Ano X - Edição 456 - 17/04/2018
- Foto: Adufs

Diretoria da Adufs realizará pesquisa junto à categoria

Nas próximas semanas, dois consultores da Empresa Júnior de Administração da Uefs (ADM.Jr-Uefs) entrarão em contato com alguns professores para a realização de uma pesquisa de satisfação. O serviço foi contratado pela diretoria da Adufs com o objetivo de conhecer ainda mais a posição da categoria sobre o sindicato. Será mantido total sigilo sobre as informações prestadas pelo entrevistado.

Conforme a metodologia da pesquisa de opinião, serão entrevistados 282 docentes, do universo de 1.034 professores, entre os ativos e os aposentados, sindicalizados e não sindicalizados, de cada um dos nove departamentos existentes na Uefs.

Foi adotado o método de amostragem probabilística estratificada com 95% de nível de confiança e 5% de erro amostral. O número de 282 docentes foi encontrado com base em um cálculo amostral que considerou três variáveis, sendo a primeira o quantitativo total de professores, a segunda, o nível de confiança da pesquisa (que, diante do conjunto total da população, indica o quanto o resultado da pesquisa representa) e, a terceira, o erro amostral (que, considerando a população total, indica o quanto a resposta da amostra varia).

A composição da amostra e a seleção dos professores foi feita pela ADM.JR-Uefs. A seleção dos docentes ocorreu via sorteio. Os servidores serão contatados através de telefonema. Também poderão ser marcados dia e horário da entrevista no campus da Uefs, caso o entrevistado prefira.

As pessoas envolvidas no planejamento, execução e comunicação dos resultados da pesquisa são estudantes voluntários do curso de Administração de Empresas da Uefs. Todo o trabalho é coordenado e acompanhado por um professor orientador. A proposta da pesquisa e as perguntas a serem feitas aos docentes foram amplamente discutidas entre a empresa e a diretoria da Adufs, que participou ativamente da elaboração do questionário.

O questionário a ser aplicado possui 21 perguntas. As entrevistas ocorrerão durante seis semanas. O tempo médio para a conclusão da pesquisa de satisfação é de nove semanas.

Através da pesquisa, a diretoria da Adufs pretende conhecer melhor a opinião da categoria sobre o sindicato, estar ainda mais próxima dos seus anseios e ter outros subsídios para propor, planejar e implementar ações que se revelarem necessárias. “Trata-se de mais uma ação na perspectiva de conhecermos melhor os docentes da Uefs e de estreitarmos ainda mais o diálogo com todos”, disse Gean Santana, diretor da Associação. 

Compartilhe esta notícia!

MOVIMENTO DOCENTE

Assembleia avaliará paralisação em defesa das universidades e contra a maior perda salarial dos últimos 20 anos

Foto: Adufs

A diretoria da Adufs convoca uma nova assembleia para esta terça-feira (17), às 16h30, no Auditório 5, Módulo VII da Uefs. Na pauta, a apresentação da campanha salarial de 2018 e dos demais pontos da pauta de reivindicação, mais a discussão do calendário de mobilização para os próximos dias, o que inclui a paralisação das atividades acadêmicas em 25 de abril.

A suspensão dos trabalhos foi uma indicação do Fórum das ADs às associações docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), diante do descaso e da ausência de respostas do governo estadual às reivindicações protocoladas pelos docentes há quatro meses. No dia proposto para a paralisação, o Fórum fará um grande ato público em Salvador. Os professores denunciarão a maior perda salarial dos últimos 20 anos, os ataques do governo estadual aos direitos trabalhistas e reafirmarão a luta em defesa das universidades estaduais.

A paralisação das atividades acadêmicas já foi aprovada pelos professores da Uneb e da Uesc. Na Uesb, a pauta será apreciada nesta quarta-feira (18). A diretoria da Adufs reforça o convite à categoria para que compareça à assembleia e colabore com a construção das mobilizações em defesa da carreira, dos salários e das Ueba.  

Compartilhe esta notícia!

DEBATE

Palestra alerta sobre as dificuldades das pessoas com deficiência

Foto: Ascom/Adufs
Mesa foi bastante prestigiada

O desabafo emocionado de Marcílio de Carvalho Vasconcelos, lotado no Departamento de Letras e Artes da Uefs (DLA) há nove anos, chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência na Uefs. O docente, que é surdo, comoveu a todos os presentes à palestra sobre “Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo” com o relato sobre os desafios que enfrenta no dia a dia de trabalho. A atividade foi ministrada pelas professoras Marinalva Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e ex-diretora do ANDES-SN, e Solange Ribeiro, membro do Núcleo de Acessibilidade desta universidade (NAU).

“Estou muito feliz com a promoção desta palestra, mas, precisamos de ações e de uma comunicação mais efetivas para as pessoas com deficiência. Temos debates na Uefs, que são importantes, porém, depois disso, as ações são muito restritas ou inexistentes. Também é necessária a inclusão linguística. Sinto-me só aqui. Há muito tempo espero melhorias. Até adoeci por enfrentar dificuldades para me comunicar com as pessoas”, relatou Marcílio de Carvalho, reivindicando mais apoio à execução do trabalho na academia.

O debate
Durante a palestra, realizada na última terça-feira (10), Marinalva Oliveira contextualizou historicamente o acesso das pessoas com deficiência à educação no país e afirmou que o sistema educacional, do ensino básico ao ensino superior, é excludente. Também falou que o governo brasileiro tenta atrelar as políticas para as pessoas com deficiência aos interesses do capital, buscando, principalmente depois de 1990, transferir recursos públicos para custear a educação em escolas regulares e especiais ou em instituições filantrópicas.

“Nas décadas de 50 a 80, as pessoas com deficiência não tinham direito de ir às escolas tradicionais. Eram mantidas à margem do convívio social e frequentavam instituições filantrópicas privadas. A lei nº 4.024/61, que fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, garantiu a essas pessoas o direito à educação, mas as enquadrou no modelo tradicional. A educação especial sempre foi tratada como apêndice da educação regular, com caráter assistencialista, discriminatório e privatista. Em 2008, foi aprovada a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que estabelece o acesso de todos os alunos ao ensino regular. Proporcionou-se o acesso, mas não a permanência das pessoas com deficiência, que continuam segregadas. A narrativa sobre elas é que são incapazes de produzir, amar e cuidar-se. As pessoas com deficiência chegaram à escola regular, aos ambientes públicos e às universidades, mas esses locais são opressores e meritocráticos. Também não há formação de professores e condições de trabalho adequadas”, enfatizou a palestrante de forma veemente.

Romper estigmas
Ainda segundo a docente da UFF, as opressões às pessoas com deficiência vão além das escolas e permeiam todos os espaços, a exemplo do ambiente de trabalho, locais públicos, meios de comunicação social e a própria família.

Marinalva Oliveira acrescentou que “as dificuldades na vida de um indivíduo com deficiência decorrem do padrão normativo opressor e excludente da sociedade, não da deficiência e da pessoa. Nosso grande desafio é desconstruir a concepção de corponormatividade da estrutura social, é romper com o estigma que acompanha as pessoas com deficiência e superar as muitas barreiras impostas pelo sistema educacional fundamentado sob as bases da sociedade capitalista”. A professora tem afinidade com o assunto não somente por conta da militância, mas por ser mãe de uma criança de 9 anos com Síndrome de Down.

Uefs
Já a professora Solange Ribeiro, em sua fala, informou sobre o documento-base que fundamenta o trabalho do Núcleo de Acessibilidade da Uefs (NAU) e que fora aprovado em 2012 pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da universidade. No entanto, a docente ressalta que a materialização das ações propostas no documento caminham a passos lentos. Segundo o registro do Núcleo, existem atualmente, na Uefs, 31 pessoas com deficiência.

A vice-reitora Norma Lúcia Fernandes, também presente à palestra, informou que nos dias 15 e 16 de maio a administração da Uefs promoverá um seminário para discutir reserva de vagas para acesso à instituição de grupos historicamente excluídos. Atualmente, ainda conforme a gestora, são contemplados, através da resolução nº 034/2006, os indígenas, negros e estudantes de escolas públicas.

ANDES-SN
Marinalva Oliveira informou que as pessoas com deficiência foram incluídas na lista de estudantes que têm direito à reserva de vagas nas Instituições de Ensino Superior nos termos do Decreto n° 9.034/17. Ao considerar que o Andes-SN tem entre os seus princípios a defesa da universalidade do acesso à educação pública de qualidade, a palestrante reforçou que o Sindicato Nacional indicou que as seções sindicais lutem pela implementação desse decreto.

A palestra “Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo” foi organizada pelo Grupo de Trabalho de Política Educacional da Adufs (GTPE/Adufs). A diretora da Adufs, Marilene Lopes, também compôs a mesa do evento.  

Compartilhe esta notícia!

DEBATE

Denúncias sobre casos de assédio na Uefs são discutidas em reunião

Foto: Pricila Oliveira
Encontro aconteceu na sede da Adufs

Preocupada com as denúncias sobre os casos de assédio moral e sexual, racismo e LGBTfobia no campus da Uefs, a diretoria da Adufs convidou as entidades representativas dos estudantes e dos técnico-administrativos, a administração central e alguns coletivos da instituição para uma reunião. O encontro aconteceu na última segunda-feira (9), na sala da Associação.

Os diretores falaram aos presentes sobre a proposta de pensar, em conjunto com as categorias que compõem a universidade, formas de enfrentamento dessas violências. Também foi discutida a definição de ações para a conscientização das pessoas, na perspectiva do acolhimento e, em se tratando da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), na perspectiva também do respeito à diversidade.

Para Pricila Oliveira, diretora da Adufs presente à reunião, “é de fundamental importância discutir o tema e, principalmente, pensar coletivamente canais de denúncia e formas de enfrentamento a todos os tipos de assédio dentro da universidade”.

Uma nova reunião será realizada no dia 26 de abril, para discutir como proceder diante das denúncias e construir uma campanha contra o assédio no campus. O encontro ocorrerá às 16h, na sede da Adufs.  

Compartilhe esta notícia!


ANDES-SN

Diretoria da Adufs participa de reunião conjunta dos Setores das Ifes, Iees/Imes e GTs

Foto: ANDES-SN
Encontro encaminhou algumas ações

Brasília (DF) recebeu, nos dias 13 e 14, uma reunião conjunta dos Setores das Instituições Federais de Ensino (Ifes), das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes), e dos Grupos de Trabalho de Carreira (GTCarreira), de Política de Formação Sindical (GTPFS) e de Política Educacional (GTPE). A Adufs foi representada pelo diretor André Uzêda.

A primeira mesa da reunião conjunta, na sexta (13), teve como tema os “Desafios da organização sindical e precarização em contextos de Multicampia”. Em seguida, houve o debate “Educação Básica e Reforma do Ensino Médio”. As atividades no sábado (14) iniciaram-se com uma homenagem a Marielle Franco e a Anderson Gomes. Em seguida, houve a mesa “Formas de controle do trabalho docente e ataques à autonomia”. Depois, ocorreu um debate sobre “Carreira Docente e Ensino Básico nas Instituições de Ensino Superior: ameaças e precarização do trabalho docente”. O encontro foi realizado na Associação dos Docentes da Universidade de Brasília.

No domingo (15), ocorreram reuniões próprias dos Setores e dos GTs. No Setor, os presentes discutiram os ataques ao financiamento das instituições de ensino superior e afirmaram a necessidade de realização de ações conjuntas. Ao final dos debates, foram encaminhadas propostas como a elaboração de um documento denunciando os ataques aos direitos trabalhistas dos docentes das Iees/Imes à Organização Internacional do Trabalho, Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho; a articulação de audiências públicas para tratar sobre o desmonte das Iees/Imes e os impactos do marco da Ciência e Tecnologia; a organização do XVI Encontro Nacional dos Setores das Iees/Imes, a ser realizado em setembro, em local a ser definido; além da criação da campanha de mídia para denunciar e lutar contra a precarização da docência implementada por meio de ONG e OS.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

Compartilhe esta notícia!

ANDES-SN organiza publicação sobre financiamento da educação e C&T públicas

Os Grupos de Trabalho de Ciência e Tecnologia (GTC&T), de Política Educacional (GTPE) e do GT-Verbas do ANDES-SN se reuniram na sede do Sindicato Nacional, em Brasília, para debater, conjuntamente, a crise no financiamento das universidades e da ciência no Brasil. Como resultado, os docentes apontaram os eixos para um documento que está sendo produzido e será amplamente distribuído para municiar a luta em defesa da Educação e da produção de Ciência e Tecnologia públicas no país. O encontro ocorreu nos dias 7 e 8 de abril.

No mesmo final de semana, durante reunião do GT de C&T do ANDES-SN, a Assessoria Jurídica Nacional (AJN) do Sindicato Nacional apresentou pareceres sobre as legislações referentes ao Marco Legal de CTI: a Lei nº 13243, os vetos a essa lei e o Decreto nº 9.283/2018, que normatiza o Marco Legal de Ciência. De acordo com o 3º tesoureiro do ANDES-SN, Epitácio Macário, a AJN apresentou vários ‘furos’ e inconstitucionalidades presentes no decreto do Marco Legal, como o compartilhamento do recurso público.

A realização da reunião dos GT é uma deliberação do 37º Congresso do ANDES-SN, realizado em janeiro desse ano, em Salvador.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

Compartilhe esta notícia!


CSP-Conlutas

Governo e planos de saúde querem reformulação do SUS com privatização do atendimento à população

O governo quer reformular o Sistema Único de Saúde (SUS) repassando serviços de saúde prestados à população para a iniciativa privada. Essa possibilidade foi levantada no “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde”, realizado no dia 10 deste mês, em Brasília.

Neste fórum, organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan), com participação do Ministério da Saúde, de deputados e senadores, foi defendida a proposta de repasse de atendimentos aos planos de saúde, com subsídio do governo. Isso seria feito com a transferência de recursos para financiar a “Atenção de Alta Complexidade” e transferi-la para empresas privadas do setor. A meta seria de pelo menos metade da população ser atendida pelos planos.

Essa reformulação faria com que o governo destinasse verba pública para a rede privada, que teria dois tipos de receita, a dos usuários, que já pagam pelo plano, e a do Estado. Foi proposto ainda um Conselho Nacional de Saúde Suplementar com o mesmo poder do Conselho Nacional de Saúde. Se a mudança ocorresse, isso reduziria a participação popular na formulação, acompanhamento e controle sobre a política pública.

Entidades do setor da Saúde se manifestaram em repudio a essa possibilidade. A servidora da saúde, Cintia Teixeira, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas do Rio de Janeiro, ressalta que essa é uma política que está fortalecendo o programa ideológico do governo de Temer, promovendo ataques diretos aos SUS por meio do desmonte de políticas públicas.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

Compartilhe esta notícia!

Atos marcam um mês do assassinato de Marielle e Anderson

Protestos foram realizados em todo o país, nos dias 13 e 14 de abril, para marcar um mês do assassinato de Marielle Fraco e Anderson Pedro, no dia 14 de março. A manifestações, convocadas em vários estados e capitais, exigiram justiça e o fim da intervenção militar no Rio e da criminalização das lutas e do povo pobre.

Esses atos também serviram para denunciar a intervenção federal no Rio de Janeiro, sob o comando do Exército, que já dura quase dois meses e penaliza a população pobre, em sua maioria negra. O assassinato de Marielle, mulher negra, favelada e defensora dos direitos humanos, teve o claro objetivo de tentar calar uma voz que vinha criticando fortemente as operações da PM e das milícias nas comunidades cariocas e a intervenção militar.

A CSP-Conlutas entende que é importante integrar esses atos com consignas que exijam a apuração e prisão de todos os envolvidos, contra a intervenção militar no Rio de Janeiro, pela desmilitarização da PM, pelo direito à autodefesa dos trabalhadores, fora Temer, Pezão e Crivella e todos os corruptos.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

Compartilhe esta notícia!

Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

“Sou filiado à ADUFS, pois, o Sindicato faz um importante papel de representação dos professores frente ao Estado da Bahia, seja nas questões salariais, seja nos demais temas de interesse da classe”..


Agenor Sampaio Neto, professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

Facebook Twitter YouTube

Política de Privacidade | Unsubscribe
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia