ANDES-SN 45 anos: um Sindicato construído pela base
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A Adufs se reunirá com representantes de entidades estudantis e dos servidores técnico-administrativos nesta terça-feira (31), às 18h, na sala da entidade, para discutir a unificação da luta em defesa da educação pública superior. Na pauta, conforme indicação do Fórum das ADs, avaliação do estado de greve, paralisação do dia 8 de abril, elaboração de Dossiê com a relação dos problemas existentes na universidade em função da redução orçamentária e estratégias de mobilização.
Durante a paralisação, em 8 de abril, diversas entidades e movimentos sociais realizarão um grande ato público na Secretaria da Educação (SEC), onde cada entidade deve protocolar a pauta de reivindicação e fazer o ato de criação do Comitê Estadual em Defesa da Educação Pública, de acordo com deliberação do I Encontro Nacional. Em seguida, os manifestantes seguirão para a Assembleia Legislativa (Alba), onde os representantes irão fechar o ato, denunciando a redução orçamentária. Afinal, foi na Alba que o orçamento foi aprovado.
A redução de verbas na Lei Orçamentária Anual (LOA) diminuiu R$ 7 milhões do valor que seria destinado para manutenção e custeio nas quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Somente na Uefs, a diminuição foi de R$ 1,8 milhão, o que pode provocar a inanição financeira das instituições e inviabilizar a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Nas quatro Ueba tem sido constante, nas últimas semanas, mobilização e paralisação de estudantes e de técnicos reivindicando aumento orçamentário. São centenas de trabalhadores penalizados com salários em atraso; alunos sem condições básicas de estudo, como ausência de docente e de laboratórios, acervo bibliográfico insuficiente, além de professores que sofrem com o desrespeito aos direitos trabalhistas e às condições de trabalho. O Movimento Docente (MD) reivindica 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as quatro universidades.
O governo da Bahia, apesar de ciente de todos esses problemas, inclusive com declaração das reitorias, em 2014, de que “estamos cansados de administrar crises”, virou as costas para as universidades e alegando contingência orçamentária aprovou, mais uma vez, um orçamento abaixo da real necessidade das instituições. Atualmente, a LOA prevê, apenas, a 5% da RLI para as Ueba.
Sempre disposto à luta pela qualidade da educação pública e pela garantia da função social da universidade à classe trabalhadora, o MD das Ueba irá defender o endurecimento da postura frente ao governo do Estado. O estado de greve já foi aprovado em três universidades e será discutido na Uneb nesta terça-feira (31). Caso o governo não receba a categoria no dia 8 de abril, as Ueba podem parar!
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