Adufs presente no 69º Conad, do Andes-SN
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Ações que se baseiam em soluções truculentas,
independentemente de onde ou de qual instituição venha, inclusive, por parte
dos representantes políticos, são um potencial fator de risco à população! Tais
ações tendem a agravar a violência que atualmente já se encontra em nível
crítico no Brasil, onde a ascensão de grupos políticos que flertam com o uso da
força vitima milhares de trabalhadores, principalmente os negros e moradores
das periferias, indígenas, ciganos, mulheres e LGBTQIA+, além de defender a
ditadura e ameaçar a democracia.
O prefeito Colbert Martins e a secretária
municipal da Educação, Anaci Paim, também são professores! Pela característica
da profissão, é imperativo que quem assume esta função conheça a importância do
diálogo no processo educacional. Diálogo e truculência, prefeito e secretária,
trilham caminhos opostos! Pela característica da docência, também é imperativo
que conheçam o papel da Educação de transformar a realidade e de contribuir com
a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Portanto, um gestor que diz defender
a Educação deve valorizar a categoria, garantindo-lhe condições dignas de
trabalho. Porém, a Prefeitura de Feira de Santana trata a educação pública
municipal com total descaso e chegou a cortar, na pandemia, 70% dos salários de
alguns docentes. Desde 2020 não há reajuste nos salários e uma parte da
categoria recebe salário parcelado desde abril de 2021, segundo o sindicato. Faltam
funcionários, material escolar, merenda e fardamento neste início de ano letivo,
de acordo com declarações dadas à imprensa por mães de alunos matriculados na rede pública municipal.
Indiferente aos que vivem em condição de
insegurança alimentar, a justificativa de Colbert Martins para a ausência da
merenda causou grande revolta a diversos segmentos da população. Vergonhosamente,
o prefeito disse que quando foi estudante no Ginásio Municipal não havia
merenda escolar, mas, ainda assim, conseguiu formar-se em Medicina. O gestor
deixou ainda mais evidente o seu descaso ao declarar que na escola o que precisa
é ter aluno e professor. Não é a primeira vez que o chefe do Executivo
Municipal recorre à imprensa com inverdades e declarações esdrúxulas. Muitas
dessas entrevistas têm o objetivo de deslegitimar a luta do sindicato.
Os professores e as professoras, que em meio
à pandemia tiveram seus trabalhos intensificados, merecem todo o respeito. São
profissionais à frente da luta cotidiana para construir a superação das
condições estruturais que mantêm a desigualdade social no país. Em nome desta
luta, a categoria segue mobilizada na Prefeitura até ser recebida pelos
gestores públicos.
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