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SEMESTRE 2018.2

Para palestrante da Aula Magna, o conhecimento pode ser construído a partir de diversas fontes

11-09-2018 às 14h26

Ascom/Adufs
Evento marcou a abertura do semestre 2018.2
Evento marcou a abertura do semestre 2018.2

A necessidade de avaliar o padrão acadêmico de produção do conhecimento, segundo a professora Lívia Maria Natália de Souza Santos, fundamentado nas relações de poder colonial, foi defendida pela docente na segunda-feira (10), durante a Aula Magna que marcou a abertura do semestre letivo 2018.2 da Uefs. A diretoria da Adufs foi representada por Marilene Lopes, que compôs a mesa da cerimônia.

Em sua fala, a diretora da seção sindical deu as boas-vindas à comunidade acadêmica, falou brevemente sobre os ataques impostos pelo governo Rui Costa à educação pública superior e convidou os presentes a endossarem a luta dos professores em defesa de defesa da Uefs. “Esta universidade é um importante patrimônio do povo baiano. Precisamos garantir que ela continue pública, laica, gratuita e de qualidade”, disse Marilene Lopes.

Presente à mesa, o reitor Evandro do Nascimento falou sobre algumas dificuldades enfrentadas pela universidade em função do contingenciamento da verba de manutenção e investimento e sinalizou que alguns dos projetos e programas, inclusive os oferecidos à comunidade externa, correm grande risco, caso o estrangulamento orçamentário determinado pelo governo perdure. O gestor da instituição aproveitou a presença da secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, e solicitou-lhe que seja a interlocutora de uma reunião entre o Fórum de Reitores e o governador Rui Costa para tratar sobre a situação das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba).

Palestra
A Aula Magna foi sobre ‘‘Epistemes Decoloniais da Perspectiva de Mulheres Negras”, tema do trabalho do pós-doutorado da professora Lívia Maria Natália de Souza. A docente, vinculada à Universidade Federal da Bahia (Ufba), explicou que o termo decolonial “pressupõe compreender que nossas formas de uso e de produção do conhecimento obedecem a uma lógica que é distribuída e homogeneizada no mundo a partir do século XV, com os impérios coloniais”. Nessa perspectiva, a docente defende a tentativa de construção de um projeto teórico voltado para o pensamento transdisciplinar que se contraponha às tendências dominantes de caráter eurocêntrico de construção do conhecimento histórico e social. Conforme análise da professora, a mulher negra deve ser considerada sujeito histórico deste processo.

“Precisamos pensar uma universidade decolonial a partir da perspectiva de mulheres negras. É preciso construir novos paradigmas de conhecimento. Em suas práticas e discursos, essas mulheres acionam lugares de intelectualidade. São intelectuais que estão fora da lógica acadêmica. Pensar a intelectualidade de mulheres negras é também pensar formas de descolonizar saberes”, afirmou, ao pontuar que as universidades têm papel fundamental no processo de decolonização do conhecimento.

Lívia Maria Natália de Souza também defende que a universidade deve considerar a comunidade externa como integrante da sua estrutura e fonte de produção do conhecimento. “A sociedade civil, em geral, não defende a universidade porque desconhece o que é produzido na academia. A partir de uma lógica decolonial de pensamento, a universidade passa a abraçar a comunidade e a pensá-la como parte do seu corpo”, analisou. 


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