20/05 (QUA): Adufs realizará mobilização sem paralisação
Por falta de quórum, a Adufs não conseguiu realizar assembleia para apreciar uma paralisação proposta pelo Fórum das ADs, ainda assim a Seção Sindical se somará as demais Associações ...
1) Moção de Apoio ao Povo Palestino
Nós, docentes das Universidades Estaduais da Bahia, reunidos e reunidas em nosso XV Encontro, nos solidarizamos ao povo palestino, que há 77 anos vive ocupação colonial e genocida em um contexto ainda genocida e recrudescida operado pelo Estado Sionista de Israel. Exigimos a urgência de cessar-fogo na Faixa de Gaza, território palestino localizado na fronteira com o Egito e Israel, com acesso ao Mar Mediterrâneo.
A guerra em Gaza já causou a morte de cerca de 41,5 mil palestinos e palestinas, em sua maioria mulheres e crianças, de acordo com autoridades da Palestina. Entendemos que docentes das Universidades Estaduais não devem se omitir nem se calar diante do agravamento da tragédia humanitária evidenciada pelo permanente e infindo massacre da população civil palestina. Por meio deste posicionamento público, expressamos o compromisso da comunidade acadêmica das Universidades Estaduais da Bahia pelo fim da ocupação dos territórios dos palestinos, contra o odioso regime do apartheid e pela defesa de uma Palestina livre e soberana e a expectativa de um futuro democrático, laico e de paz em toda a região.
Renovamos nosso apoio ao povo palestino em sua luta nacional por autodeterminação e condenamos o regime supremacista e genocida de “Israel”. Por fim, pedimos ao Estado Brasileiro, bem como a todas as instituições, dentre elas as universidades, às demais unidades da federação, empresas e indivíduos, que rompam todas as suas relações com “Israel”, especialmente as que digam respeito aos campos militar, de segurança e tecnologia, áreas diretamente ligadas ao extermínio do povo palestino, sob pena de contribuirmos com o genocídio na Palestina.
Palestina Livre!
2) Moção de Apoio ao mandato de Hamilton Assis
Nós, professoras e professores das Universidades Estaduais da Bahia, manifestamos total solidariedade ao professor Hamilton Assis (PSOL), diante da tentativa de cassação de seu mandato pela Câmara Municipal de Salvador.
Hamilton é uma das vozes que se somam à luta por justiça social, por valorização dos serviços públicos e pela irrestrita defesa dos direitos da classe trabalhadora, assim como o deputado estadual Hilton Coelho, que também enfrenta neste momento tentativas de intimidação e silenciamentos. Por defender os/as servidores municipais de Salvador na luta pelo reajuste salarial, especialmente os/as profissionais da educação que lutam pelo cumprimento do piso nacional do magistério, o vereador tem enfrentado retaliações e perseguições políticas. No último período, foi instaurado um Conselho de Ética com prioridade na cassação do seu mandato.
Defender direitos do povo trabalhador não é crime. Transformar o exercício legítimo da representação em “baderna” é uma estratégia conhecida dos que temem o povo mobilizado. No XV Encontro de Docentes das UEBA, reafirmamos nosso apoio e solidariedade aos parlamentares que lutam ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras e repudiamos toda tentativa de criminalizar a atuação política séria, ética e comprometida com os direitos sociais.
Hamilton fica!
3) Moção de apoio à luta da UEMG
Nós, docentes das Universidades Estaduais da Bahia, reunidos e reunidas em nosso XV Encontro, manifestamos total apoio à mobilização da comunidade universitária da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em defesa da sua existência como instituição pública estadual. O recente pacote de projetos apresentado pelo governo de Romeu Zema, especialmente o PL 3.738/2025, representa uma grave ameaça à autonomia universitária, ao direito à educação pública gratuita e à permanência de milhares de estudantes, docentes e técnico-administrativos que compõem a UEMG.
Sem qualquer diálogo com a comunidade acadêmica, o governo mineiro propôs a transferência da gestão da UEMG para a União, bem como a entrega de seus bens móveis e imóveis como forma de pagamento da dívida estadual.
Essa proposta foi apresentada no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG), instituído pela Lei Complementar nº 212/2025. Como denuncia a Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG), trata-se de uma medida autoritária e irresponsável, que coloca em risco o futuro de uma universidade com 22 unidades acadêmicas espalhadas por 19 municípios de Minas Gerais, que oferece 141 cursos de graduação e atende cerca de 22 mil estudantes.
A Associação dos Docentes da UEMG (Aduemg) destacou em nota que a proposta não prevê qualquer garantia de incorporação dos servidores da UEMG ao quadro de servidores públicos federal, tampouco assegura os direitos dos estudantes e da população que depende dos serviços prestados pela Universidade. A extinção da UEMG, disfarçada de federalização, visa unicamente a transferência de patrimônio público como forma de amortização da dívida estadual.
Docentes das Universidades Estaduais da Bahia se unem à luta já encabeçada pelo ANDES-SN através da campanha “Universidades Estaduais, Municipais e Distrital: quem conhece, defende!”. Reafirmamos nossa solidariedade à comunidade da UEMG e seguimos na resistência contra a mercantilização da educação e em defesa das universidades estaduais como patrimônio do povo trabalhador.
4) Moção de Apoio às professoras e professores da rede municipal de Salvador
Docentes das Universidades Estaduais da Bahia, reunidos e reunidas no XV Encontro se solidarizam com as professoras e os professores da Rede Municipal de Salvador, que precisaram entrar em greve desde o dia 6 de maio para exigir o cumprimento da Lei nº 11.738/2008 que versa sobre o Piso Nacional do Magistério Público da educação básica. Esta Lei é descumprida sumariamente pela Prefeitura de Salvador.
Além de descumprir a legislação, o prefeito Bruno Reis se recusa a negociar com a categoria e, de forma ainda mais grave, tenta restringir o exercício do direito à greve — base de todas as demais conquistas sociais. Além de apresentar uma proposta de reajuste de apenas 6,27%, que nem sequer contempla a totalidade do magistério, a gestão de Bruno Reis ainda é uma ameaça ao plano de carreira da categoria. Vale lembrar: a defasagem salarial da categoria chega a quase 60%.
Nós professoras e professores das Universidades Estaduais da Bahia entendemos que o investimento em educação deve ser prioridade de uma gestão que respeita o povo a quem representa — e isso passa por respeitar o trabalho docente. O mínimo que se espera de um governo é o reconhecimento da importância social de professoras/es, com o pagamento do piso salarial nacional. Docentes são as/os agentes sociais responsáveis pela educação e formação ética, crítica e de qualidade das gerações futuras.
Todo apoio à luta da educação municipal de Salvador!
Bruno Reis, pague o piso nacional do Magistério!
1 de julho de 2025.
Por falta de quórum, a Adufs não conseguiu realizar assembleia para apreciar uma paralisação proposta pelo Fórum das ADs, ainda assim a Seção Sindical se somará as demais Associações ...
Queridas(os), companheiras(os) de luta.É com imensa satisfação que celebramos os 45 anos da ADUFS. Somos parte fundamental da história da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), sendo ...
CONTRA A "UNIVERSIDADE-MERCADO": RESISTÊNCIA AO NEOLIBERALISMO ACADÊMICO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANAA crescente pressão pela adoção de modelos de gestão empresarial nas ...
Na próxima quarta-feira, 13 de maio, às 08 horas, a Adufs realizará mais uma Roda de Conversa, no Hall da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), para discutir as Minutas de ...