45 Anos da Adufs: Autônoma, Democrática e de Luta
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Funcionários terceirizados da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) suspenderam as atividades em protesto contra o atraso no pagamento de salários. A paralisação, que envolve trabalhadores do setor da portaria, telefonia, recepção, limpeza e jardinagem, começou terça-feira (10) e segue até que os débitos sejam quitados.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços de Limpeza Pública e Particular Terceirizadas de Feira de Santana e Região (Sintralp), profissionais de alguns setores estão sem receber salários, vale-alimentação e vale-transporte há dois meses. Edivaldo da Silva, do serviço de jardinagem, reclama que a irregularidade nos pagamentos ocorre há cerca de um semestre. “Esse atraso constante compromete todo o planejamento que faço para as despesas com a família, pois estou sempre pagando juros de contas vencidas. É muito difícil não ter condições financeiras de manter minha filha com o básico para a sua sobrevivência”, lamentou o trabalhador.
A dificuldade para pagamento dos prestadores de serviço também se estende à vigilância. Juraci Mendes, presidente do Sindivigilantes/Feira, informa que os trabalhadores aguardarão o salário de fevereiro até esta quinta-feira (12). Caso não isso não aconteça, a categoria se reunirá para discutir os rumos do movimento. Segundo a pró-reitoria da Administração da universidade, o governo do Estado não tem liberado os recursos necessários para atendimento das demandas da instituição, que, atualmente, possui faturas dos meses de dezembro e janeiro sem liquidar. A reitoria informou, ainda, que na terça-feira (10), o governo repassou a cota referente a fevereiro para pagamento dos salários de funcionários de uma das empresas terceirizadas. O dinheiro deve ser disponibilizado nos próximos cinco dias úteis, contados a partir do dia 10.
A situação vexatória pela qual passam as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), já que o fato não ocorre apenas na Uefs, é resultado do projeto do governo do PT de ataque à educação pública e aos direitos trabalhistas. Apesar da crise imposta às instituições devido à constante redução orçamentária, o governo aprovou, para 2015, um orçamento que diminui R$ 7 milhões da verba destinada para custeio e investimento. Contabilizados dois anos, a redução orçamentária para os setores chega a R$ 19 milhões.
O Movimento Docente (MD) não vai permitir a continuidade da política do governo de sucateamento das Ueba. O Fórum das ADs se reunirá nesta quinta-feira (12), para discutir os próximos passos da luta, que inclui rodadas de assembleias nas quatro universidades, ainda em março, e avaliação do indicativo de greve por 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as Ueba, já aprovado pela categoria.
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