ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
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A divulgação do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que há uma matança da juventude negra e de mulheres no Brasil. Foram 62.517 mortes em 2016, o que faz o país ultrapassar a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Entre 2006 e 2016, um total de 553 mil pessoas perderam a vida por assassinato.
Houve crescimento na quantidade de jovens assassinados em 20 estados, com destaque para Acre (aumento de 84,8%) e Amapá (41,2%), seguidos por Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima. A taxa de homicídios de pessoas de 15 a 29 anos (65,5 mortos por 100 mil habitantes) é o dobro da média nacional e mais de seis vezes a taxa global de homicídios de jovens (10,4), segundo a Organização Mundial da Saúde.
Se considerado o período de 2006 a 2016, o aumento na taxa de homicídios de jovens foi de 23%. Em 11 anos, o Brasil enterrou 324.967 jovens assassinados – quase sete vezes o número de soldados americanos mortos em 20 anos da Guerra do Vietnã.
Para a integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e do Setorial de Negros e Negras, Claudicea Durans, as estatísticas revelam os resultados perversos do racismo e machismo mantidos na sociedade. “Pesquisas seguem confirmando o que os movimentos sociais e contra a opressão denunciam: há um genocídio da juventude negra no país, em muitos casos agravados pelo machismo, quando vemos que as mulheres negras também são mais atingidas em comparação com a situação de mulheres não negras”, disse.
Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.
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