Ano XII - Edição 592 - 02/02/2021
Professor Jucelho Dantas foi um dos representantes da Adufs. -

Carreata e Bicicleata une diversas representações de Feira de Santana em uma só voz: FORA BOLSONARO!

Em defesa da vacina gratuita, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Auxílio Emergencial e dos empregos, manifestantes estiveram nas ruas deste domingo (31), em Feira de Santana, para a Carreata e Bicicleata Fora Bolsonaro. Organizada por um conjunto de organizações e entidades feirenses, a mobilização teve início na Feira do Cidade Nova e encerramento na Praça do Tomba. Os professores Jucelho Dantas, Haroldo Benatti e a professora Marilene Rocha estiveram no evento representando a Associação dos Docentes da UEFS (Adufs).

Os protestos realizados em mais de 30 países neste domingo reuniram milhões de pessoas na campanha STOP Bolsonaro. No momento reservado para sua fala, durante a manifestação em Feira de Santana, o professor Jucelho Dantas fez questão de enfatizar a importância do SUS para a sobrevivência dos brasileiros com assistência médica gratuita, principalmente, neste momento de pandemia. “As ações do governo Bolsonaro cumprem com aquilo que foi prometido durante sua campanha eleitoral: Nada para Educação, nada para Saúde, nada para o Social. A situação da Saúde neste momento é gritante, a falta de atenção com a saúde pública mostra que o governo deixou o país à deriva e a reação precisa ser urgente”, afirmou.

Durante o percurso da Carreata e Bicicleata, foi notória a adesão de grande parte da população que presenciou a mobilização, com nítidas demonstrações de apoio às bandeiras ali defendidas. As manifestações contrárias, pró-governo, também foram percebidas, mas em menor número. De modo geral, foi possível identificar também certa apatia por diversas pessoas, que pareciam observar com indiferença o cenário de gravidade ali denunciado, o que evidencia a necessidade de mais mobilizações para que a indignação chegue às ruas transformada em grandes protestos. Outro fato que chamou a atenção no evento foi a unidade na luta. Diversos partidos de esquerda, organizações, entidades e movimentos sociais se uniram em defesa da população brasileira, compartilhando do mesmo sentimento de indignação com as atitudes do governo Bolsonaro. Apesar dos diferentes direcionamentos políticos muitas vezes adotados pelos grupos, no atual momento a mobilização coletiva tinha objetivo único de afastamento de um governo genocida antes que mais vidas sejam destruídas.

As ações do governo Bolsonaro colocam a situação da população brasileira em estado de alerta máximo. As suas deliberadas investidas para inviabilizar o controle da pandemia por meio de atitudes cientificamente comprovadas contribuíram para a morte de mais de 220 mil pessoas até o momento. Apesar da grande capacidade nacional de produção e distribuição de vacinas pelo SUS, o Brasil continua no fim da fila da vacina contra o Covid-19, assistindo o caos mais uma vez se espalhar pelo país. Somente em Manaus, o número de mortes pelo novo coronavírus em janeiro foi superior à quantidade acumulada nos meses de abril e maio do ano passado – dois meses considerados como pior momento da pandemia em 2020.

A falta de estrutura e insumos presenciada em todo país evidencia a importância de fortalecimento do SUS, mas ainda há outros grandes problemas que precisam ser enfrentados. Por isso, a situação de miséria para a qual milhões de brasileiros têm caminhado com o fim do auxílio emergencial e a falta de empregos também foram alvos dos protestos. Enquanto o Brasil passa fome, Bolsonaro gasta milhões com leite condensado, iogurte e batata frita. Gastos do Poder Executivo com alimentação chegaram a R$ 1.8 bilhão, em 2020. Atualmente, mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas no país e para os assalariados, o poder de compra é cada vez menor. O novo salário mínimo de 2021, de R$ 1.100 reais, tem o menor poder de compra medido em cestas básicas desde 2004.

Os protestos deste domingo foram um chamamento para a população em geral se unir às organizações e entidades contra as perversidades do governo Bolsonaro. A Carreata e Bicicleata Fora Bolsonaro foi encaminhada pela Plenária de Organização das Lutas Populares promovida pelo Coletivo de Entidades de Feira de Santana que ainda tem programada uma mobilização para o próximo sábado (6) em homenagem ao Dia Nacional de Solidariedade e Defesa do Auxílio Emergencial.
 

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DEMAIS NOTÍCIAS

Apesar do avanço do coronavírus, Governadores autorizam a abertura de escolas em todo o país

Mesmo com a falta de vacinas e o aumento crescente do número de mortes pelo novo coronavírus, diversos estados brasileiros agendaram o retorno das atividades presenciais para este mês de fevereiro. Em São Paulo, após o reconhecimento da justiça sobre o risco iminente à vida com a abertura das escolas, o governador João Dória segue com sua política de morte e derruba liminar que impedia o retorno às aulas. Em todo o país, somente Goiás já retomou às atividades, mas 14 estados têm data prevista para o retorno neste mês. São eles: Acre, Roraima, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A nova variante P.1, encontrada em mais de 91% dos casos de contaminação pela covid-19, mostra como o afrouxamento das regras de distanciamento pode ser ainda mais letal, já que, segundo os especialistas, ela pode justificar o aumento substancial de casos e óbitos no estado. Em 31 de dezembro, o Amazonas tinha uma média móvel de 19,14 vítimas por dia, se considerado o período de 7 dias. Em 26 de janeiro, essa média chegou a 139,14 mortes por dia. Ainda não há como provar o potencial de reinfecção e letalidade da nova variante, é fato, porém, o aumento da taxa de transmissibilidade e com mais casos a tendência é que haja mais mortos. Infectologistas acreditam que em menos de um mês essa variante deve estar presente em grande número por todo o país.

Como é possível estabelecer datas para retorno de atividades presenciais nestas condições? Sem vacinação em massa e com um governo genocida, como proteger as milhões de vidas que serão expostas cotidianamente nas ruas, nas escolas e dentro dos lares?

A conhecida precariedade na estrutura das escolas já aponta para o caos que pode se seguir com a volta às aulas presenciais. Os protocolos de segurança que estão sendo organizados para tornar possível o retorno, não coincidem com a realidade estrutural das instituições que sofrem com o sucateamento diante dos cortes sucessivos de investimentos e penam com falta de insumos básicos em suas unidades, como papel higiênico. A Adufs permanece em campanha pela preservação de vidas, em defesa da vacina gratuita e imediata, para todos e todas, antes do retorno presencial. Somente com a imunização da população será possível garantir a segurança para a retomada. Para que isso aconteça, seguimos mobilizados e em protesto contra o governo Bolsonaro e todos aqueles que se somam a ele em defesa do lucro e não da vida.

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ANDES-SN

Brasil segue como país que mais mata pessoas trans no mundo, aponta relatório

O Brasil garantiu, em 2020, o triste posto de 1º lugar no ranking de assassinatos de pessoas trans no mundo, com índices acima da média. É o que revela o dossiê “Assassinatos e Violência contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2020”, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O levantamento foi lançado na última sexta-feira (29), Dia Nacional da Visibilidade Trans.

De acordo com o dossiê da Antra, 175 mulheres trans foram assassinadas no país no ano passado. O número representa um aumento de 41% em relação ao ano anterior, quando 124 pessoas trans foram mortas. “É de se lembrar exaustivamente a subnotificação e ausência de dados governamentais”, ressalta o documento.

Diferente dos outros anos, em 2020 todos os assassinatos foram contra travestis e mulheres trans, não tendo sido encontradas evidências sobre o assassinato de homens trans/transmasculinos. Os meses com o maior número de assassinatos foram janeiro, fevereiro, maio, junho, agosto e dezembro. Ou seja, houve aumento significativo das mortes mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, quando a população trans se encontrou em maior situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Leia mais no site do ANDES-SN.
 

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CSP-Conlutas

Reconhecendo risco à vida, Justiça veta retorno das aulas presenciais, mas Doria recorre e derruba liminar

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Geraldo Francisco Pinheiro Franco derrubou na tarde desta sexta-feira passada a liminar concedida no dia anterior pela juíza Simone Gomes à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que suspendia a volta às aulas presenciais em escolas públicas e privadas do estado.

 O desembargador atendeu o recurso feito pelo governo João Doria e liberou o retorno às aulas presenciais no próximo dia 8 de fevereiro. Segundo ele, cabe às famílias decidirem se as crianças deverão ir presencialmente às escolas.

Atualmente, o estado de SP tem sete regiões na fase vermelha e dez na laranja – incluindo a capital e a Grande São Paulo. Além disso, todas as regiões do estado entram em fase vermelha aos finais de semana e feriados. Nos dias úteis, esse estágio vale das 20h às 6h. O estado apresenta crescimento no número de casos e mortes pela Covid-19.

 “O desembargador não levou em consideração a real situação das escolas em meio ao agravamento da pandemia que estamos vivendo e simplesmente atendeu o Executivo, deixando a responsabilidade às famílias. Este presidente do TJ também cassou recentemente a liminar que reestabelecia a gratuidade no transporte público aos idosos, extinta pelo governo Doria. Mais uma vez fica comprovado que não podemos contar com essa Justiça”, criticou a professora da rede pública estadual e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Flávia Bischain.

Leia mais no site da CSP-Conlutas.
 

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

"Criado historicamente para a defesa dos interesses dos trabalhadores, o sindicato continua, até os dias atuais, a principal forma de organização política, entre outras (partido), para desenvolver a luta para manter e ampliar os reais direitos dos trabalhadores. Filiar-se é fortalecer o próprio instrumento de luta"..


Clodoaldo Almeida da Paixão - Professor do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF)Clodoaldo Almeida da Paixão - Professor do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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