Adufs participa de ação conjunta contra o feminicídio

04/09/2026

Na segunda-feira, 31 de agosto, a Adufs participou junto ao Sindicato os Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (SINTEST) e Administração Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), de um ato simbólico de inauguração do banco vermelho de combate e enfrentamento ao feminicídio.


A ocasião marcou um momento importante para a luta coletiva de combate às múltiplas violências contra as mulheres, que registra índices cada vez mais altos, sobretudo, entre cis, trans e travestis, negras. Em todo o campus, foram instalados 12 bancos com mensagens de reflexão e canais de atendimento para vítimas, chamando atenção de toda a comunidade universitária.


Este é mais um mecanismo para associar educação, tecnologia e comunicação com objetivo de enfrentar uma epidemia social que mata uma mulher a cada seis horas por dia. O Brasil é o país que mais mata mulheres entre 196 nações do mundo.


Ao falar da importância da luta pelo fim da violência contra mulheres cis, trans e travestis, a professora Valdilene Gondim, que representou a Adufs, lembrou da importância também da participação de homens neste enfrentamento. Afinal, deve haver um processo de conscientização entre vítimas e agressores para sanar ou, pelo menos, minimizar significativamente um problema estrutural.


Os dados apontam que 90% dos assassinatos de mulheres e meninas são cometidos por homens, a maioria deles companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Outras violências também agravam este quadro: a cada seis minutos, uma mulher é estuprada no Brasil.


Conheça o Banco Vermelho

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, que nasceu na Itália, em 2016, após mulheres serem vítimas de feminicídio. A cor vermelha dos bancos representa o sangue derramado pelas vítimas, como um alerta permanente sobre a gravidade da violência de gênero.


No Brasil, a iniciativa chega com a criação do Instituto Banco Vermelho (IBV), que foi criado por duas mulheres recifenses, Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que perderam amigas para o feminicídio, em 2024.




Leia Também