Grande Ato Fora Bolsonaro e Mourão: Comida no prato, vacina no braço será realizado no próximo sábado (19) em Feira de Santana

15/06/2021

Dia 19 de junho, próximo sábado, será marcado por novos atos da Campanha Fora Bolsonaro e Mourão Comida no prato, vacina no braço, que devem reunir centenas de milhares de manifestantes no país, exterior e redes sociais, contrários às políticas ultraliberais genocidas do presidente Jair Bolsonaro. Em Feira de Santana, a mobilização é organizada pelo Coletivo de Entidades em defesa do Fora Bolsonaro, que se reuniu virtualmente, na noite desta segunda (14), para encaminhar as ações que serão desenvolvidas no município.

O Movimento Fora Bolsonaro - FSA que assina pela organização do ato é composto por organizações, movimentos sociais e representações estudantis e deve levar uma multidão para as ruas de Feira de Santana com o mote "Fora Bolsonaro: Por emprego, vacina no braço e comida no prato!" O aumento expressivo de militantes que se somaram a reunião para organização dos protestos é representativo do aumento de força nas ruas que deve se confirmar no 19J.

A concentração do ato será em frente à Prefeitura, às 09 horas, com posterior caminhada pelo centro de Feira de Santana. Entre as comissões criadas para operacionalização do ato, a comissão de segurança sanitária se destaca pela preocupação dos/as organizadores/as com a aplicação de medidas protetivas como realização de distanciamento social, utilização obrigatória de máscaras e uso de álcool em gel para que seja garantida uma maior segurança nos protestos. As orientações sanitárias serão amplamente divulgadas para a população através de carros de som, anúncios de rádio e panfleto que serão distribuídos na próxima quinta (17), na Praça do Nordestino.

O diretor da Adufs, Elson Moura, esteve na reunião de organização do 19J e falou sobre a importância da segurança nos protestos e do diálogo como forma de agregar mais manifestantes: "É preciso garantir condições objetivas para que as pessoas se sintam seguras e possam participar dos atos. Além disso, precisamos enraizar essas lutas no seio da classe trabalhadora para que haja uma compreensão mais ampla de que este enfrentamento não se resume à pandemia, nem a um grupo específico de trabalhadores e trabalhadoras. Nesse sentido, o diálogo precisa ser contínuo e agregador para que a classe trabalhadora como um todo junte-se a nós pelo Fora Bolsonaro e Mourão, pela criação de empregos, vacina no braço e comida no prato", enfatiza Elson Moura.

O último Dia Nacional de Luta "Fora Bolsonaro" ocorreu no dia 29 de maio e foi marcado pela união de diversos setores e categorias. Inicialmente, as principais bandeiras de luta eram a defesa do SUS com a exigência de vacinação gratuita para todos e todas e o pagamento de Auxílio Emergencial com valor mínimo de R$ 600 até o fim da pandemia. Porém, a convergência de organizações e movimentos que se somaram aos protestos, incluíram na pauta defesas contra os sucessivos cortes de investimento na educação; a defesa dos serviços públicos contrária à Reforma Administrativa e às privatizações; a luta contra o racismo e genocídio do povo negro, entre outras.

A força dos protestos se deu principalmente por essa união de forças e movimentos alinhados no entendimento de que a gestão do governo Bolsonaro é responsável pelas milhares de mortes que se somam diariamente em decorrência do projeto genocida de condução da pandemia, que inclui negação de compra de vacinas em tempo hábil; contrariedade às medidas protetivas de uso de máscara e distanciamento social; e incentivo a medidas farmacológicas comprovadamente ineficazes e prejudiciais ao organismo quando utilizada no tratamento da Covid-19.

Somada a este quadro de total negação da ciência, a extrema miséria avança pelo país batendo recordes. Segundo o IBGE, 14,5 milhões de famílias estão nessa condição atualmente, o que representa mais de 40 milhões de pessoas vivendo com renda mensal de até R$ 89 reais, pior patamar histórico do Brasil. Também segundo o IBGE, o desemprego teve um aumento de 2,9% em relação ao último trimestre e, atualmente, mais de 14,4 milhões de brasileiros e brasileiras estão desempregados.

Com a perspectiva de uma terceira onda de altas nos casos de contaminação e mortes pela Covid-19 impulsionada pela variante indiana que já circula pelo país, a situação deve ficar ainda pior. Com apenas 25% da população vacinada com a primeira dose da vacina e pouco mais de 11% imunizada por completo, a pandemia continua fora de controle sem coordenação nacional contrária ao vírus. O que se presencia são ações deliberadas do presidente em defesa da morte.

Por que ir às ruas em meio à pandemia?
A resposta mais contundente tomamos emprestada das companheiras e dos companheiros colombianos que, inicialmente, foram às ruas contra a alta generalizada de impostos, em abril deste ano: "Se a população vai às ruas, é porque o governo é mais perigoso que o vírus!".

O governo Bolsonaro, desde a campanha eleitoral, evidenciou sua total repulsa às liberdades democráticas e, assim, tem feito durante sua (in)gestão. Com medidas autoritárias, apesar das constantes denúncias, tem agido de forma deliberada para prejudicar toda a população em nome do favorecimento de frações do capital - como agronegócio e indústria farmacêutica - de sua família e aliados. Apesar do número crescente de mortes, em decorrência da pandemia, mas também de vítimas das violências múltiplas institucionalizadas pelo Estado, acompanha-se cotidianamente a guinada de atrocidades contra negros, povos originários, comunidade LGBTQI+ e outros grupos minoritários que veem a condução ultraliberal de Jair Bolsonaro avançar sem qualquer controle pelas instâncias legislativas e judiciárias do país. Não há outra alternativa senão através da explosão nas ruas, para barrar a onda de retrocessos que colocam o Brasil hoje na escória da democracia mundial.

Por isso, enquanto movimento organizado temos agido dentro das instâncias organizativas, seguindo as instruções normativas das centrais sindicais de todo país de realizar atos contendo o máximo de segurança possível entre os manifestantes, que devem usar máscaras e manter o distanciamento entre os grupos para minimizar os riscos de contaminação.

É possível protestar com segurança?
O caminho que tem sido adotado pelas organizações com o objetivo de promover protestos "seguros" é o comprometimento dos manifestantes que são estimulados a utilizar rigorosamente máscaras e manter o distanciamento durante os protestos. Além disso, a distribuição de álcool em gel é intensa durante as manifestações para que a higienização das mãos seja mantida.

Antes dos protestos realizados no dia 29 de maio, o Fórum das ADs lançou uma campanha com orientações de como protestar, enfatizando que o nosso desejo sempre foi o de se manter em casa em condições seguras, no entanto, a atuação do governo Bolsonaro não nos dá outra alternativa que não seja tomar as ruas. Entre as recomendações do Fórum que podem ser visualizadas nas nossas redes estão:

1 - Usar máscara e álcool em gel, preferencialmente a N95 e PFF2, levando extras para trocar após algumas horas de uso e oferecer ao colega que possa estar com máscara inadequada. No caso de uso de máscara de tecido, complementamos a necessidade do uso de 2 máscaras para aumentar a proteção das vias aéreas;
2 - Evitar comer e beber durante o percurso para não ser necessário retirar a máscara;
3 - Manter a distância entre as pessoas, cumprimentar sem se encostar, ajudar a separar grupos muito unidos e não se constranger de pedir distância de pessoas que estejam muito próximas a você;
4 - Caso você faça parte do grupo de risco ou conviva com pessoas deste grupo, aconselhamos que acompanhe os protestos de casa, ajudando na divulgação e compartilhamento de informações. As redes sociais são importantes espaços para a ampliação de visibilidade dos protestos. Faça doação para os movimentos que estarão nas ruas, poste fotos com máscaras, cartazes e mensagens de protesto.
  

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