Adufs participa de reunião do GTPCEGDS, em Brasília
Nos dias 24 e 25 de abril, a professora Acácia Batista Dias e o professor João Diogenes Ferreira representaram a Adufs na reunião nacional do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as ...
As universidades públicas e particulares do país refletem o machismo, o racismo, o preconceito e a lgbtfobia presentes na sociedade. Esse é o entendimento dos palestrantes presentes à mesa da roda de conversa sobre o tema “Rebelião de Stonewall no cotidiano LGBTQI+: práticas de libertação e militância de gênero na universidade”. O evento ocorreu na quinta-feira (21), na Uefs.
Catarina Paraguaçu, professora da rede municipal e transgênero, falou sobre a necessidade de trazer para o ambiente acadêmico o debate sobre os corpos transgêneros, que são sexualizados e objetificados. “Sofro muito preconceito na Uefs e luto sempre para desconstruir a diminuição e o objetificação do meu corpo. Graças à Rebelião de Stonewall avançamos bastante, mas ainda temos muito a melhorar”, disse a docente, lembrando que a partir de 2020 a Uefs terá sistema de cotas para transexuais, travestis, transgêneros, quilombolas, ciganos e portadores de deficiência. “Isso é bom, mas essas pessoas precisam de políticas de permanência”, alertou.
Reforçando o raciocínio de Paraguaçu, a professora do ensino superior privado, Elizabeth Carvalho, falou um pouco sobre sua experiência nessas instituições e declarou que a educação acadêmica é repressora. “A academia tem a função social voltada à inclusão, à valorização da igualdade dos mais variados tipos culturais e à superação das desigualdades estabelecidas na sociedade. Por isso, a educação deve ser fonte minimizadora das diferenças entre gêneros. Porém, ainda vivemos em um ambiente repressor nas universidades”, disse, ao acrescentar que é necessário criar coletivos e grupos de estudos para oferecer resistência ao preconceito nas instituições.
Já o professor Murilo Arruda, da Uefs, pontuou que o discurso fascista do atual governo tem colaborado com a violência praticada contra os homossexuais. “Temos um presidente homofóbico e que assume publicamente preferir ter um filho morto a um filho homossexual. Declarações desse tipo acentuam o índice de violência de cunho homofóbico e preconceitos. A aversão a homossexuais resulta em muitos casos de assassinatos e cerceamento ao direito de se expressar e ser respeitado em sua orientação sexual”, avaliou. Antes da roda de conversa, o docente falou de forma breve sobre sua experiência no ambiente familiar a acadêmico.
Deybson Borba, diretor da Adufs, pontuou a necessidade de refletir sobre práticas de libertação no ambiente acadêmico e fora dele. O sindicalista também apresentou alguns dados estatísticos sobre a violência praticada no Brasil contra LGBTs. “Desde 2001, houve aumento significativo no número de mortes de LGBTs causadas pela discriminação. Naquele ano, registraram-se 130 óbitos. Em 2008, foram 187. Já em 2017, atingiu-se o número recorde de 445 mortes. No ano de 2018 foram registradas 420 mortes por homicídio ou suicídio decorrente da discriminação”, disse.
Após a toda de conversa houve a apresentação artística de Ariel Castelly e uma confraternização. O evento foi organizado pelo Grupo de Trabalho Gênero e Diversidade Sexual da Adufs (GTPCEGDS), Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Divisão de promoção dos Direitos das Minorias e pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Relação de Gênero da Uefs (Mulieribus).
Nos dias 24 e 25 de abril, a professora Acácia Batista Dias e o professor João Diogenes Ferreira representaram a Adufs na reunião nacional do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as ...
A Diretoria da Adufs retificou a pauta da Assembleia convocada para esta quarta-feira, 29 de abril, às 16h45, no Auditório da Pós-graduação em Ciências Contábeis, localizado atrás do ...
Ao longo de 2026, ano em que celebramos os 45 anos de fundação do ANDES-SN, preparamos uma série de reportagens que resgatam a trajetória do Sindicato, marcada pela resistência ininterrupta em ...
A tentativa de rotular a atuação da ADUFS como "anacrônica" ignora que o embate sobre as minutas de resolução no Consu e Consepe da UEFS está inserido no que pesquisadoras e pesquisadores ...