ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
A Secretaria do ANDES-SN divulgou, na última sexta-feira (12), o Caderno de Textos do 69º Conad do Sindicato Nacional. Com o tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da ...
A noite de quarta-feira (14) deixou milhões de pessoas atônitas e, em seguida, tomadas por um sentimento de indignação e revolta. A mídia anunciava que acabavam de ser executados a tiros, no Estácio, centro do Rio de Janeiro (RJ), a vereada do PSOL, Marielle Franco, e o motorista Anderson Pedro. A assessora havia sido atingida por estilhaços e estava hospitalizada.
A CSP-Conlutas imediatamente se manifestou com uma nota de repúdio. Assim o fizeram diversas entidades, movimentos e organizações. Na quinta-feira (15), as ruas do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste, foram tomadas por dezenas de milhares de pessoas. A indignação contra aquela violenta ação somou-se à exigência de justiça, investigação rápida, punição dos culpados e fim da intervenção militar no Rio de janeiro.
Marielle era uma ameaça aos que atentavam contra os direitos humanos. Suas constantes críticas feitas pelos abusos cometidos por policiais, em especial do 41º Batalhão de Acari, conhecido como Batalhão da Morte, indicam que sua morte tenha sido encomendada por milicianos ou policiais militares corruptos que ela tanto denunciava. Marielle também havia assumido duas semanas antes a relatoria de uma Comissão na Câmara Municipal para acompanhar a intervenção militar no Rio, da qual também era crítica.
Indignação internacional
A violência do assassinato tem provocado uma forte comoção e indignação, levando a um repúdio generalizado fora do país e por órgãos internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), e a Anistia Internacional repudiaram o crime e pediram investigação minuciosa, transparente e independente.
O Parlamento Europeu, além de repudiar o assassinato, ameaçou romper relações com o Mercosul. Tem sido organizados atos em vários países, como Portugal, Espanha, Chile, França, Alemanha, entre outros. Governos, artistas e diversas personalidades também repudiaram o crime.
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