Adufs participa do Bando Anunciador com o Bando Denunciador
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No último dia 23, a Administração Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) lançou Nota sobre a vacinação dos servidores da instituição, em decorrência da inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação na lista de grupos prioritários para a vacinação. Na Nota é possível ler que listas com nomes de servidores (as) e funcionários (as) terceirizados (as) estavam sendo elaboradas e deveriam ser enviadas para conhecimento do Governo do Estado acerca do quadro profissional da instituição. Além disso, a Administração informou que a vacinação deveria ocorrer no âmbito municipal, por isso as listas seriam também enviadas aos municípios para reserva das doses necessárias.
Ocorre que, nesta quinta (29), a Prefeitura Municipal de Salvador, que já iniciou a vacinação de trabalhadores e trabalhadoras da Educação das redes privadas e pública, municipal e estadual, emitiu convocatória para vacinação de profissionais da Educação com idade igual ou superior a 55 anos, mas com a ressalva de que somente serão vacinados aqueles e aquelas que estão lotados na capital e com nome na lista da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ou seja, docentes com residência em Salvador, mas que lecionam em outros municípios, como é o caso de muitos (as) docentes da UEFS, não estariam incluídos (as).
Ciente da situação, a diretoria da Adufs entrou em contato com a Administração Central solicitando esclarecimentos sobre a situação e foi comunicada que o Reitor e Vice-Reitora da UEFS estão em diálogo direto com a prefeitura de Salvador para solucionar a questão, defendendo que cada profissional seja, de forma lógica, vacinado (a) no município no qual reside. Em diálogo ainda informal, a Reitoria informou que as listas com os nomes dos servidores e servidoras da UEFS residentes na capital já foram enviadas à Secretaria Estadual de Educação e que aguarda posicionamento célere da gestão do município sobre a inclusão dos nomes sem que haja prejuízos para a vacinação dos (as) profissionais.
É notório que a falta de uma coordenação nacional eficiente de vacinação, somada às barreiras impostas pelo governo federal para a chegada das vacinas, tem ocasionado diversos transtornos, erros e atrasos na aplicação das doses, por conta dos entendimentos distintos que municípios e estados têm sobre o processo. O que é agravado ainda mais pela escassez de vacinas.
A Adufs acompanha a Administração Central na compreensão e defesa de que cada profissional deve ser vacinado no município em que reside; por isso, segue de perto o encaminhamento da questão para tomar as medidas necessárias para que os (as) docentes que se enquadram no perfil de idade sejam prontamente vacinados (as).
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