, mas promovendo ações para denunciar a gravidade
da situação e impedir que elas voltem a ocorrer. Lamentavelmente, este grave
episódio atravessa o mês de novembro em que a UEFS e a própria Adufs estão promovendo
atividades do Novembro Negro para
reflexão e conscientização acerca de trajetórias negras e os impactos do
racismo institucional; o que confirma a urgência da ampliação de ações para
combate do racismo no interior da universidade.
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