Ano X - Edição 459 - 07/05/2018
- Foto: ANDES-SN

Urnas das eleições para a diretoria do ANDES-SN estarão disponíveis a partir das 8h da próxima quarta (9)

Na próxima quarta (9) e quinta-feira (10), professores das instituições de ensino superior do país participarão da eleição para a diretoria do ANDES-SN, biênio 2018/2020. A votação é direta e secreta. Na Uefs, a Comissão Eleitoral Local (CEL) disponibilizará as urnas das 8h às 19h.

A diretoria da Adufs informará os locais da instalação das urnas, na Uefs, assim que definidos pela CEL. Para votar, o docente deve apresentar um documento original com foto. Conforme o artigo 2º do Regimento Eleitoral, são eleitores todos os sindicalizados ao ANDES-SN que se sindicalizaram até 8 de fevereiro de 2018 e estavam em dia com as contribuições até 8 de março deste ano.

A CEL irá apurar os votos do(a)s docentes da Uefs às 8h do dia 11 de maio, na sala da Adufs. O resultado da eleição na seção sindical do ANDES-SN será enviado à Comissão Eleitoral Central (CEC), em Brasília, que divulgará o resultado oficial no dia 16 deste mês. A posse da nova diretoria será na abertura do 63º Congresso Nacional do ANDES (Conad), a ser realizado em junho de 2018, em Fortaleza (CE).

Pricila Oliveira, representante da diretoria da Adufs na CEL e titular da Comissão, reforça o chamamento para que os docentes filiados participem das eleições, exercendo o direito ao voto, sejam eles aposentados ou em atividade, e fortaleçam a luta do sindicato nacional.

Para Elson Moura, membro da CEL da Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta, “independentemente de quem esteja à frente do ANDES-SN, a disputa entre os grupos que concorrem ao pleito deve ocorrer no campo das ideias. Vivemos um período de retrocessos e de ataques aos trabalhadores e aos sindicatos. Nesse momento, fortalecer essas entidades e votar são expressões desse processo de luta, além de demonstrar a disposição e a força da categoria. O não comparecimento dos professores aos locais de votação dará espaço para que os governos ganhem força. O professor deve votar e dar o tom político da luta do Sindicato Nacional para o próximo biênio”.

Gerinaldo Costa, membro da Comissão Eleitoral Local da Chapa 2 – Renova ANDES, destaca que é necessário a categoria acompanhar a proposta de trabalho de cada grupo e comparecer às urnas nos dias da votação. “Estamos numa conjuntura que exige de cada um, principalmente dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiros, o engajamento com os movimentos sociais e o apoio às entidades a fim de tentar mudar tal realidade. Os profissionais que têm um sindicato possuem uma grande ferramenta”, declarou o professor.

Concorrem ao pleito a Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta, na qual o candidato a presidente é Antônio Gonçalves Filho, lotado na Universidade Federal do Maranhão (Ufma), e A Chapa 2 – Renova ANDES, que tem como candidata ao cargo de presidente a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Celi Taffarel.

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PROTESTO

Estudantes de Odontologia reivindicam melhorias para o curso

O sucateamento da educação pública superior tem tornado cada vez mais frequentes protestos de professores, estudantes e técnico-administrativos das universidades estaduais da Bahia por melhores condições de trabalho e estudo. A mais recente, na Uefs, foi a paralisação dos alunos de Odontologia. Além da suspensão das atividades, a categoria fez um ato público no pórtico da universidade, que permanentemente teve o acesso bloqueado. A mobilização ocorreu na última quinta-feira (3).

Os estudantes reivindicam contratação de técnicos para trabalhar na manutenção dos aparelhos dos laboratórios e das três clínicas do curso; realização de concurso público para professores; política de permanência estudantil, que além da construção ou ampliação da residência universitária inclui, ainda, a oferta dos materiais instrumentais (pinça clínica, sonda, óculos, etc); compra de materiais de consumo, a exemplo de álcool, luva, material de moldagem, dentre outros, mais o conserto dos equipamentos quebrados.

“As três autoclaves existentes no curso estão quebradas. Às vezes, os alunos têm de tirar dinheiro do próprio bolso para comprar material. A estrutura que temos hoje prejudica não só a formação dos estudantes, mas o serviço prestado à população externa. O atendimento ao paciente acaba sendo inadequado, de forma que o expõe a riscos de saúde”, reclamou o estudante Eder Freire Maniçoba Ferreira, membro do Centro Acadêmico do curso, acrescentando que “essa situação frustra os alunos e é desestimulante”.

Em abril, um outro protesto foi organizado por estudantes de Psicologia, que também exigiram mais estrutura para o funcionamento do curso.

Administração da Uefs
Segundo a administração da Uefs, uma parte das reivindicações já está sendo atendida ou já foi resolvida. A licitação, que tem como objeto a contratação de empresa para prestação de serviços especializados de confecção de próteses dentárias, foi liberada pelo governo no dia 28 de abril deste.

Sobre as autoclaves, as duas instaladas na Uefs já passaram por manutenção e a terceira, que funciona na Clínica Odontológica do bairro Mangabeira, também será consertada. Quanto aos equipamentos que estão quebrados, a administração da universidade informou que o técnico responsável pela fiscalização dos aparelhos está ausente por motivos de saúde. Por conta disso, analisará a possibilidade de repará-los através da contratação emergencial de uma empresa, processo de licitação simplificada a fim de garantir a continuidade do serviço até que o processo de licitação convencional, mais burocrático e que demanda mais tempo, seja autorizado pelo governo.

Governo culpado
A situação de penúria pela qual passam a Uefs e as outras três universidades estaduais da Bahia é de responsabilidade do governo estadual, que há anos vem contingenciando o recurso previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para investimento e manutenção das instituições.

Conforme a LOA aprovada para 2018, a Uefs deveria receber, de janeiro até maio deste, R$ 2,750milhões para investimento, mas foi destinado, apenas, R$ 500 mil. Já para a rubrica de manutenção, o valor a ser repassado pelo governo Rui Costa à universidade nos últimos cinco meses deveria ser R$ 27.593.750,00, porém, a instituição ficou com R$ 22.355.000,00. Na prática, a redução desses valores representa menos recursos financeiros para as obras, a aquisição de materiais de consumo e de equipamentos, o pagamento das viagens de campo e dos trabalhadores terceirizados, dentre outras despesas.

Segundo a vice-reitora, Norma Lúcia de Almeida, o reitor, Evandro do Nascimento, conversou, na última quinta (3), com o governador Rui Costa. Na pauta, as dificuldades presentes nos cursos da área de saúde. O gestor público, ainda conforme Norma Lúcia, disponibilizou a estrutura da Secretaria da Saúde (Sesab) para tentar minimizar os problemas relacionados aos equipamentos. A forma como a parceria funcionará ainda será discutida, mas, provavelmente, será via doação de equipamentos.

Novamente em reunião, agora com o secretário da Fazenda (Sefaz), Manoel Vitório, o reitor foi informado que devem ser destinados mais recursos para a rubrica de investimento da Uefs.

Diante do recrudescimento dos ataques do governo às universidades estaduais baianas, é urgente o fortalecimento da luta em união com as três categorias e a ocupação das ruas. Somente mobilizados e fortalecidos, docentes, estudantes e técnico-administrativos conseguirão arrancar respostas do governo ao atual quadro de sucateamento das instituições.  

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ANDES-SN

Utilização dos agrotóxicos centraliza debate em reunião do GTPAUA

O Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) do ANDES-SN promoveu palestras sobre os temas “Recursos Hídricos”, com o professor Luis Fernando Scheibe, lotado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e “Agrotóxicos”, coordenada por Murilo Mendonça de Souza, docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A atividade aconteceu no dia 27 de abril, pela manhã e à tarde, na sede do Sindicato Nacional, em Brasília. A Adufs foi representada pelo diretor Gean Santana e pelo professor Rosevaldo Ferreira.

Nos dias seguintes, 28 e 29 de abril, teve início a reunião do GTPAUA. A utilização dos agrotóxicos e os efeitos destes à saúde humana foram o centro do debate. Apesar de o ANDES-SN já ter aprovado, em congressos já realizados, resoluções que apontam para o enfrentamento da utilização dos agrotóxicos, inclusive em articulação com os movimentos sociais, muito pouco foi posto em prática.

“Os empresários do setor, em conjunto com o agronegócio, têm feito gestão para ampliar a utilização de substâncias tóxicas proibidas em diversos outros países. No Brasil, alcançamos, em 2010, a liderança do consumo per capita desses tipos de veneno, perdendo apenas para os Estados Unidos. Por isso, torna-se urgente avançarmos na luta contra essa monocultura moderna caracterizada por empregar alta tecnologia e pouca mão de obra, com produção voltada, principalmente, para o mercado externo e com a finalidade de lucro” avaliou o diretor Gean Santana.

Política Urbana
O professor Rosevaldo Ferreira convocou os presentes à reunião do GTPAUA a inserirem no debate sobre mobilidade urbana a luta pela garantia de um sistema de transporte verdadeiramente público, gratuito e de qualidade, acessível a toda a população, sem exclusão social. A proposta, chamada de 'tarifa zero", foi defendida, inicialmente, nas manifestações de junho de 2013. O docente da Uefs propôs a criação de um fundo para financiamento dos custos operacionais dos transportes.

A diretoria da Adufs irá apreciar a proposta do "tarifa zero" com o intuito de discutir o tema no Conad e em Congressos do ANDES-SN.  

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Presidente do ANDES-SN fala sobre orçamento das universidades na TV Brasil

Foto: TV Brasil
Programa foi ao ar no dia 30 de abril

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, participou do programa Diálogo Brasil, da TV Brasil, para debater a crise de financiamento das universidades brasileiras. O programa foi ao ar no dia 30 de abril e também contou com a participação do doutor em educação, Erasto Fortes.

Eblin e Erasto debateram as dificuldades que as instituições públicas têm tido com os recentes cortes orçamentários, que têm levado reitorias a demitir trabalhadores terceirizados, cortar bolsas e não conseguir pagar contas de luz e água.

A situação da Universidade de Brasília (UnB), que deve fechar o ano com déficit de R$ 92 milhões, foi tratada no programa. A UnB recentemente demitiu 230 terceirizados da limpeza, encerrou mil contratos de estágio e aumentou o valor da refeição no Restaurante Universitário. Em resposta, servidores técnico-administrativos e estudantes decretaram greve.

Eblin Farage defendeu ainda a manutenção do caráter 100% público das universidades e criticou propostas que afirmam que a privatização ou as parcerias público-privadas são alternativas à crise de financiamento da educação pública.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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CSP-Conlutas

Abolição da escravidão completará 130 anos sem reparações

Foto: CSP-CONLUTAS
É preciso reafirmar a tradição da luta

No próximo dia 13 de maio completam-se 130 anos da abolição da escravidão no Brasil. Passado todo esse tempo, o povo negro não tem nada a comemorar. Por isso, é preciso reafirmar a tradição da luta e transformar esse data no Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.

Como parte das ações, o Setorial de Negros e Negras da CSP-Conlutas irá exigir reparações para os negros e negras. Os atos e ações terão o mote “130 anos de abolição sem políticas de reparações”.

Serão realizadas manifestações nos estados do Rio de Janeiro e Maranhão. No Rio de Janeiro, em Madureira, a marcha ocorrerá no dia 12 deste e denunciará a intervenção militar, que tem como objetivo reprimir a população pobre e negra das favelas e periferias. Os manifestantes ainda exigirão a punição dos torturadores do regime militar, a apuração rigorosa do assassinato de Marielle, Anderson e dos jovens de Maricá e o fim da intervenção militar no Rio.

No Maranhão, o ato ocorrerá em São Luís, no bairro da Liberdade, considerado o maior quilombo urbano dessa cidade, e que no mês de maio completará 100 anos. A ação também será no dia 12 de maio. Nos estados que sediarão os atos já estão sendo realizadas atividades preparatórias com reuniões semanais, formação a partir de temas do evento, panfletagem, estudos, mobilização de entidades do movimento negro e de outros setores.

Os manifestantes irão exigir a reparação dos crimes da escravidão e do racismo com reforma agrária, titulações das terras de quilombolas, implementação da lei nº 10.636, ampliação da política de ações afirmativas e das cotas nas universidades e serviços públicos, entre outras reivindicações.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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Encontro jurídico aborda Reforma Trabalhista e políticas em defesa dos trabalhadores

A CSP-Conlutas promoveu um encontro jurídico para debater a Reforma Trabalhista, que entrou em vigor em novembro do ano passado, e já tem prejudicado fortemente a classe trabalhadora. O objetivo do encontro, realizado na última quinta (3), foi avaliar os efeitos desta nefasta reforma e traçar políticas para defender os direitos dos trabalhadores.

O encontro contou com a participação de advogados da CSP-Conlutas e sindicatos filiados para debater, trocar experiência e traçar uma intervenção jurídica comum subordinada à política da Central e em âmbito nacional. A proposta prevê ainda a formação de um grupo de trabalho para a elaboração de políticas a fim de enfrentar essas mudanças.

O encontro foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind/REDE). O evento é uma iniciativa da CSP-Conlutas de Minas Gerais, que foi encampada por decisão da Secretaria Executiva Nacional (SEN).

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

"Sou filiado à ADUFS, pois, o Sindicato faz um importante papel de representação dos professores frente ao Estado da Bahia, seja nas questões salariais, seja nos demais temas de interesse da classe"..


Agenor Sampaio Neto, professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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