20/05 (QUA): Adufs realizará mobilização sem paralisação
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O dia 25 de julho marca o. A data tem origem no 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. No Brasil, a data celebra também o Dia de Tereza de Benguela, instituído em 2014. Líder quilombola que se tornou rainha, Tereza de Benguela é símbolo da luta das mulheres negras por ter resistido bravamente à escravidão.
Quem foi Tereza de Benguela
Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira mato-grossense e símbolo da resistência negra no Brasil colonial. Uma liderança quilombola que viveu no século XVIII, companheira de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso. Quando José Piolho morreu, Tereza assumiu o comando daquela comunidade quilombola e liderou levantes de negros e índios em busca da liberdade revelando-se uma grande líder. Apesar da pouca representatividade na história oficial do país, Tereza é comparada ao líder negro Zumbi dos Palmares, a “Rainha do Pantanal” do período colonial.
Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro e tem resgatado a luta e a resistência das mulheres negras, bem como cumprido o papel de denunciar as consequências da dupla opressão que sofrem, com o racismo e o machismo.
“Passados 129 anos da abolição, a mulher negra ainda vive na base da pirâmide social, sendo maioria no trabalho doméstico, no trabalho terceirizado, informal e temporário, com os piores salários”, disse Claudicéa Durans, militante do Movimento Quilombo Raça e Classe.
Para ela lembrar o dia 25 de julho ajuda a discutir e denunciar a invisibilidade, estigmatização, indiferença e desumanidade a que foram submetidas as mulheres negras desde os tempos da escravidão e que trazem consequências até os dias atuais.
“Afastada de seu lugar de origem, por conta do tráfico, a mulher negra desde os tempos da escravidão foi condicionada aos trabalhos pesados, seja na lavoura, nas vendas em condição de escrava, ama-de-leite ou na prostituição. Foi tratada de maneira desigual e isso a distingue de outras mulheres”, explicou.
De acordo com o Mapa da Violência de 2015, entre 2003 e 2013, aumentou em 54,2% o número de assassinatos de mulheres negras, enquanto, no mesmo período, houve diminuição de 9,8% para as mulheres brancas. Outro dado ressaltado é o lugar do Brasil no ranking de encarceramento. Somos o quinto país com a maior população de mulheres encarceradas.
“Quase dois terços da população penitenciária feminina é negra e jovem, 68% dos casos relacionados ao tráfico de drogas. Esse encarceramento em massa é uma política de controle social, uma política de segurança pública baseada na repressão, construção de presídios e privatização do sistema prisional onde se lucra com cada preso”, afirmou Claudicéa.
Potencializando os efeitos do machismo com o racismo, a erotização e apropriação do corpo, também fruto de séculos de escravidão, estigmatiza a mulher negra. No Brasil, combater o racismo passa necessariamente por compreender a ligação com o machismo e o conceito de classe, e a necessidade de destruir o sistema capitalista que se aproveita de tudo isso.
Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.
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