ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
A Secretaria do ANDES-SN divulgou, na última sexta-feira (12), o Caderno de Textos do 69º Conad do Sindicato Nacional. Com o tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da ...
No último dia 28, foi o Dia Internacional do Orgulho LBTQI+. A sigla agrega Gays, Lésbicas, Transgêneros, Queers, Intergênero e não para de crescer, o que demonstra a capacidade múltipla de expressão de gêneros que tem superado a perspectiva heteronormativa de sociedade.
Há uma importância histórica indiscutível no reconhecimento desta data, apesar disso ainda há pouco a celebrar. A violência machista, homofóbica, misógina e heteronormativa, no Brasil, não dá trégua; por isso, o dia foi marcado por luta e muita resistência. Em 1969, esta data marcou a histórica Rebelião de Stonewall, realizada da pela comunidade LBGT frequentadora do Stonewall Inn, bar localizado no bairro de Greenwich Village, em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos contra a invasão policial, dando origem, então, a uma série de manifestações violentas e espontâneas por parte da comunidade LGBT. Estas manifestações são consideradas como eventos importantes para que o movimento Gay conquistasse sua autonomia e a luta pelos direitos LGBT, nos Estados Unidos, fosse levada a cabo.
O Brasil é um dos países que mais mata homossexuais em todo o mundo. O país registra uma morte por homofobia a cada 23 horas e até 15 de maio foram 141 mortes, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB). Sendo um total de 126 homicídios e 15 suicídios.
Os estados com mais mortes em números absolutos foram São Paulo (22), Bahia (14), Pará (11) e Rio de Janeiro (9). Apesar da violência que cerca homossexuais em todas as suas divisões de gênero, o enfrentamento do movimento é responsável por vitórias expressivas que têm mostrado a força da luta. Em 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal aprovou a criminalização da homofobia.
A partir desta data, a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passou a ser considerada um crime. Por 8 votos a 3, foi determinado que a conduta passe a ser punida pela Lei 7716/89, Lei do Racismo. No dia 23 de junho, a Parada LGBT deste ano reuniu milhões de pessoas em São Paulo, em um momento político expressivo em que a comunidade enfrenta a fúria deliberada de um presidente homofóbico.
A ADUFS manifesta todo seu apoio à comunidade LGBTQI+ e se coloca à disposição para a luta, enfrentamento e resistência contra todo tipo de violência às minorias.
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