10/10: ATO NA MARECHAL
O Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UEFS, junto aos Diretórios Acadêmicos do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia, convoca a juventude e toda a comunidade feirense pra ocupar as ...
Há algum tempo, a comida no prato tem sido regrada no dia a dia do professor da rede municipal de ensino, Venícius Caldas. A privação do alimento e de outras necessidades básicas à sobrevivência é apenas uma parte do sofrimento que permeia a realidade da maioria dos brasileiros, maltratados pela grave crise econômica e social, tipicamente capitalista, agravada por uma crise política causada pelo governo corrupto e genocida de Bolsonaro. Governo este que tem o apoio dos seus aliados nos estados e municípios, como acontece em Feira de Santana, por exemplo. Com a pandemia da Covid-19, a precariedade das condições de vida aumentou. Convencido de que a luta é um forte instrumento de resistência e mudança, Caldas endossou a decisão de centenas de moradores da cidade de voltar às ruas em manifestação para demonstrar a revolta e indignação com a política criminosa de Bolsonaro e sua equipe e recusar a agenda de morte do lamentavelmente presidente da República. O protesto aconteceu neste sábado (3) e passou por diversas ruas do Centro da cidade. Professores da Uefs marcaram presença.
O ato público teve um novo e péssimo motivador: o envolvimento do governo federal em grave escândalo de corrupção na negociação para a compra das vacinas contra a Covid-19. Para quem sempre negou a eficácia do imunizante, estimulou o uso de medicamentos sem comprovação científica e continua deseducando a população por meio da desobediência às regras sanitárias de prevenção e controle da Covid-19, o governo Bolsonaro revelou-se bastante envolvido e interessado, pelo menos, no processo de compra das vacinas.
Além de repudiar as falcatruas do executivo federal, a fome e a morte dos invisíveis ao governo Bolsonaro, os manifestantes denunciaram a queda na renda dos brasileiros. Também reivindicaram a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); vacinação célere e gratuita para todos; pagamento do auxílio emergencial com valor mínimo de R$ 600 até o fim da pandemia; comida no prato e a defesa dos serviços públicos.
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