Adufs presente no 69º Conad, do Andes-SN
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No
ano de 2023, o Brasil registrou um total de 1.463 homicídios, segundo o relatório publicado pelo Fórum
Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O número representou um aumento
da taxa de homicídios em 18 estados do país. É o maior número registrado desde
a implementação da lei de feminicídio criada em 2015. Na Bahia, quase 130
homicídios foram registrados também em 2023. O
estado já havia liderado o ranking de feminicídios na região Nordeste, com 91
registros, em 2022. Mulheres negras continuam sendo a maior parte das vítimas. Por que
os números seguem aumentando?
Muitos fatores
devem ser analisados para compreender este cenário, mas nos chama particular
atenção a falta de investimento público para a ampliação da segurança. Na Bahia, existem somente 15 delegacias
especializadas (Deam) em todo o território, o que se mostra insuficiente
para atender a demanda crescente. Sem proteção ou com proteção parcial, as
mulheres ficam ainda mais vulneráveis, principalmente, porque, como costuma
apontar os movimentos de mulheres, o feminicídio é um crime com assinatura.
As pesquisas
apontam que eles acontecem, em maioria, dentro dos próprios lares ou a partir
de pessoas do convívio íntimo. Grande parte deles, cometidos pelos próprios
companheiros ou ex-companheiros. Nos últimos anos temos acompanhado ainda um
modelo de violência extensivo que é letal também para pessoas do entorno, mães,
irmãos e, sobretudo, filhos.
O combate ao feminicídio
é sem dúvida complexo e multidisciplinar, enfrentar esta prática envolve a necessidade
de ampliação de políticas públicas de segurança e combate ao machismo e misoginia
por meio de investimento em educação para a equidade e justiça, para interromper
este ciclo violento e letal que ganha maiores proporções anualmente.
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