Nos dias 28 e 29 de agosto, o Grupo de Trabalho sobre História do Movimento Docente (GTHMD), o Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) e a Comissão da Verdade, do Andes-SN, realizaram reunião conjunta no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), Rio de Janeiro. A professora Larissa Pacheco foi a representante do GTHMD da Adufs, enquanto a professora Acácia Batista Dias, representou o GTPCEGDS local.
A realização da atividade no CEFET/RJ se dá pela posição político-estratégica do Andes-SN para realização do debate no local onde duas docentes foram brutalmente assassinadas por um servidor da instituição por não admitir ser chefiado por mulheres. Um típico caso de feminicídio, ocorrido no dia 28 de novembro de 2025, com os contornos de machismo e misoginia característicos do ato.
Os trabalhos foram iniciados com a mesa Avanço do fascismo e os ataques a vida e aos direitos das mulheres, meninas e menines. Foram debatidos uma série de conceitos que ajudam no entendimento acerca do avanço de ataques machistas e misóginos no cenário das instituições públicas, envolvendo discentes e docentes. Houve o entendimento da necessidade de utilização de protocolos para tratar a questão referentes ao assédio e a violência de gênero. As pessoas presentes demonstraram solidariedade ao caso envolvendo as docentes do CEFET e foram feitos relatos acerca das dificuldades que estão sendo enfrentadas para discutir o caso, com impedimento por parte da direção para a realização até mesmo de homenagens.
No turno da tarde, foi realizado o Ato por memória, justiça e reparação: não ao feminicídio e as violências institucionais! Houve dificuldade na realização do ato porque o espaço solicitado não foi reservado pela direção da instituição. A manifestação ocorreu sem luz elétrica e as(os) manifestantes fizeram uma caminhada silenciosa, seguida de algumas falas.
Confira no vídeo:
No sábado, 29, a discussão foi com a mesa Violência do Estado contra as populações negras, indígenas e quilombolas e a luta antirracista. Com a presença de especialistas foram debatidas temas como as ações das polícias, o papel da polícia no estado do Rio de Janeiro, a atuação das milícias, entre outros.
Além disso, uma série de denúncias foram feitas acerca do extermínio que ocorre da juventude negra, de povos originários, invasão de terras indígenas e quilombolas. Como a reunião dos GTs tinha como objetivo cumprir resoluções do 44ºCongresso do Andes-SN, foi apontado também a necessidade de intensificar as ações vinculadas à campanha antirracista do GTPCEGDS e outras atividades em conjunto com a Comissão da Verdade.