20/05 (QUA): Adufs realizará mobilização sem paralisação
Por falta de quórum, a Adufs não conseguiu realizar assembleia para apreciar uma paralisação proposta pelo Fórum das ADs, ainda assim a Seção Sindical se somará as demais Associações ...
Durante três dias (4 a 6), no XII Encontro dos Docentes das Ueba, na Uefs, professores das quatro instituições discutiram a conjuntura e o plano de ações para o próximo biênio, com o objetivo de preparar a categoria para o enfrentamento contra o governo que teima em sucatear a Educação superior e desrespeitar os direitos dos trabalhadores. Nos debates realizados, os participantes expressaram sua preocupação com o destino das Universidades estaduais tendo em vista o desprezo com que vêm sendo tratadas, em particular com a redução dos recursos para orçamento e custeio por dois anos consecutivos (2014 e 2015). Um dos principais encaminhamentos foi a realização da Semana de Mobilização e Luta, entre 15 e 19 de setembro.
A proposta é que, durante essa semana, sejam realizadas mobilizações nos campi das quatro Ueba (segunda e terça) e, nos últimos três dias, uma “greve de advertência” com Ato Público na Assembleia Legislativa na quarta (17) para reivindicar a destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as universidades. No caso da Adufs, por conta do congresso Estatuinte, que vai de 8 a 13 de setembro, a diretoria está convocando a assembleia para a próxima segunda (15), quando tais indicativos serão avaliados. Na última reunião com o governo, ocorrida na segunda (8), já sob a pressão do anúncio da semana de mobilização, mais promessas foram feitas. Entretanto, como todas as outras, elas podem não se concretizar. Nesse sentido, a mobilização e a paralisação das atividades acadêmicas podem surtir efeito. Para alertar a sociedade sobre a situação, o Fórum das ADs publicou uma nota pública no jornal A Tarde (leia aqui).
Segundo Elson Moura, coordenador da Adufs e do Fórum das ADs, o Encontro dos Docentes das Ueba, reafirmou a disposição da categoria para a luta unificada pela educação superior pública baiana e reforçou a importância da unificação das reivindicações da classe trabalhadora. “O sucateamento do serviço público se tornou uma política de governo. A destinação de 5% da RLI para as Ueba, por exemplo, só foi atendida agora, nove anos após a reivindicação, o que agrava ainda mais a crise já instalada nas universidades e a precarização das condições de trabalho e estudo. Frente aos ataques do governo, é importante que as entidades que compõem a comunidade acadêmica construam uma pauta coletiva”, disse.
Outros resultados importantes do XII Encontro foram: aprofundar o debate sobre financiamento; implantação do Orçamento Participativo (OP) nas três Ueba, pois já existe na Uefs; apoiar a luta contra a precarização do trabalho do servidor e pela abertura de concurso público; pelo pagamento da insalubridade; aprofundar o debate sobre a concepção da carreira; criar e fortalecer o GT Carreira no âmbito das ADs para tratar de assuntos como os regimentos internos das Ueba, regime de trabalho e o Estatuto; garantia dos serviços de saúde; discussão de políticas públicas para as populações indígenas, quilombolas, ciganas, entre outros; realização do Seminário Estadual sobre Gênero, Sexualidade e Etnicidade; criação do Observatório de Opressões de Gênero, Sexual e Étnico-racial nas Ueba; reafirmar posição contra a criminalização dos movimentos sociais; reivindicar políticas para a classe trabalhadora da cidade e do campo e política de permanência estudantil.
ABERTURA
A abertura do XII Encontro dos Docentes das Ueba aconteceu na noite da última quinta-feira (4), com a conferência “A conjuntura e os desafios do movimento docente”, proferida pelo professor Mauro Iasi (Ufrj). Durante a exposição, ele disse que os últimos 12 anos marcam o encerramento de um certo ciclo que começou na transição da ditadura militar para o processo de democratização, mas que, passados 30 anos, as universidade públicas vivem sob uma ameaça ainda mais perigosa, pois prevalece a situação de regressão de direitos e de uma correlação de forças extremamente desfavorável à classe trabalhadora. Por isso, destacou que o Movimento Docente tem como desafio, a capacidade de intervir na vida política do país, criando uma alternativa contra a ordem burguesa. “Além das demandas próprias e da luta por melhores salários e carreira, o MD também deve contribuir com a reivindicação por reforma agrária, saúde e transporte públicos de qualidade, por exemplo, já que nas lutas sociais são construídas a contraposição ao governo”, afirmou. Além dos representantes das ADs, a cerimônia de abertura contou com as presenças de representantes do Andes-SN, da CSP Conlutas, do Sintest e do reitor da Uefs.
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