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Fusão da Agricultura e Ambiente em governo Bolsonaro servirá para atender ao agronegócio

05-11-2018 às 16h46

O anúncio de fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente reafirma que o presidente Jair Bolsonaro pretende atender aos interesses econômicos do agronegócio nacional e estrangeiro, entre outros pontos absurdos, permitindo a venda de grandes extensões de terras brasileiras ao capital internacional.

Os especialistas do Observatório do Clima, Raoni Rajão e Caolos Rittl, denunciaram no início do ano, em um artigo publicado em O Valor (20/02), que o agronegócio é um dos setores que mais alimenta a corrupção no Brasil para garantir seus interesses. Em 2014, somente a JBS pagou mais de R$ 600 milhões em propina a políticos.

O agronegócio explora os trabalhadores por meio de baixos salários e péssimas condições de trabalho – jornadas excessivas, pagamento por produção, falta de vínculo empregatício, entre outros. Os trabalhadores rurais também estão expostos a graves riscos de saúde devido ao contato com agrotóxicos e pesticidas. Ainda assim, devem perder aposentadoria especial caso seja aprovada a Reforma da Previdência.

As monoculturas de soja, laranja, cana de açúcar, as mineradoras, os pastos de gado e a extração ilegal de madeira sufocam e destroem a produção de pequenos produtores e a agricultura familiar de norte a sul do país. Além disso, o setor é uma ameaça ao meio ambiente. “Somos o país que mais desmata no planeta – 6.600 quilômetros quadrados na Amazônia só no ano passado, e 50% mais do que isso no cerrado”, afirmam Rajão e Rittl.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.


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