Atos antirracistas marcam mais um protesto Fora Bolsonaro em Feira de Santana

23/11/2021

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Imagem de Adroaldo Oliveira do Ato em Feira de Santana

No último sábado (20), data em que se comemorou o Dia da Consciência Negra, entidades, movimentos, centrais sindicais e população em geral foram às ruas, mais uma vez, contra o governo Bolsonaro e seus aliados. A associação da luta contra o racismo aos protestos contra o governo genocida não poderia ser mais coerente diante dos prejuízos acumulados pela população negra e pobre diante da intensificação da crise social e humanitária durante esta gestão. Em Feira de Santana, os protestos organizados pelo Movimento Fora Bolsonaro e pelas Entidades Negras, Evangélicas e Católicas do município teve concentração na Prefeitura e seguiu para a Praça da Matriz.


Os atos antirracistas que levaram às ruas de todo o país, especialmente, movimentos negros, debateram pautas sociais diversas que não se desvinculam dos enfrentamentos ao racismo estrutural, como a necessidade de criação de mais empregos, o combate à fome e os impactos da escalada da inflação. Para o professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Adroaldo Oliveira, as discussões intensificadas com a participação dos movimentos negros reforçam a importância da celebração do 20 de novembro como um dia de luta e resistência: "Os movimentos levantaram diversas bandeiras contra o racismo e violência vivenciadas pela população negra. O ato uniu o movimento ecumênico com os movimentos de mobilizações, num dia de reivindicações, luta e protestos. Em Feira de Santana, a Adufs também esteve presente junto a diversos outros sindicatos, partidos políticos, comunidades religiosas, entre outros", disse.


Os protestos contaram ainda com apresentações de diversas manifestações culturais negras. As pautas antirracistas não são exclusivas do mês de novembro, nem do Dia da Consciência Negra. Ao intensificar os protestos associando-os às mobilizações pelas desigualdades sociais como um todo, os movimentos negros enfatizam que debater o racismo não pode ser exclusividade deste período.


No dia 19 de novembro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou Boletim Especial que mostra como a desigualdade entre negros e não-negos foi aprofundada durante a pandemia. Os números mostram como a população negra foi mais afetada pelo desemprego, tiveram maior queda de rendimento mensal e com o início da reabertura do mercado, os negros são os que ainda tem maior dificuldade de recolocação. O Boletim enfatiza também a responsabilidade do governo com o aumento da informalidade que deve continuar trazendo prejuízos para toda a população: "A informalidade crescente para todos os trabalhadores, negros e não negros, é reflexo da desconfiança sobre o futuro do país e da ausência de rumo da economia brasileira, problema acentuado pelos efeitos da reforma trabalhista, que não gerou empregos e arrancou direitos dos trabalhadores". Leia o Boletim na íntegra.

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