ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
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Representações docentes, estudantis, partidos políticos, movimentos sociais, populares, reitores e outros coletivos endossaram o Dia Nacional em Defesa da Educação Pública, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na última quinta (19). Nesta data também houve atos públicos em diversos estados do país. A mobilização na capital carioca ainda foi marcada pelo lançamento da Frente Nacional em Defesa das Instituições Públicas do Ensino Superior. O diretor da Adufs, Gean Santana, participou das atividades.
A proposta da data é dar visibilidade nacional à luta em defesa das universidades municipais, estaduais e federais, Institutos Federais e Cefets, que vêm enfrentando ataques e cortes de orçamento nos últimos anos.
Uma intensa agenda de mobilização foi aprovada. Serão realizadas atividades no próximo dia 27 – dia de Lutas em Defesa do Funcionalismo Público – 10 de novembro, no Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações, realizado à véspera da entrada em vigor da contrarreforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) e 25 de novembro – que marca o Dia Latino-americano e Caribenho de Luta Contra a Violência às Mulheres.
A cerimônia de lançamento da Frente foi seguida do ato SOS Educação, que saiu da Uerj e percorreu as ruas do entorno da universidade. Já nas vias públicas, o protesto, de caráter pacífico, foi reprimido pela Polícia Militar (PM), que atacou os manifestantes com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio. Alguns sofreram ferimentos, como a professora Sara Granemann, que além de inalar o gás tóxico teve as roupas, a perna e o rosto queimados.

Professora Sara Graneman teve roupas e corpo queimados
Foto: Sara Graneman
Reitores
A vice-reitora da Uefs, Norma Lúcia Fernandes de Almeida, participou do Dia Nacional em Defesa da Educação Pública, no Rio de Janeiro. Ela foi a única representante da reitoria das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) na mobilização. Os gestores foram provocados pelo Fórum das ADs, que diante do recrudescimento dos ataques governistas ao setor público protocolaram um documento cobrando o apoio desses ao ato.
“Estamos num momento em que precisamos unir forças em defesa do financiamento da educação pública, principalmente após a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95. O que está acontecendo no Rio de Janeiro pode ser uma estratégia para que os governos se desobriguem de financiar o ensino superior público”, alertou a vice-reitora.
Fonte: Adufs, com informações do ANDES-SN.
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