ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
A Secretaria do ANDES-SN divulgou, na última sexta-feira (12), o Caderno de Textos do 69º Conad do Sindicato Nacional. Com o tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da ...
Na última semana, docentes temporárias(os) contratados por meio Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) pelo município de Feira de Santana, realizaram um protesto em frente à Secretaria de Educação para reivindicar um tratamento igualitário, no que diz respeito à quantidade de horas trabalhadas, em relação às(aos) docentes efetivas(os). Após uma paralisação que durou três dias e foi encerrada na última quinta-feira, 31 de julho, as atividades em sala de aula foram retomadas, mas as(os) docentes seguem mobilizadas(os) e devem construir uma agenda de lutas para os próximos dias.
Apesar da Lei Federal 11.738/2008, que garante a reserva de um terço da carga horária para atividades extraclasse, o município não assegurou a isonomia na jornada de trabalho entre efetivas(os) e temporárias(os). Segundo relatos, professoras(es) contratadas(os) para uma carga horária de 20 horas permanecem 21 horas em sala de aula. A Adufs já havia denunciado a medida arbitrária do governo municipal que, através da portaria 07/2025 queria ampliar de 13 para 15 horas-aula a carga horária de professores em sala de aula com jornada de 20 horas semanais e de 26 para 30 horas-aula, aos professores com 40 horas semanais. Ocorre que, a medida foi suspensa pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No entanto, a decisão foi cumprida somente para docentes efetivas(os).
Em resposta à mobilização das(os) docentes, o secretário de educação do município, Pablo Roberto, concedeu entrevista afirmando que não falta diálogo, mesmo não tendo recebido a categoria. Segundo ele, esta é uma questão que se arrasta do governo anterior, para a qual ainda não há solução definida por esbarrar no orçamento.
O fato é que, enquanto o município não mostra disposição para corrigir a situação, professoras e professores pagam a conta do desrespeito que as gestões municipais têm dedicado à Educação. Sem a realização de concursos para suprir demanda, a prefeitura mantém a tônica da exploração, obrigando docentes a uma rotina exaustiva que compromete a saúde das(dos) trabalhadoras e a qualidade do ensino.
O Andes-Sindicato Nacional tem feito reiteradas denúncias sobre a precarização da carreira que ocorre não somente no magistério superior. A Adufs se solidariza com professoras e professores do município de Feira de Santana e mantém seu compromisso de defesa da qualidade da educação e valorização social do magistério.
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