Adufs participa de reunião do GTPCEGDS, em Brasília
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Finalizar as atividades acadêmicas relacionadas ao semestre letivo 2019.2 foi difícil para grande parte dos professores e estudantes da Uefs. Em função do contexto imposto pela Covid-19, muitos tiveram de se adaptar às atividades remotas, através do uso das novas tecnologias. A situação, no entanto, tem sido ainda pior para aqueles que não têm acesso à internet ou a um computador. A diretoria da Adufs posicionou-se contrariamente ao Ensino a Distância (EAD) e condenou a proposta da Administração Central da universidade de manter as atividades de ensino no formato não presencial, através do período/semestre letivo extraordinário.
Janio Santos, lotado no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (Dchf), afirma que “as aulas virtuais requerem procedimentos metodológicos, didáticos e instrumentais os quais não domino. Ministrá-las não é algo feito de qualquer maneira; precisa ter formação”. O docente ainda relata que apesar de ter acesso à internet com velocidade adequada, os softwares disponíveis para a realização das aulas através de videoconferência possuem problemas técnicos e acentuou: “Em todas as aulas, perde-se muito tempo com o sistema, que sai do ar. Além disso, para garantir que as aulas fossem acessíveis à maioria dos alunos, tive de dividí-las em três dias, separadas por grupos. A prova final também ficou completamente comprometida”.
A experiência da professora Juliana de Oliveira Freitas Miranda, do Departamento de Saúde (Dsau), também mostrou que houve algumas dificuldades e preocupações com as atividades remotas. “Não há plataforma digital padronizada pela universidade. Todo o meu contato com os alunos tem sido via e-mail, WhatsApp e Portal Sagres. Na minha disciplina da graduação, as atividades já tinham sido praticamente concluídas quando se iniciou o período do distanciamento social, o que facilitou um pouco, porém o rendimento dos alunos na prova final foi muito baixo, apesar de terem sido aprovados. Na pós-graduação estou tendo que me virar para aprender a fazer vídeoaula, pois iniciaremos aulas remotas após decisão em colegiado. Outro problema é que o maior meio de comunicação dos estudantes é o celular. A Uefs está oferecendo aos professores um curso de capacitação em tecnologias digitais, o que é bom, porém ainda existem muitas dificuldades. A partir de junho iniciarão as aulas online de uma turma do mestrado. Não sei como será essa experiência”, preocupou-se.
Juliana de Oliveira relatou outra situação que precisa administrar depois que o trabalho passou a ser feito no ambiente doméstico: o cuidado com as duas filhas. A docente ainda informou que “do ponto de vista psicológico, é muito ruim passar muitas horas em frente ao computador. Cansa. Além disso, tenho duas filhas que têm aulas online todos os dias. Tento dedicar um turno à Uefs e outro às atividades domésticas. Combinar atividade remota com o dia a dia dos filhos não tem sido fácil”, lamentou.
Discentes
O encerramento do semestre através das atividades remotas também tem imposto dificuldades aos alunos. As maiores queixas estão relacionadas à falta de acesso à internet e ausência de computador. Aliado a esses problemas, ainda há, para alguns deles, a falta de estrutura física doméstica para o cumprimento das demandas da universidade.
“O curso exige muita leitura. A maioria dos contatos com o professor foi através de e-mail ou WhatsApp. Sendo assim, tem sido difícil entender o conteúdo porque não há discussão em sala. Fora isso, conciliar os estudos com o ambiente doméstico não é fácil porque eu moro na periferia, em uma casa pequena e com muito barulho. O rendimento não é bom”, conta Gabriel Santana, estudante do segundo semestre do curso de Licenciatura em História.
Keyse de Araújo Santos, aluna do curso de Engenharia Civil, reclama que o contexto provocado pela Covid-19 provoca angústias que tornam difíceis conciliar o momento com os trabalhos acadêmicos. “Estamos passando por uma pandemia. Não temos suporte suficiente para nos mantermos psicologicamente preparados para um semestre EAD. Eu defendo o ensino de qualidade, presencial, e não o sucateamento que nos oferecem”, diz a estudante, acrescentando que está passando a quarentena na casa da mãe, na cidade de Capela do Alto Alegre, onde tem um computador velho e limitado e ainda não há bom sinal de internet.
Em nota divulgada à comunidade universitária, no dia 15 de maio, a Diretoria da Adufs externou preocupação com a discussão aligeirada e atropelada sobre o período letivo extraordinário. No documento, propôs a supressão de qualquer proposta que se caracterize como período letivo, ainda que no formato extraordinário. Leia a Nota.
Já no dia 22 do último mês, a Diretoria publicou uma nova Nota, na qual criticou a tentativa, por parte da Administração Central, de acelerar a decisão de manutenção das atividades de ensino no formato não presencial. Ambos os documentos tiveram como referência duas reuniões ampliadas realizadas de forma online com professores. Leia a Nota.
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