Adufs participa de reunião do GTPCEGDS, em Brasília
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Apesar da resistência de professores ao Período Letivo Extraordinário do semestre letivo 2019.2, o Conselho Superior da Uefs (Consu) levou a discussão adiante e, sem a ampla participação da comunidade acadêmica, aprovou a proposta. A consolidação levada a cabo ocorreu na última semana, quando o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade (Consepe) manifestou-se favoravelmente ao calendário do referido Período. O início das aulas será no dia 10 de agosto.
A Administração Central da Uefs, através de nota publicada no site institucional, tenta justificar o Período Letivo devido “à suspensão de atividades presenciais por conta da pandemia do Coronavírus” e que este é uma alternativa para a realização de atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, por meio de mediação tecnológica.
Essa posição, no entanto, desconsidera as experiências negativas e as diversas dificuldades já enfrentadas por docentes e discentes para finalizar o semestre 2019.2 através do ensino remoto. Além disso, a proposta da atual gestão da Uefs abre as portas da instituição para que o governo do Estado legitime a Educação a Distância (EAD) como modalidade de ensino em detrimento à educação presencial, o que ameaça gravemente a universidade pública. Problemas estes já evidenciados formalmente pela diretoria da Adufs.
A nota publicada no site da Uefs também não leva em consideração que a universidade continua desenvolvendo suas atividades, ainda que limitadas por conta da condição imposta pela Covid-19. Um grande exemplo da contribuição do conhecimento produzido na instituição à sociedade são as pesquisas e projetos desenvolvidos no combate à pandemia no Estado.
Pressão
Conforme a proposta do Período Letivo Extraordinário, é facultativa a participação do professor na oferta das atividades e dos estudantes nas atividades propostas. Mas, de acordo com relatos de docentes, a realidade os impõe uma situação bastante perigosa: a da pressão aos servidores que discordam da proposta.
Em desabafo, uma docente, que não quis ser identificada, informou que, em reunião da Àrea, alguns colegas defenderam vantagens aos que são favoráveis ao Período Letivo, como a possibilidade de diminuir a carga horária no próximo semestre. Um posicionamento que sinaliza para uma possível coação aos substitutos ou aos recém-contratados, que, pela natureza do vínculo empregatício, ainda não gozam da estabilidade na carreira e, por conta disso, podem sentir-se pressionados a concordarem com o Período.
A diretoria da Adufs entende as limitações determinadas à comunidade acadêmica da Uefs em função do Coronavírus. No entanto, diante dos transtornos causados aos professores e aos estudantes para finalizar o semestre 2019.2 e da ameaça da implantação do ensino remoto na universidade pública, os diretores defendem a retomada do semestre após a Covid-19, com amplo debate entre professores, discentes e técnico-administrativos. No intuito de resguardar o professor que se sentir ameaçado a aderir ao Período Letivo Extraordinário, a diretoria da Adufs lançou um canal de comunicação com a categoria para possíveis denúncias.

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