Ano X - Edição 480 - 02/10/2018
- Foto: DCE

Uefs terá debate entre candidatos a deputado estadual

Na próxima quinta-feira (4) será realizado debate entre candidatos a deputado estadual. Quatro concorrentes à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) de quatro partidos diferentes devem participar. A atividade está marcada para às 18h, no Anfiteatro do Módulo II, Uefs.

Estão confirmados os candidatos Fabíola Mansur (PSB), Tarcízio Pimenta (DEM), Jhonatas Monteiro (PSOL) e Janilson Matos (REDE). A comissão organizadora do evento entrou em contato com todas as coligações.

O debate é organizado pela Adufs, Fórum dos Sindicatos dos Servidores Técnico-administrativos das universidades estaduais da Bahia e Diretório Central dos Estudantes (DCE). 

Para a diretoria da Adufs, é importante construir um espaço democrático de discussão que permita aos cidadãos o acesso a mais informações e elementos para a reflexão sobre a escolha eleitoral. “A população terá a oportunidade de escolher os responsáveis por legislar pelos próximos quatro anos. Dada a relevância política do momento, é fundamental ampliar o debate e abrir espaço para que os candidatos exponham suas propostas de trabalho”, disse o diretor André Uzêda.

As regras do debate foram apresentadas à coordenação das campanhas dos candidatos. A Assembleia Legislativa da Bahia conta com 63 deputados.

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REFLEXÃO

Para primeiro transgênero formado na história da Uefs, condição de vida destas pessoas é de exclusão

Foto: Arquivo pessoal de Bruno Silva
Silva graduou-se em Educação Física

Bruno Silva de Santana, 29 anos, é o primeiro transgênero a se formar pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) em 42 anos de história da instituição. Para ele, que percorreu caminhos de muitas dificuldades para o acesso ao ensino superior público e à permanência na graduação em Educação Física, a formatura, antes de ser motivo de orgulho, é um momento de reflexão.

Apesar de bastante feliz, Bruno Silva faz uma análise crítica sobre as condições de acesso das pessoas transgêneras à universidade pública e aos direitos sociais. Segundo Silva, “diversas vezes tive o meu corpo negado e silenciado pelos professores, que em suas práticas pedagógicas legitimavam determinadas identidades e práticas sexuais que se encaixavam dentro da normatividade. A falta de conhecimento sobre as identidades de gênero, por exemplo, tem levado muitos deles a cometerem equívocos, violências e invisibilizações em suas aulas. Essas práticas afetam as pessoas trans e travestis, que não conseguem permanecer por muito tempo nesses espaços. A negligência das políticas públicas tem feito com que nossa população não complete nem o ensino médio, empurrando-nos para trabalhos precários, impróprios, mal remunerados e à prostituição. Por isso, essa conquista não é motivo de orgulho, é mais um grito de um sobrevivente, um alerta. Que sirva de reflexão não somente para a instituição, mas para toda a sociedade brasileira”.

Bruno Silva ainda afirma que “minha militância no curso foi no sentido de ir contra essas normatizações, colonizações, engessamentos e binarismos de gêneros”. Ele pontua que descobriu a identidade de gênero diferente do sexo atribuído ainda na adolescência. A transgeneridade foi assumida em 2014, no ambiente acadêmico, quando iniciou o processo de autoidentificação.

A cerimônia de colação de grau de Bruno Silva de Santana ocorreu no dia 20 de setembro deste ano. 

Leia o discurso de Silva na formatura. 

Uefs
Na Uefs existe uma resolução que dispõe sobre a reserva de vagas para os cursos de graduação aos grupos historicamente excluídos. O documento, em discussão pela comunidade universitária, contém uma vaga para os transexuais e travestis. Além disso, o que tem sido feito são apenas discussões pontuais através de alguns eventos e debates.

A vice-reitora Norma Lúcia Fernandes, presidente da Comissão de Ações Afirmativas da Uefs, informa que é necessária a ampliação das políticas afirmativas para os transgêneros na universidade e que a inserção, ainda que tímida, desta população na instituição contribuirá para tal processo.

Questionada sobre a reserva de cotas para os transgêneros na pós-graduação, a vice-reitora falou que nos dias 17 e 18 de outubro deste ano será realizado o I Seminário de Pós-Graduação da Uefs. No segundo dia do evento haverá uma mesa sobre cotas na pós. A gestora acredita que os transgêneros serão incluídos na discussão.

Exclusão e morte
Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apontam que o Brasil concentra 82% de exclusão escolar de travestis e transexuais, uma situação que aumenta a vulnerabilidade dessa população e favorece os altos índices de violência aos quais estão expostos. Uma minoria consegue acessar o ensino superior, mas a permanência não é garantida por conta dos desafios postos. A Antra informa a existência de, apenas, 15 doutoras trans no país. A estimativa é de 0,02% da população trans nas universidades.

Além do processo de exclusão ao qual estão submetidos, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Entre 2008 e 2016, 868 travestis e transexuais foram assassinados. Em 2017, o registro é de um assassinato a cada 48 horas. Este ano, até o dia 26 de setembro, foram 122 assassinatos. Os estados que mais assassinam Travestis e Transexuais do Brasil são: Paraíba, Alagoas, Roraima, Tocantis, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco, Acre e Amazonas. 

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CONTATO COM A CATEGORIA

Diretores divulgam campanha de sindicalização junto aos departamentos

Foto: Ascom/Adufs
Diretoria amplia contato com docentes

Como parte das atividades organizadas para aproximar a Adufs dos novos professores, ampliar ainda mais o contato com os docentes que já estão há algum tempo na Uefs e divulgar a campanha de sindicalização da Adufs, a diretoria tem comparecido a reuniões de departamentos. Os materiais impressos produzidos para a campanha são apresentados e distribuídos, o que tem chamado a atenção de alguns dos presentes nessas reuniões.

Em reunião do Departamento de Saúde (Dsau), Pricila Oliveira, diretora da Adufs, convidou os colegas a conhecerem a sede do sindicato e a comparecerem às reuniões, assembleias e eventos organizados pela diretoria. Também disponibilizou-se a esclarecer dúvidas dos docentes. Na ocasião, a diretora sindical ainda relatou algumas das melhorias obtidas por conta da força da Adufs. “O sindicato precisa da participação de todos nós. Categoria unida faz um sindicato forte”, acrescentou.

O slogan da campanha é A força do sindicato está em seus filiados. Juntos somos mais fortes. Sindicalize-se! A campanha está sendo divulgada através de cartazes, outdoor, folder, jornal, adesivos, camisa, cards para redes sociais, canetas e vídeos.  

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TRANSPORTE

Medidas pretendem oferecer mais segurança aos docentes que utilizam o ônibus da Uefs, em Salvador

Foto: Ascom/Adufs
PM intensificará as ações em Salvador

Diante da tentativa de assalto, em setembro, na capital baiana, aos professores residentes em Salvador que aguardavam a saída dos ônibus para a Uefs, foram adotadas algumas medidas na tentativa de conferir mais segurança à região. Os veículos ficam estacionados próximo ao Shopping da Bahia.

O comando da 35ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) comprometeu-se em intensificar o policiamento na área, inclusive nos horários de partida e chegada dos ônibus que circulam entre a Uefs e a capital baiana. Uma viatura da PM fica estacionada na região.

A ação da polícia foi adotada após reunião entre representantes da administração da Uefs, do comando da Ronda Universitária que atende Salvador e do comando da 35ª CIPM, responsável pelo policiamento na região.

Ciente do problema ocorrido no mês passado com os docentes e atenta à situação, a diretoria da Adufs segue acompanhando o caso. Também reafirma a importância de a categoria comparecer às assembleias e reuniões para debater a segurança dentro e fora do campus. A proposta da diretoria é que o tema seja inserido na discussão sobre a pauta interna da universidade.  

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ATO PÚBLICO NACIONAL

Professores da Uefs endossam protesto contra o conservadorismo

Foto: Marilene Rocha
Centenas de pessoas foram às ruas

Centenas de pessoas foram às ruas de Feira de Santana para protestar contra a defesa explícita do machismo, fascismo, autoritarismo, racismo, lgbtfobia e misoginia. O ato público ocorreu no último sábado (29), com concentração em frente à Prefeitura Municipal e caminhada por diversas vias da cidade. Os docentes da Uefs somaram-se à mobilização.

Os manifestantes portavam cartazes, faixas, camisas, abanadores e notas com frases sobre a luta contra o recrudescimento do conservadorismo. A imprensa nacional tentou descaracterizar o protesto e minimizar a presença das pessoas nas ruas, mas os atos superaram as expectativas em todo o Brasil e expressaram o repúdio de homens e mulheres ao avanço das ideias que expressam a opressão às mulheres, negros, LGBT, indígenas e tantos outros grupos.

Inicialmente, o ato público do dia 29 de setembro foi organizado por mulheres de todo o país, mas contou com o apoio de pessoas de diversos segmentos, inclusive com mobilizações internacionais.  

Veja algumas fotos no Facebook da Adufs.

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MOBILIZAÇÃO

Docentes denunciam crise orçamentária nas universidades estaduais e arrocho salarial

Foto: Ascom/Adufs
Categoria conversou com a população

“Diante dos atuais problemas enfrentados pelas universidades estaduais baianas por conta do contingenciamento financeiro e dos ataques aos direitos trabalhistas, não tenho como não me envolver nas mobilizações e fortalecer o sindicato. A luta deve ser de todos nós”. Esta afirmação bem que poderia ser de um docente há tempo na Uefs; mas pertence ao jovem Thiago da Silva Santana, 32 anos, empossado no dia 5 deste mês. Lotado no Departamento de Saúde (Dsau), o servidor já procurou a sede da Adufs para filiar-se. O professor, juntamente com outros novos e antigos colegas de profissão da instituição, endossou o protesto realizado na última quinta-feira (27), em frente à Prefeitura Municipal.

A diretoria da Adufs serviu aos docentes e transeuntes um almoço, que teve em seu cardápio um Caruru pela educação pública.

Leia mais.

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ANDES-SN

Em seminário, docentes discutem capacitismo e defesa da vida das mulheres

No dia 29 de setembro deste ocorreu o Seminário Conjunto dos Grupos de Trabalho Política Educacional (GTPE), Seguridade Sexual/Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) e Políticas de Classe, Questões étnico-raciais, Gênero e Diversidade Sexual (GTPCGDS). O tema foi “A luta contra o capacitismo nas Instituições de Ensino Superior”. A atividade aconteceu na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (RS). A Adufs foi representada pelo diretor Gean Santana.

Para Gean Santana, a atividade “possibilitou uma melhor compreensão sobre o capacitismo, seus impactos nas relações de trabalho nas IES e orientou como podemos pensar políticas para garantir condições dignas de trabalho para os docentes com deficiência”.

“Direitos sexuais e reprodutivos: legalização do aborto, defesa da vida das mulheres e a trabalhadora docente” foi tema do painel realizado pelo GTPCGDS um dia antes (28/09). 

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CSP-Conlutas

Decreto do governo Temer libera terceirização em todo serviço público

Menos de um mês depois do Supremo Tribunal Federal (STF) considerar legal a terceirização nas atividades-fim de uma empresa, o governo Temer editou um decreto para regulamentar o tema no serviço público. O Decreto 9.507, promulgado no dia 21 de setembro, regulamenta a terceirização, abrangendo todos os órgãos da administração direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. As novas regras entrarão em vigor em 120 dias a partir da data da publicação.

Diferentemente do texto que estava em vigor desde 1997, que restringia a apenas alguns setores, tais como limpeza, segurança, transportes e recepção, agora a terceirização poderá ocorrer em qualquer setor, com exceção de cargos que estiverem relacionados à tomada de decisão, muito embora todas as funções que deem apoio a isso possam ser contratadas.

Mais precarização e porta para corrupção
A medida vai agravar ainda mais a situação dos serviços públicos, pois na prática vai significar o fim da realização de concursos públicos que já não vêm sendo feitos pelo governo.

Com o decreto, os servidores públicos estarão sujeitos à redução de salários, aumento de jornada e no número de acidentes de trabalho. Segundo estudo feito pelo Dieese, os terceirizados ganham em média 25% menos, se acidentam 60% mais e trabalham 12 horas a mais por mês. A rotatividade da mão de obra também é o dobro da registrada em relação ao contratado direto.

Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ressalta que os docentes federais não estão incluídos por ora na terceirização.  

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

"Entendo que vivemos numa sociedade com lutas de classes. Desde que os seres humanos passaram a explorar a força de trabalho uns dos outros, existe a desigualdade social. Quando percebemos a nossa posição enquanto trabalhadores que estão do lado a ser explorado, torna-se essencial a busca por acúmulo de forças e intensificação da luta cotidiana em busca de melhorias. Por isso, ser sindicalizado é fundamental"..


lnah de Oliveira Fernandes - Departamento de Educação (Dedu)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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