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ELEIÇÕES 2018

Em debate na Uefs, candidatos a deputado apresentam projeto de trabalho

05-10-2018 às 09h30

Ascom/Adufs
Público participou com perguntas
Público participou com perguntas

A três dias das eleições, os candidatos a deputado estadual na Bahia tiveram a oportunidade de apresentar propostas do plano de mandato e falar sobre temáticas variadas no debate realizado na noite de quinta-feira (4), na Uefs. Estiveram presentes apenas Janilson Matos (REDE) e Jhonatas Monteiro (PSOL). Fabíola Mansur (PSB) e Tarcízio Pimenta (DEM), que também confirmaram presença na atividade, mas não compareceram, deixaram vazias as cadeiras reservadas à mesa para os postulantes à vaga na Casa Legislativa.

Ambos candidatos responderam perguntas sobre segurança pública, Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), economia, ciência, saúde, tecnologia, geração de empregos, migração e infraestrutura. Janilson Matos e Jhonatas Monteiro também puderam manifestar-se sobre a educação pública, principalmente no tocante ao orçamento, à valorização do servidor e à permanência estudantil nas universidades estaduais baianas.

O debate teve seis blocos. No primeiro, os candidatos se apresentaram. No segundo, o mediador do debate sorteou uma pergunta específica elaborada pela comissão organizadora da atividade. Nesta fase, ambos candidatos responderam. O terceiro bloco foi de sorteio de perguntas elaboradas pela comissão sobre temas variados. Houve sorteio dos candidatos para que respondessem às perguntas. O quarto e quinto blocos foram abertos ao público, que depositaram perguntas nas urnas feitas para cada um dos postulantes. Na sexta e última etapa, os candidatos tiveram três minutos para as considerações finais.

Opinião da plateia
Por entender que o debate é um espaço de reflexão política, o professor Antônio Anunciação, lotado no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (Dchf), liberou a turma para que os alunos também comparecessem à atividade. “Todos devem participar, pois é um momento de esclarecimento aos cidadãos, sobretudo sobre a importância do voto. Esse processo fortalece a nossa cidadania”, disse o docente.

Renata Leão, aluna do curso de Direito da universidade, também comemorou a realização do debate, mas lamentou a ausência de alguns candidatos. “Aqui, conhecemos cada um deles. Por isso, seria importante que todos assumissem o compromisso de estar no debate e de falar pessoalmente com o eleitor”, observou a estudante.

O debate realizado na Uefs foi organizado pela Adufs, Fórum dos Sindicatos dos Servidores Técnico-administrativos das universidades estaduais da Bahia e Diretório Central dos Estudantes (DCE). A comissão organizadora contatou todas as coligações.

Posição dos candidatos

A Assessoria de Comunicação da Adufs fez uma breve entrevista com os candidatos Janilson Matos e Jhonatas Monteiro sobre a educação pública superior na Bahia e as universidades estaduais baianas. Abaixo, veja a resposta de cada um deles.

- Qual a avaliação do senhor sobre a realidade atual da educação pública superior estadual na Bahia?
Janilson Matos – Hoje, o grande problema é a falta de investimento. O governo estadual tem reduzido anualmente os investimentos para a educação pública superior, o que traz prejuízos. Alunos que ingressam no ensino público superior passam mais tempo para se formar, o que é um atraso na vida de quem quer fazer um curso superior. Outro grande problema é que o aluno que vem do interior baiano, por exemplo, precisa ter um suporte maior do governo e um local para ficar. Acredito que seria necessário, além de retornar esses investimentos, garantir um local adequado para os alunos, principalmente para aqueles que vêm do interior.

Jhonatas Monteiro – Historicamente, as universidades estaduais da Bahia têm papel fundamental do ponto de vista da democratização e da possibilidade de popularização do acesso ao ensino superior e à produção de conhecimento referenciado. Mas, do ponto de vista imediato, daquilo que tem sido a política governamental, ao longo dos últimos anos, há uma situação de crise das universidades, inclusive da possibilidade de cumprir esse papel pelos cortes orçamentários sistemáticos. Hoje, as instituições convivem, em média, com cerca de 30% a 40% de cortes no orçamento de custeio e investimento, o que acarreta em problemas muito grandes, como o comprometimento das atividades básicas de manutenção das universidades, das atividades de campo e de extensão e impactos sobre a permanência estudantil. É um quadro muito difícil também para as categorias profissionais que têm tido ataques aos seus direitos, a exemplo da promoção e progressão na carreira e mudança de regime de trabalho, no caso da categoria docente. No caso dos técnicos-administrativos, problemas no cumprimento do plano de carreira. Esse conjunto de problemas tem criado um quadro muito difícil para as universidades estaduais e é muito distante daquilo que é reivindicação histórica do movimento da educação.

- Como o senhor insere as universidades estaduais da Bahia em seu plano de mandato?

Janilson Matos – O aluno do ensino público encontra grandes dificuldades para ingressar em uma universidade pública. Se não fossem as cotas, haveria uma desigualdade muito grande. Acredito que, primeiro, é necessário investimento no ensino básico para que esse aluno dispute o vestibular em condições de igualdade com os alunos do ensino privado. O ensino básico é a base de tudo, e a base para um país com menos violência, com mais cultura e educação. Se não houver esse investimento, que é de longo prazo e que a maioria dos políticos não querem fazer, não teremos resultado. Temos de lutar para que o governo do Estado dê suporte aos alunos do ensino básico para que ele chegue ao ensino superior público em condições iguais ao de um estudante da escola privada.

Jhonatas Monteiro – Primeiro, dialogando com as pautas históricas, que são: a defesa dos 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as quatro universidades; a política estadualizada de permanência estudantil, além de 1,5% da RLI para a assistência e permanência dos estudantes; e a definição de um marco legal que garanta efetivamente a autonomia administrativa e orçamentária das universidades estaduais. Avaliamos que a Assembleia Legislativa tem possibilidade de avançar em proposições nesse sentido. Esses três pontos são fundamentais.  


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