Adufs participa do Bando Anunciador com o Bando Denunciador
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O Comando Nacional de Greve do Andes-SN protocolou na Presidência da República a contraproposta elaborada pelos docentes e referendada nas assembléias, na última sexta-feira (24). A data marcou os 100 dias do movimento. Mais do que a busca por melhores salários, os professores lutam pela reestruturação da carreira, além da melhoria nas condições de trabalho e ensino.
Alardeada como um grande reajuste de até 45% no salário dos professores, a proposta apresentada pelo governo, no dia 13 de julho, era revestida de armadilhas que intensificavam a desestruturação da carreira e, descontada a inflação do período, acarretava perdas salariais para a maioria da categoria docente. Por esses motivos, foi amplamente rejeitada. O governo, então, apresentou uma segunda proposta, que nada mais é do que um “remendo” da primeira e também foi rejeitada pelos professores. Numa atitude autoritária e anti-sindical, o governo Dilma suspendeu as negociações. Desde então, o Comando Nacional de Greve do Andes-SN vem cobrando a reabertura de negociações.
UNIVERSIDADES ESTADUAIS
A mobilização também é intensa no setor das estaduais. Para serem recebidos pelo reitor, docentes da estadual do Piauí, em greve desde 13 de agosto, com o apoio dos estudantes, ocuparam a reitoria. Nesta reunião, ocorrida no dia 28 de agosto, foi entregue uma pauta de reivindicações em que o principal impasse é o reajuste salarial de 37% reivindicado pela categoria. A categoria iniciou a greve exigindo o piso salarial equivalente ao Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos), que é de R$ 2.383,00, mas agora está disposta a aceitar o reajuste imediato de 37%. O governo já havia acenado para a possibilidade de 37%, que equivale ao piso da Universidade Estadual do Ceará. A primeira proposta apresentada pelo governo foi de reajuste de 40% até 2015, dividido em oito parcelas, que não foi aceita pela categoria.
Já nas estaduais do Rio de Janeiro, a greve dos docentes completa dois meses e o governo carioca não abre as negociações. Ao contrário, tem reprimido de forma violenta o movimento, inclusive com a invasão do campus da UERJ pelo Batalhão de Choque da PM para dispersar uma manifestação realizada por estudantes, professores e técnico-administrativos, no dia 23 de agosto.
Nas universidades estaduais do Paraná, a greve foi suspensa tendo em vista a aprovação, pela Assembléia Legislativa, do projeto de lei da Carreira Docente, no dia 21 deste mês, já sancionado pelo governador, que atende algumas das reivindicações dos docentes.
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