Apoio à paralisação das atividades das trabalhadoras da Creche/UEFS que estão sem receber salário

05/05/2026

Nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, a Adufs tomou conhecimento sobre mais uma situação de falta de garantia dos direitos trabalhistas de trabalhadoras(es) terceirizados da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Segundo informações de mães de crianças assistidas pela Creche do Centro de Educação Básica da UEFS, as trabalhadoras que preparam os alimentos das crianças estão há quase dois meses sem receber salário. Isto porque, o salário referente ao mês de março até o momento não foi pago, assim como o vale-transporte. O salário referente ao mês de abril deve ser pago até o dia 08 de maio e até o momento não foi efetuado. A empresa responsável informou que deve fazer o pagamento nesta semana, mas sem especificação da data.

Em comunicado oficial às famílias, a administração da Creche informou que “as cozinheiras responsáveis pelo preparo das refeições em nossa creche não comparecerão ao trabalho. A ausência ocorre devido a problemas administrativos da empresa terceirizada”.

Mais uma vez, a Adufs vem a público manifestar total repúdio as condições desrespeitosas que trabalhadoras(es) terceirizadas(os) enfrentam nesta universidade. Diversas vezes os impactos da terceirização foi abordado por nós, como orientado pelo Andes-Sindicato Nacional, que historicamente se opõe ao modelo de contratação, justamente pela fragilidade do vínculo a que são submetidas(os) as(os) profissionais. Esta é uma das consequências diretas do avanço indiscriminado da terceirização no serviço público, que precariza ainda mais as condições de trabalho e impõe humilhação e adoecimento às(aos) trabalhadoras.

No momento em que a UEFS celebra 50 anos de existência, ressaltamos a importância da preservação das relações de trabalho em total acordo com as leis trabalhistas. É o mínimo que se espera de um local que se pretende democrático e inclusivo, como deve ser o âmbito de uma universidade pública.

No mês marcado pelo dia da trabalhadora e do trabalhador, reivindicamos o fim da escala 6×1, o direito ao descanso e também a valorização do trabalho das profissionais que atuam na linha de frente para continuidade dos serviços públicos. 

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