Adufs participa de comemorações dos 50 anos da UEFS
Na noite desta quarta-feira, 27 de maio, a professora Andressa Ferreira representou a Adufs na cerimônia abertura das comemorações dos 50 anos da UEFS. A atividade marcou oficialmente a ...
O país vive sob constantes ameaças ao regime
democrático e incitação à violência gratuita. Concomitantemente, há uma
completa aniquilação dos direitos trabalhistas e das políticas públicas conquistadas pela
classe trabalhadora, nas mais diversas áreas. Esta conjuntura desastrosa pode
ficar ainda pior com a eleição da chapa Jair Bolsonaro e Braga Neto, o que exige
da população brasileira um posicionamento no segundo turno das eleições para a
presidência da República e, portanto, o compromisso com a derrota de Bolsonaro nas ruas e nas urnas. Em conformidade com o encaminhamento do ANDES-SN, fruto das discussões acumuladas
ao longo dos anos, a diretoria da Adufs adere a esta
luta. Postagem de cards nas redes sociais e a distribuição de faixas e outdoor
no campus da Uefs reforçam a indicação das (os) diretoras (es) à categoria.
Na esteira do desmonte imposto pelo governo ultraconservador e militar de Bolsonaro ao longo de quase quatro anos de desserviço à nação estão diversas medidas truculentas para solapar a rede de proteção social. Investidas contra o sistema de segurança alimentar e nutricional, agricultura familiar, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, Sistema Único de Saúde (SUS) e a educação pública também maltratam a população. A desresponsabilização do Estado pelo financiamento do setor público é outra marca deste governo, defensor da privatização das estatais. Não pode ficar de fora da denúncia a criminosa condução da pandemia causada pela Covid-19 e que levou à morte 661 mil pessoas, muitas destas evitáveis e causadas pelo descaso e ações irresponsáveis adotadas pelo governo federal.
No bojo dos ataques, os mais prejudicados são
os mais pobres, as populações indígena e cigana, negros e LGBTQIAP+. O
resultado da política de Jair Bolsonaro de exclusão dos pobres da agenda
pública é o acelerado processo de desemprego, fome e morte do povo brasileiro. A condição
do trabalhador, quando inserido no mercado de trabalho, é marcada pela
instabilidade, insegurança, precariedade e intermitência.
Mais de 33 milhões de pessoas com fome
Relatório publicado este ano pela Rede
Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede
PENSSAN) põe à luz a condição de miséria na qual vive a população. Conforme a
Rede, o número de domicílios com moradores passando fome saltou, no final de
2020, de 9% (19,1 milhões de pessoas) para 15,5% (33,1 milhões de pessoas),
até abril deste ano. São 14 milhões de novas (os) brasileiras (os) em situação
de fome em pouco mais de um ano. As regiões Norte e Nordeste concentram os
maiores percentuais de famílias nesta situação. A pobreza das comunidades
rurais é ainda pior. Associada ao desmonte das políticas de apoio às populações
do campo, a fome atingiu 21,8% dos lares das agricultoras(es) familiares e
pequenas produtoras(es) rurais.
Aos poucos, concretiza-se o projeto político do
governo Bolsonaro de impor ao Brasil o Modus
Operandi da década de 60, desejo que ele, sem constrangimento algum do
legado trágico da ditadura militar brasileira, nunca escondeu.
O futuro próximo, já temeroso, corre o risco de ser insustentável, caso a chapa de Bolsonaro ganhe as eleições e, assim, continue a executar a sua agenda ultraliberal. A alternativa para frear a trágica política deste governo avesso ao republicanismo é ir às urnas, no dia 30 de outubro deste ano, votar 13 para eleger Luiz Inácio Lula da Silva presidente, além de endossar a luta nas ruas, mas sem abrir mão da independência e da autonomia política.
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