20/05 (QUA): Adufs realizará mobilização sem paralisação
No próximo dia 20 de maio, quarta-feira, a Adufs realizará uma panfletagem no Pórtico do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cumprindo a agenda do Fórum das ADs, de ...
A ampliação das políticas afirmativas nas
universidades foi responsável por um aumento significativo de estudantes negras
(os) com melhores condições de acesso e permanência. Apesar disso, ainda há
muito para avançar para que a universidade seja um espaço de fato acolhedor
para a juventude negra. De modo geral, os cursos de exatas são os que menos
agregam mulheres, principalmente, as negras. Apesar disso, na Universidade
Estadual de Feira de Santana (UEFS), a percepção da professora do Departamento
de Exatas (DEXA), Gracinete Bastos, é de que os cursos de exatas, sobretudo, as
engenharias têm recebido um número considerável de mulheres negras: “Pela minha
experiência, o curso de matemática, por exemplo, sempre teve mais meninas eu
acredito também que é por ser uma licenciatura, mas, sem dúvida, a política de
cotas contribui para o acesso maior de mulheres negras”, afirma a professora.
De acordo com o estudo do Dieese “Perfil
Ocupacional das Profissionais de Engenharia no Brasil”, a participação feminina
no setor aumentou 4% de 2003 a 2013. Para a professora Gracinete, esse cenário
tem que ser relativizado, uma vez, que mesmo em determinadas instituições é
perceptível uma maior participação de mulheres negras, o que não significa que
essa presença resulte na menor incidência de preconceito e discriminação, mesmo
por parte das (dos) docentes: “Normalmente os professores, na sua maioria, são
homens e brancos. Muitos deles acham que não existe racismo e que o racismo a
gente vence de modo individual ou que o racismo é desculpa para não estudar.
Quando é mulher acham que somos menos inteligentes”, relata a professora.
Para Gracinete Bastos a universidade precisa
enfrentar as práticas racistas que já foram normalizadas com ações mais
enfáticas para sensibilizar e conscientizar também as (os) docentes para as
questões raciais. Este enfrentamento passa também por criar ambientes atrativos
que levem em consideração as demandas de estudantes negras (os), como a oferta
de laboratórios para uso de computadores num espaço adequado de estudos;
melhorar as condições da biblioteca e o acesso ao Restaurante Universitário e
considerar o lazer também como parte fundamental para garantir o bem-estar da
população negra. Inclusive, para que as experiências de racismo vividas pela
professora, como estudante e como profissional, na universidade sejam extintas.
No próximo dia 20 de maio, quarta-feira, a Adufs realizará uma panfletagem no Pórtico do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cumprindo a agenda do Fórum das ADs, de ...
Queridas(os), companheiras(os) de luta.É com imensa satisfação que celebramos os 45 anos da ADUFS. Somos parte fundamental da história da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), sendo ...
CONTRA A "UNIVERSIDADE-MERCADO": RESISTÊNCIA AO NEOLIBERALISMO ACADÊMICO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANAA crescente pressão pela adoção de modelos de gestão empresarial nas ...
Na próxima quarta-feira, 13 de maio, às 08 horas, a Adufs realizará mais uma Roda de Conversa, no Hall da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), para discutir as Minutas de ...