Ano XII - Edição 589 - 11/01/2021
- Foto: Fonasefe

Desenvolvimento de vacina no Brasil reforça a importância das instituições públicas

Na última sexta (08), dois pedidos de aprovação emergencial de vacinas contra o novo coronavírus foram feitos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O primeiro foi do Instituto Butantan, que solicitou a aprovação do uso da CoronaVac; a segunda solicitação partiu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que fez o pedido de uso emergencial de 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório Astrazeneca.

Embora o Ministério da Saúde já tenha anunciado a assinatura do contrato para aquisição de até 100 milhões de doses do Coronavac em 2021, com a informação de que a vacinação ocorrerá de forma simultânea em todo o país, ainda não foi estabelecida uma data para início da aplicação das vacinas. A morosidade no processo agrava ainda mais a situação nacional que já superou o número de 200 mil mortes e vê a segunda onda de contaminação ganhar ainda mais força após os festejos de final de ano que não respeitaram as medidas sanitárias de segurança em todo o país.

Diante da onda negacionista que varreu o país nos últimos anos, o desenvolvimento de uma vacina em parceria com uma instituição pública brasileira, por via de esforços dos cientistas nacionais, representa um importante capítulo na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos investimentos para preservação das instituições públicas. Tanto o Instituto Butantan, que é vinculado à Universidade de São Paulo (USP), quanto a Fiocruz, são instituições que desenvolvem pesquisas de excelência mesmo com as constantes tentativas de destruição por meio de cortes orçamentários que comprometem o funcionamento de ambas.

Próxima etapa
Após a solicitação de uso emergencial das vacinas, a Anvisa deve responder aos pedidos em até dez dias, mas já informou que o pedido feito pela Fiocruz traz as informações preliminares necessárias para a liberação, enquanto mais dados foram solicitados ao Instituto Butantan que ainda não apresentou com clareza números sobre a eficácia da vacina em grupos de riscos ou idosos. Para que o processo de vacinação seja iniciado é preciso que a Anvisa aprove a utilização das vacinas. Enquanto isso, vemos o governo nacional proferir declarações públicas em que reconhece sua total inoperância diante da grave crise nacional, insistindo na desqualificação da vacina como uma única alternativa viável para retomada completa das atividades e diminuição drástica no número de vítimas pelo novo coronavírus. Sem apresentar um plano de imunização eficiente e inclusivo com datas definidas e incentivo à vacinação em massa, seguimos em meio ao caos do aumento substancial do número de mortes e colapso no sistema de saúde de diversos estados.

Por que a vacinação em massa é indispensável?
De forma surpreendente, o negacionismo em torno dos efeitos positivos da vacinação nos levou a interrogar a importância da vacina em um país referência mundial em imunização. A Organização Mundial de Saúde estima que para acabar com a pandemia é necessário que entre 70% e 80% da população seja vacinada, somente assim será possível criar uma imunidade coletiva ou de rebanho. A não-obrigatoriedade da vacina – defendida pelo presidente, mas ainda em discussão pelo Supremo Tribunal Federal – pode ampliar uma rejeição à vacina com base em desinformação e comprometer a imunização coletiva.

Como já sabemos, os dados referentes às vacinas em fase de aprovação e que já estão sendo aplicadas apontam para um número inferior a 100% de imunização. A CoronaVac apresentou em dados preliminares 78% de eficácia em casos leves; já a farmacêutica alemã Pfizer apresentou 95% de eficácia. Diante de um número inferior a 100%, como é recorrente na maioria dos imunizantes, quanto maior o número de pessoas vacinadas maior o controle da propagação da doença.

Não tomar vacina compromete a vida de terceiros?
Sim. Para todos os imunizantes, haverá parte da população que não poderá tomar em decorrência de alergias graves aos insumos utilizados, doenças preexistentes e condições como gravidez – para grávidas e lactantes as vacinas contra a Covid-19 não são recomendadas por ainda não existir estudos c sobre os impactos na gestação e nos recém nascidos. A vacinação em massa é imprescindível para proteger tanto os que não poderão receber a vacina quanto para aqueles que não terão resposta positiva diante do imunizante. Além disso, a vacinação será importante também para aqueles que já tiveram a Covid-19, já que há registros de reinfecção pela doença.

Posso confiar na qualidade da vacina?
Antes de serem aprovadas, todas as vacinas passam por testes rigorosos para constatar sua qualidade e impactos nas populações que serão imunizadas. A rapidez com a qual vacinas já foram aprovadas para uso emergencial não se deve a falta de controle e sim ao maior investimento dedicado ao desenvolvimento dos imunizantes, que foram pré-comprados antes mesmo de suas produções por diversos governos em todo mundo. Outro facilitador foi a quantidade de pessoas que se apresentaram voluntariamente para fazer parte dos testes, diferente de outros momentos em que o recrutamento leva meses e até anos.

Apesar da rapidez nas etapas, os parâmetros para a produção foram os mesmos de outros imunizantes já aplicados com sucesso. Cientistas trabalharam em fases específicas de testes para controlar impactos e efeitos adversos relacionados à vacina para que, assim, fosse possível identificar quais efeitos ela produz nos corpos humanos; somente após as etapas concluídas se chegou à vacina. A conclusão não mudou. Historicamente, os efeitos da vacinação superam amplamente os impactos que podem ser causados em caso de um efeito adverso.
 

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DEMAIS NOTÍCIAS

Pressão por retomada das atividades presenciais na educação exige resposta imediata das organizações

Após um ano praticamente sem atividades presenciais na área de educação, a pressão pela volta às aulas presenciais coloca em xeque a sobrevivência de docentes, estudantes e demais profissionais do campo educacional. Quinze estados já determinaram a volta as aulas em 2021, reforçando a política genocida que vem sendo desenvolvida pelo governo federal que minimiza os impactos da pandemia mesmo com mais de 200 mil mortes notificadas em todo o país.

Estudos apresentados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam para um alto grau de contaminação que pode ser provocado pela volta às aulas em todo o país, expondo mais de 9,3 milhões de brasileiros pertencentes a grupos de riscos que atualmente fazem parte do quadro profissional da educação. As secretarias de educação prometem o controle rígido do protocolo de segurança que sabemos não ser possível diante da estrutura física e recursos disponibilizados para as instituições públicas que sequer atendem demandas sanitárias básicas para o funcionamento cotidiano fora da pandemia.

Além da contaminação dos membros da comunidade interna, a retomada das atividades presenciais pode ainda impactar a sociedade tendo em vista que o fluxo de pessoas nas ruas aumenta significativamente, superlotando transportes públicos, fazendo com que seja possível o aumento do contágio, colapso no sistema de saúde e consequente aumento do número de mortes.

Diante do pedido de aprovação para aplicação de vacinas emergenciais no país, as ações pela preservação de vidas contra a abertura de escolas devem ser potencializadas, por isso a CSP-Conlutas está com uma forte campanha contra a volta às aulas no período da pandemia. A Central reafirma sua política pela quarentena geral a todos os trabalhadores e reforça ser uma irresponsabilidade e uma política criminosa dos governos colocar milhares de estudantes nas ruas.

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FÓRUM DAS ADS

Fórum das ADs envia para o Governo a Pauta de Reivindicações 2021

O Movimento Docente das Universidades Estaduais Baianas já iniciou o ano demarcando as bandeiras de luta do próximo período. O documento com as principais reivindicações da categoria foi enviado para o governo no último dia 31 através de e-mail. No mesmo sentido, o envio também foi realizado para os reitores das universidades estaduais. Nesta segunda-feira (4) o governo deu recebido, através de um ofício virtual, confirmando o protocolo da pauta. Contudo, ainda não há retorno por parte do Governo do Estado sobre agendamento de reunião.

O documento enviado apresenta um preâmbulo sobre o processo de desmonte e ataque às universidades públicas brasileiras com uma análise política a nível federal e estadual. Endossa, ainda, o papel das universidades na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, inclusive nesse momento através do funcionamento com o ensino remoto emergencial (ERE).

Leia a matéria completa.

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ANDES-SN

500 pessoas mais ricas faturam US$1,8 trilhão em 2020

Enquanto milhões, no Brasil e ao redor do mundo, sofrem com a falta de emprego, renda, alimentos, sobrevivendo em situação de extrema pobreza, intensificada pela pandemia da Covid-19, um pequeno grupo vive realidade oposta. Beneficiadas pelo sistema capitalista, que tem como base a desigualdade social, as 500 pessoas mais ricas do mundo viram sua fortuna crescer US$ 1,8 trilhão em 2020.

De acordo com o Índice Bloomberg de Bilionários, o aumento representa 31% a mais que no ano anterior. Essa é a maior alta registrada desde que o índice foi criado. Juntas, essas 500 pessoas encerraram o ano passado com uma riqueza de US$ 7,6 trilhões.

Entre os dez que mais faturaram está Jeff Bezos, fundador da Amazon, cuja fortuna passou de US$ 77 bilhões para US$ 191,8 bilhões. O aumento se deve, em grande parte, ao crescimento do comércio online durante a pandemia e à superexploração dos trabalhadores da empresa. Há várias denúncias contra a empresa de Bezos por ataques a direitos sociais, concorrência desleal e cadeia obscura de fornecedores.

Leia na íntegra no site do ANDES-SN.
 

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CSP-Conlutas

Em declaração absurda, Bolsonaro diz que país está quebrado e não consegue fazer nada

Na última terça (5), o presidente Jair Bolsonaro disse para apoiadores que o “Brasil está quebrado” e diante disso não “consegue fazer nada”. A declaração foi dada para um grupo de bolsonaristas, em conversa na frente do Palácio da Alvorada.

A declaração comprova seu negacionismo e incapacidade diante de um país afundado em uma crise social, econômica e sanitária sem precedentes. O presidente não se responsabiliza pela sua falta de ação efetiva diante da grave crise que estamos passando, culpa a imprensa e o próprio povo, menos a sua própria incapacidade. Um governo que têm atitudes criminosas, enquanto o país alcança a marca de 200 mil mortos e mais de 7,7 milhões de contaminados pela Covid-19.

“O Brasil está quebrado. Não consigo fazer nada. Queria mexer na tabela de imposto de renda. Esse vírus potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter que nós temos. É um trabalho incessante de tentar desgastar para retirar a gente daqui para voltar alguém para atender os interesses escusos da mídia. Soma-se a isso que o Brasil não tem uma cultura”, apontou Bolsonaro.

Leia mais no site da CSP-Conlutas

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

Sou filiado à ADUFS, pois, o Sindicato faz um importante papel de representação dos professores frente ao Estado da Bahia, seja nas questões salariais, seja nos demais temas de interesse da classe. .


Agenor Sampaio Neto, professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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