Ano X - Edição 483 - 22/10/2018
Ações ocorrem desde a última semana - Foto: Leomárcia Uzêda

Professores da Uefs mobilizados para barrar o crescimento do fascismo

Engajados na defesa intransigente da democracia, os professores da Uefs têm intensificado as ações de combate às ameaças fascistas que tomam conta do Brasil e vêm ganhando força no segundo turno das eleições presidenciais. Estão sendo organizadas mobilizações dentro e fora do campus, com panfletagem, ato público e diálogo com a comunidade externa. Ações também ocorreram no último sábado (20) e domingo (21). Ainda houve debates na universidade. As atividades continuam nesta semana.

Na última quinta-feira (18), a categoria esteve no bairro Feira VI para panfletar e alertar a população quanto aos perigos iminentes da chegada das forças políticas reacionárias à Presidência da República. Na sexta (19) houve ato público no Centro de Feira de Santana e, no dia 20, os docentes endossaram o Ato pela Vida das Mulheres, em Defesa da Democracia e dos Nossos Direitos, promovido por diversas entidades de Feira de Santana e realizado em frente à Prefeitura Municipal. No domingo (21), a diretoria da Adufs serviu um café da manhã na feira livre do bairro Cidade Nova.

As atividades são organizadas por diversas entidades, como a Adufs, o Diretório Central dos Estudantes (DCE/Uefs), o Comitê em Defesa da Democracia e contra o Fascismo, a Frente Nenhum Direito a Menos e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest). Veja a agenda de mobilização

Defesa do Estado Democrático
Os docentes que usaram os espaços das mobilizações para falas ressaltaram, de forma veemente, a necessidade de todos reagirem nas ruas e nas urnas ao crescimento da violência e da cultura do ódio, usados pelas forças políticas conservadoras para negar a cidadania àqueles historicamente desfavorecidos e reprimir as liberdades individuais.

A categoria defendeu que a xenofobia, misoginia, LGBTfobia, racismo, intolerância política e machismo não devem existir! Paralelamente, as falas convidaram os transeuntes e os atentos às mobilizações a assumirem o compromisso com os princípios do Estado Democrático de Direito e com a luta contra todas as formas de autoritarismo, violência e repressão, a fim do estabelecimento de uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e tolerante.

Conforme a Agência Pública, em parceria com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Open Knowledge Brasil, houve ao menos 50 ataques de ódio no Brasil nos dez primeiros dias de outubro. Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte das agressões ocorreu nas regiões sudeste (33), nordeste (18) e sul (14).

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AGRESSÃO GRATUITA

Professor da Uefs é vítima de ataque de ódio

O professor aposentado da Uefs, Alberto Heráclito Ferreira, foi mais uma vítima dos atos de violência que têm crescido assustadoramente no Brasil. Conforme relato em rede social e notícias divulgadas pela imprensa baiana, o docente foi agredido covardemente com murros na barriga por quatro jovens brancos, que também chamaram-no de “viadinho comunista de merda”. A agressão, gratuita, ocorreu domingo (21), em Salvador. A Assessoria de Comunicação da Adufs não conseguiu entrar em contato com o servidor público, que está bastante abalado.

Alberto Heráclito Ferreira, lotado no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da universidade (Dchf), voltava da procissão de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, quando a agressão aconteceu. Felizmente a situação não se agravou ainda mais porque um mototaxista que passava pelo local intercedeu em favor da vítima.

Ainda conforme divulgado por veículos de comunicação, o docente atribui a motivação do crime às publicações na sua rede social contra posicionamentos homofóbicos e racistas. "Não tenho medo de fascista", postou na internet. O professor da Uefs registrou queixa na 6ª Delegacia de Polícia (DP), no bairro de Brotas. Nesta terça-feira (23), Heráclito fará exame de corpo de delito. Ele ainda denuncia que há uma semana a rede de internet pessoal foi invadida por hackers.

Indignada, a diretoria da Adufs manifesta solidariedade ao professor Alberto Heráclito e repudia veementemente qualquer atitude fascista e de desrespeito à diversidade político-ideológica. Também disponibiliza a Assessoria Jurídica da seção sindical para suporte a qualquer providência que o docente deseje adotar.  A diretoria divulgou uma moção repudiando a agressão ao docente. 

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SEM PAGAMENTO

Novos docentes queixam-se da falta de salário

Alguns dos novos docentes da Uefs procuraram a diretoria da Adufs para reclamar que o governo não lhes disponibilizou o número da matrícula e, consequentemente, não os incluiu na folha de pagamento do quadro de servidores do Estado. Segundo o Pró-reitor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, José Renato Sena, todo o trâmite institucional por parte da administração da universidade e das secretarias de governo para a inclusão desses servidores no quadro de pessoal do Estado vem ocorrendo dentro do prazo. Portanto, conforme o gestor, não há anormalidade no processo.

Assim que inserido na folha de pagamento, o professor receberá o valor retroativo à data de entrada no exercício, ou seja, à data na qual se apresentou ao departamento onde está lotado. Dos 51 novos professores empossados, 22 têm matrícula.  

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REALIDADE EM DEBATE

Comunidade acadêmica prestigia palestra sobre conjuntura e ameaça fascista

Foto: Ascom/Adufs
Palestra foi seguida por debate

Casa cheia! Assim foi a palestra sobre o tema “Conjuntura Eleitoral e a Ameaça Fascista”, ministrada pelo professor Eurelino Coelho, na noite de quarta-feira (17), na Uefs. O docente abordou o tema através de dois momentos. Primeiro, caracterizando historicamente o fascismo e, depois, fazendo uma rápida análise sobre a conjuntura nacional. A atividade foi organizada pela Frente Nenhum Direito a Menos, formada por diversas entidades, dentre elas, a Adufs.

Ao recuperar tópicos de análises clássicas sobre o fascismo, o professor apontou qual a gênese do regime, os fatores que envolveram o seu surgimento, como ele opera e consegue ser eficiente. Coelho também relatou elementos da atual conjuntura brasileira para fazer a plenária refletir quais condições criaram o ambiente que tornou viável o credenciamento do fascismo como uma alternativa de poder, segundo o docente, disputando as eleições de 2018. Em sua análise, teve como referência conceitos abordados por autores das décadas de 20 e 30 que escreveram sobre o fascismo, a exemplo de Leon Trótski e Antonio Gramsci.

“Estamos diante de uma ameaça fascista. Precisamos de uma frente única para enfrentá-la. Essa frente única agrega divergentes. É uma tarefa política que envolve muita dificuldade, mas que me parece ser inescapável”, avaliou Eurelino Coelho, que é lotado no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (Dchf).  

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MOVIMENTO DOCENTE

Fórum das ADs propõe emenda na LOA 2019 para garantir orçamento às universidades estaduais

Foto: Ascom Fórum das ADs
Docentes foram até a AL-BA

Em continuidade à luta por verbas para a educação, o Fórum das ADs foi à Assembleia Legislativa, na última quarta (10), reivindicar a aprovação de uma emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019. As representações docentes protocolaram a proposta nos gabinetes das lideranças das Bancadas da Minoria, da Maioria e no gabinete da deputada Fabíola Mansur, presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos. O documento pauta a garantia de recursos para o funcionamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba).

A proposta de emenda traz a reivindicação histórica por 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para a cota orçamentária destinada às Ueba. Os 7% correspondem, em números concretos, a R$ 2.000.992.000,00.

Leia mais.  

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ANDES-SN

“A ditadura voltou, graças a Deus”, afirma guarda ao prender militantes por panfletar

Dois militantes foram presos na última terça-feira (16), na cidade de Campinas (SP), por distribuir panfletos em frente ao terminal rodoviário da cidade. No ato da prisão, um guarda municipal disse que “graças a Deus” a ditadura militar havia voltado.

Marcela Carbone, recém-formada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo (USP), e João Pedro Buzalski, estudante de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram levados à Polícia Federal (PF) acusados de crime eleitoral e liberados horas depois. Eles ainda não sabem se serão processados.

A estudante considera que a prisão está relacionada à onda de ataques de ódio vivida nas últimas semanas no Brasil. “Apesar de isso impactar, a prisão não vai me derrubar. A gente tem que seguir enfrentando. Não podemos recuar. Esse é o recado que quero deixar: eles não vão conseguir me calar”, conclui.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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CSP-Conlutas

TSE manda remover da internet vídeos e sites que divulgam fake news sobre “kit gay”

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Horbach, determinou, no dia 15 deste mês, a exclusão de publicações na internet criticando a suposta distribuição pelo Ministério da Educação do chamado “kit gay”. A decisão foi dada, pois a informação constantemente divulgada é uma fake news.

Segundo o TSE, “os conteúdos vinculados às URLs (…) expressamente vinculam o livro ‘Aparelho Sexual e Cia’ ao projeto ‘Escola sem Homofobia’ ou aos programas de livros didáticos do Ministério da Educação, o que – como antes destacado – não é corroborado pelas informações oficiais, ensejando, portanto, sua remoção”.

Ainda de acordo com a decisão de Horbach, “a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC (…) gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”.

O chamado “kit gay” é fruto de uma campanha mentirosa e de setores conservadores contra o programa “Escola sem Homofobia”. O programa foi uma proposta elaborada pelo governo federal, em 2004, voltado para a formação de educadores para o combate ao preconceito, mas não chegou a ser implementado.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

"Entendo que vivemos numa sociedade com lutas de classes. Desde que os seres humanos passaram a explorar a força de trabalho uns dos outros, existe a desigualdade social. Quando percebemos a nossa posição enquanto trabalhadores que estão do lado a ser explorado, torna-se essencial a busca por acúmulo de forças e intensificação da luta cotidiana em busca de melhorias. Por isso, ser sindicalizado é fundamental"..


lnah de Oliveira Fernandes - Departamento de Educação (Dedu)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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