Ano X - Edição 489 - 03/12/2018
- Foto: Adufs

Diretoria retifica edital da assembleia convocada para a próxima quinta-feira (6)

Os impactos das políticas conservadoras nas universidades públicas e o recrudescimento dos ataques aos trabalhadores serão tratados na assembleia convocada para a próxima quinta-feira (6), às 16h30, ao lado da Adufs. A diretoria chama a categoria para ajudar a construir as futuras mobilizações, principalmente diante do Projeto de Lei (PL) do governo Rui Costa que aumenta a alíquota previdenciária paga pelo servidor. A luta contra o PL deve ser imediata, pois o governador deverá tentar colocá-lo em votação ainda este ano. O PL, assim como o Sistema Integrado de Segurança apresentado pela administração da Uefs, foram acrescidos à pauta da reunião deliberativa. A diretoria da seção sindical já lançou o edital retificado da assembleia.

O governo agrava ainda mais os prejuízos dos docentes quando anuncia medidas que irão comprometer o orçamento dos servidores. Os professores amargam a maior perda salarial dos últimos 20 anos, com índice de 20,41%. Hoje, para recompor as perdas será necessário um reajuste de 25,71%. Cálculos feitos pela diretoria da Adufs revelam que, com a suspensão do pagamento do reajuste linear, os docentes das instituições deixaram de receber, de janeiro até dezembro deste ano, valores consideráveis. Um docente Auxiliar A, em regime de Dedicação Exclusiva (DE), por exemplo, perdeu R$ 51.177,34. Já o professor Pleno acumula prejuízos de R$ 127.847,46.

O ano vigente está terminando sem que o governor Rui Costa se disponha a convocar mesas de negociação com a categoria. Por isso, a diretoria da Adufs reforça a importância de os professores se fazerem presentes à assembleia na próxima quinta-feira (6). Na ocasião, ainda serão tratados outros pontos importantes para o fortalecimento da categoria. 

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GRAVE!

Governo envia à AL-BA PL que aumenta a contribuição previdenciária paga pelo servidor

Foto: Ascom AL-BA
PL foi enviado à AL-BA no dia 29/11

Poucos dias após o anúncio, o governo enviou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) o Projeto de Lei (PL nº 22.971/2018) que aumenta a alíquota de contribuição da Previdência Estadual dos servidores públicos. Conforme a proposta, o valor passa de 12% para 14%.

Em total desrespeito aos aposentados, que contribuíram durante toda a vida para o desenvolvimento da sociedade baiana, e em mais uma tentativa de colocar a população contra os servidores, o governador declarou publicamente que R$ 4 bilhões, valor que segundo o gestor corresponde ao déficit previdenciário, daria para construir 40 hospitais e centenas de estradas. Veja o vídeo. A fala de Rui Costa, que ainda afirmou ser necessário adotar “medidas amargas” para buscar o equilíbrio fiscal, financeiro e da Previdência, foi denunciada no início da semana pela diretoria da Adufs.

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DESEMPREGO

Sistema de Segurança da Uefs causa polêmica entre a comunidade acadêmica

Foto: Ascom Adufs
Categorias reclamaram da proposta

A iminência da demissão de até 50% do efetivo de profissionais que compõem o quadro da Vigilância Patrimonial da Uefs tem preocupado vários membros da comunidade acadêmica. A proposta faz parte do Sistema Integrado de Segurança da universidade, que está sendo apresentado pela administração e deve ser implantado até o final de novembro de 2019.

Parte dos professores e técnicos estão indignados com a futura demissão de pais e mães de família, que deixarão a universidade após anos de serviços prestados. O entendimento de alguns dos membros da comunidade acadêmica é que o reforço na segurança da universidade não deve ocorrer com o sacrifício dos vigilantes. A economia financeira gerada pela implantação do novo modelo de segurança, no valor de R$ 5 milhões por ano, conforme informado pela administração da Uefs, também não justifica a demissão desses trabalhadores. Até porque ainda não há previsão de como será aplicado o recurso referente à mudança no contrato.

Hoje, após as demissões ocorridas em anos anteriores, 208 profissionais fazem a segurança patrimonial na Uefs. O número é bastante reduzido, se considerada a extensão do campus.

O Sistema Integrado de Segurança foi apresentado pela administração da Uefs no dia 29 de novembro deste ano, em assembleia dos técnico-administrativos. Ainda participaram alguns vigilantes e um diretor da Adufs. Nas falas, os presentes rechaçaram a proposta e criticaram o monitoramento a ser feito nos setores. Segundo o projeto, toda a área coletiva da instituição será monitorada. "A demissão de trabalhadores, principalmente na atual conjuntura do país, é um equívoco político muito grande. Precisamos contratar mais vigilantes; não demiti-los. No próximo ano teremos eleição para reitor. Diante do crescimento de práticas fascistas e do cerceamento à liberdade de cátedra, podemos estar oferecendo mais elementos para a atuação desses grupos na universidade”, ressaltou Gean Santana, diretor da Adufs.

Gean Santana criticou as demissões

Proposta
Serão realizadas duas licitações para a implantação do Sistema Integrado de Segurança, sendo uma para contratar a empresa responsável pelo monitoramento eletrônico do campus e outra para a equipe de profissionais. 

Segundo Saulo Rocha, chefe da Unidade de Infraestrutura e Serviços da Uefs (Uninfra), um manual do plano de segurança da empresa prestadora do serviço define a estrutura do monitoramento e o número de profissionais necessários à execução do projeto. Ainda conforme o gestor, “dentro do conceito técnico da proposta não há necessidade do atual contingente de vigilantes”. A implantação do Sistema Integrado prevê a demissão de até 50% desses trabalhadores. O quantitativo de funcionários, no entanto, será definido pela administração da Uefs.

O serviço custará R$ 143 mil por mês. O contrato com a atual empresa de vigilância patrimonial da universidade, cujo custo mensal é de R$ 973 mil, foi renovado no final de novembro deste ano por mais um ano. A proposta da administração é implantar o Sistema Integrado nesses doze meses.

O Sistema Integrado foi apresentado ao Conselho Universitário (Consu) e está sendo exposto aos departamentos. Também serão realizadas duas audiências públicas na Uefs para a divulgação da proposta.   

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ANDES-SN

Dias 4 e 5 de dezembro serão de luta em defesa da educação pública

Foto: ANDES-SN
Dia 5 terá audiência pública em Brasília

Os dias 4 e 5 de dezembro serão de luta em defesa da Educação Pública. Entidades da educação federal organizarão mobilizações e manifestações. No dia 4 serão realizadas manifestações locais nas instituições de ensino com a realização de debates com o tema “Defesa da Democracia e 30 anos da Constituição federal de 1988”. No dia 5 haverá mobilização/paralisação em defesa da educação, com atos e mobilizações nos estados, e com a realização, em Brasília (DF), de uma audiência pública para comprometer os parlamentares com a educação pública. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se somará às mobilizações do dia 4.

As mobilizações foram definidas em reunião de entidades da educação federal. ANDES-SN, Fasubra, Sinasefe e Fenet se reuniram em Brasília (DF) no dia 13 de novembro para dar prosseguimento às articulações em defesa da educação pública.

As entidades têm se mobilizado para combater os recentes ataques à educação pública, tais quais as ações policiais e judiciais nas instituições de ensino para cercear o livre debate, a possibilidade de transferência das universidades federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e o projeto Escola Sem Partido. Também participam dessa articulação a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes).

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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CSP-Conlutas

Plano de privatizações de Bolsonaro prepara liquidação de estatais

Foto: CSP-CONLUTAS

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmaram que, junto com a Reforma da Previdência, a realização de um ambicioso plano de privatizações será prioridade do novo governo. O objetivo é entregar tudo o que for possível para o capital privado. Falam até em extinguir algumas empresas.

Bolsonaro já anunciou até mesmo a criação da Secretaria de Privatizações, órgão que será vinculado ao Ministério da Economia e responsável pelos projetos de desestatização e desinvestimentos em empresas públicas, incluindo a venda de participações e demissão de trabalhadores. O empresário Salim Mattar, sócio fundador da empresa de aluguel de carros Localiza, irá comandar a nova secretaria.

Paulo Guedes já declarou que a privatização geral é uma de suas obsessões. Outras nomeações já feitas por Bolsonaro, como para a presidência da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, que também têm o perfil favorável às privatizações. Ainda estão na mira de Bolsonaro estatais estratégicas para o país, como a Eletrobras, Correios, Banco do Brasil, entre outras.

Todas são empresas responsáveis por serviços e políticas que afetam diretamente a população. Colocá-las nas mãos do capital privado irá significar aumento dos preços dos combustíveis e da energia, encarecimento de juros e financiamento, entre outros prejuízos.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.  

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

“A Adufs não é apenas um sindicato. É também uma entidade onde, no debate franco, democrático e aberto, discutimos sobre nossa profissão, nossa condição de trabalhadores e sobre nosso desejo de construirmos um país mais justo e menos desigual. Logo, ser filiado é ser parte de um coletivo fundamental para a defesa dos nossos direitos”..


Onildo Araujo da Silva - Professor do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
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