14/05: Adufs celebrará 45 Anos com mesa comemorativa
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Imagem de Adroaldo Oliveira do Ato em Feira de Santana
No último sábado (20), data em que se comemorou o Dia da Consciência Negra, entidades, movimentos, centrais sindicais e população em geral foram às ruas, mais uma vez, contra o governo Bolsonaro e seus aliados. A associação da luta contra o racismo aos protestos contra o governo genocida não poderia ser mais coerente diante dos prejuízos acumulados pela população negra e pobre diante da intensificação da crise social e humanitária durante esta gestão. Em Feira de Santana, os protestos organizados pelo Movimento Fora Bolsonaro e pelas Entidades Negras, Evangélicas e Católicas do município teve concentração na Prefeitura e seguiu para a Praça da Matriz.
Os atos antirracistas que
levaram às ruas de todo o país, especialmente, movimentos negros, debateram
pautas sociais diversas que não se desvinculam dos enfrentamentos ao racismo
estrutural, como a necessidade de criação de mais empregos, o combate à fome e
os impactos da escalada da inflação. Para o professor da Universidade Estadual
de Feira de Santana (UEFS), Adroaldo Oliveira, as discussões intensificadas com
a participação dos movimentos negros reforçam a importância da celebração do 20
de novembro como um dia de luta e resistência: "Os movimentos levantaram
diversas bandeiras contra o racismo e violência vivenciadas pela população
negra. O ato uniu o movimento ecumênico com os movimentos de mobilizações, num
dia de reivindicações, luta e protestos. Em Feira de Santana, a Adufs também
esteve presente junto a diversos outros sindicatos, partidos políticos,
comunidades religiosas, entre outros", disse.
Os protestos contaram
ainda com apresentações de diversas manifestações culturais negras. As pautas
antirracistas não são exclusivas do mês de novembro, nem do Dia da Consciência
Negra. Ao intensificar os protestos associando-os às mobilizações pelas
desigualdades sociais como um todo, os movimentos negros enfatizam que debater
o racismo não pode ser exclusividade deste período.
No dia 19 de novembro,
o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) divulgou Boletim Especial que mostra como a desigualdade entre negros
e não-negos foi aprofundada durante a pandemia. Os números mostram como a
população negra foi mais afetada pelo desemprego, tiveram maior queda de
rendimento mensal e com o início da reabertura do mercado, os negros são os que
ainda tem maior dificuldade de recolocação. O Boletim enfatiza também a
responsabilidade do governo com o aumento da informalidade que deve continuar
trazendo prejuízos para toda a população: "A informalidade crescente para todos os trabalhadores,
negros e não negros, é reflexo da desconfiança sobre o futuro do país e da ausência
de rumo da economia brasileira, problema acentuado pelos efeitos da reforma trabalhista, que
não gerou empregos e arrancou direitos dos trabalhadores". Leia o Boletim na íntegra.
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