Ano X - Edição 455 - 10/04/2018
Alunos reivindicam melhorias - Foto: Ascom/Adufs

Falta de estrutura precariza o funcionamento dos cursos na Uefs

Falta de sala para a execução das aulas, ausência de professor para lecionar as disciplinas, laboratórios com estrutura precária, obras inacabadas, equipamentos quebrados e ambientes sem a ventilação adequada. Essas são algumas das queixas relatadas pelos professores e estudantes de antigos e novos cursos da Uefs ao longo de, pelo menos, quatro anos. Em função do agravamento desses problemas, que também se estendem às demais Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), manter o funcionamento das atividades acadêmicas nas instituições tem sido uma tarefa cada vez mais difícil.

O projeto do curso de Psicologia da Uefs, por exemplo, prevê a existência de 25 docentes efetivos no quadro, além dos professores que devem estar disponíveis para outros colegiados. No entanto, existem, apenas, 21, sendo dez efetivos e 11 substitutos. Desses 21, um está afastado para doutorado, outro será transferido para a Uneb e mais três, que são substitutos, terão os contratos encerrados antes do final deste semestre. Há turmas que possuem somente 50% do quadro docente preenchido. Por conta da escassez de profissionais, a Área não tem ofertado disciplinas optativas, necessárias para cumprir a carga horária do curso.

Outro grave problema dos diversos existentes no curso é a ausência do Serviço de Psicologia, espaço que deve ser disponibilizado na universidade para estágio dos alunos. Como não há uma estrutura física adequada para o funcionamento do Serviço, os estágios acontecem em locais precarizados. “O curso está em processo de reconhecimento. Tenho receio de que as condições atuais interfiram na aprovação”, disse, preocupada, a coordenadora Ivone Maia, relatando, ainda, que os docentes são penalizados pelo excesso de carga horária de trabalho.

O aluno do quinto semestre de Psicologia, Rodrigo Rehrm, diz que é urgente a contratação imediata dos professores aprovados no último concurso público, a reestruturação dos laboratórios de Informática e de Análise Experimental do Comportamento, além da ampliação do quadro docente. Com o objetivo de denunciar a atual situação do curso e convocar a comunidade acadêmica a mobilizar-se em defesa da educação pública, estudantes fizeram uma manifestação no pórtico da Uefs, na manhã de segunda-feira (9). 

As dificuldades acontecem não somente em Psicologia. Medicina funciona sem ambulatório e Hospital Universitário para estágio dos alunos, que também se queixam da insuficiência de professores e da falta de materiais para as aulas práticas. “Como não temos uma estrutura do curso, estagiamos em hospitais públicos da cidade. O tempo de duração do estágio é reduzido nesses locais porque eles não foram preparados para receber os estudantes”, acrescenta Yago Santana, discente do quarto ano de Medicina.

Sem sala de aula
A professora Marilene Rocha, lotada no Departamento de Biologia (DCBIO), queixa-se da ausência de sala para a execução das aulas. Este semestre, em função da falta de espaço físico para lecionar um dos componentes, a docente iniciará as atividades em uma das turmas um mês após a retomada do semestre na Uefs.

“Terei de transmitir o conteúdo de forma acelerada, o que traz um grande prejuízo ao aprendizado dos alunos. Fiz várias cobranças à Divisão de Assuntos Acadêmicos (DAA), mas a situação demorou de ser regularizada”, relata a professora.

Marilene Rocha ainda denunciou a precariedade dos laboratórios e equipamentos. “A centrífuga de bancada de um dos laboratórios está quebrada há oito anos. Microscópios possuem lentes que, por conta da má qualidade, dificultam a visualização dos objetos. O ar-condicionado do Laboratório de Peças Anatômicas não funciona. Docentes e alunos têm se esforçado muito para desenvolver as atividades”, pondera.

Segundo a DAA, faltam salas porque existe a concentração de aulas em dias e horários específicos. Atualmente, em determinados horários, não há salas disponíveis para 25 disciplinas. Ainda conforme a Divisão de Assuntos Acadêmicos, durante o processo de alocação das disciplinas é garantida prioridade às turmas do primeiro semestre e às disciplinas com horários fixos.

Concurso público
Encontra-se em andamento, o concurso público para a contratação de 63 professores na Uefs. Outras 52 vagas devem contemplar o quadro dos técnico-administrativos. Para este caso, o edital ainda não foi divulgado. Os convocados substituirão as vagas geradas pelas exonerações, aposentadorias e falecimentos dos servidores, no período de janeiro de 2015 até então.

É importante lembrar que a seleção pública, autorizado nas quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) só ocorreu por conta da intensa cobrança do Fórum das ADs.O quantitativo de vagas aprovadas para a Uefs ainda não corresponde ao ideal, mas representa uma importante conquista do Movimento Docente (MD) das Ueba.

Estrangulamento orçamentário
A responsabilidade pelo sucateamento das condições de trabalho e estudo nas universidades é do governo estadual, que anualmente contingencia os recursos destinados para custeio e investimento. Desde 2013, as quatro instituições deixaram de receber mais de 200 milhões da verba.

Em se tratando da Uefs, o governo Rui Costa não repassou à universidade a totalidade do valor previsto na cota orçamentária para os meses de janeiro, fevereiro e março, referente a algumas despesas de manutenção e ações do Plano Plurianual (PPA). Considerado o primeiro triênio do ano, a instituição deixou de receber, para a rubrica, R$ 4.882.000,00. A administração da Uefs estima que, caso o governo estadual mantenha a restrição ao orçamento, a instituição deixará de receber, ao final deste ano, R$ 18 milhões.

Com o objetivo de intensificar a luta em defesa das Ueba, o Fórum das ADs encaminhou às assembleias a proposta de paralisação das atividades acadêmicas em 25 de abril. Neste dia, será realizado um grande ato público em Salvador, para forçar o governo a convocar reuniões de negociação com a categoria e discutir a pauta 2018, protocolada em dezembro do ano passado. Durante o protesto, os professores ainda denunciarão o arrocho salarial, o maior dos últimos 20 anos. Na Uefs, a assembleia ocorrerá nesta quarta (11), às 16h30, no Auditório V, Módulo VII.

A diretoria da Adufs convoca os professores a se fazerem presentes à assembleia desta quarta (11). É importante que todos participem deste espaço de discussão e construção da luta do Movimento Docente (MD), a fim de que a categoria ganhe ainda mais força para tentar reverter os ataques impostos pelo governo da Bahia. Ataques esses que avançam anualmente, através da retirada de direitos garantidos por lei e da redução no orçamento das universidades.  

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MOBILIZAÇÃO

Diretoria da Adufs participa de protestos em defesa da democracia e contra o processo que envolveu a prisão de Lula

Foto: Ascom/Adufs
Ato ocorreu em todo o Brasil

A diretoria da Adufs, em conjunto com diversos professores da Uefs, foram às ruas de Feira de Santana, na última sexta-feira (6), em defesa da democracia e contra a seletividade da justiça brasileira. O protesto ocorrido no município endossou as mobilizações realizadas em todo o Brasil contra o arbitrário mandado de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expedido pelo juiz Sérgio Moro no dia 5 de abril. O ato, intitulado Ato#LulaLivre, começou com uma concentração na Praça de Alimentação, Centro da cidade.

Os manifestantes caminharam pela avenida Getúlio Vargas até a Prefeitura Municipal, onde houve diversas falas. Em seguida, retornaram à Praça de Alimentação. Durante os pronunciamentos, os presentes condenaram a justiça, que, de forma célere e sem aguardar a conclusão dos recursos judiciais de ampla defesa do ex-presidente, expediu o mandado de prisão.

A seletividade do tratamento nos processos de corrupção acelerou as ações contra os dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), com destaque para o ex-presidente. Porém, para outros gestores envolvidos em corrupção, o Judiciário brasileiro, extensão do Estado à serviço dos interesses da burguesia, mantém a morosidade da lei. A justiça não foi aplicada a todos com isonomia.

A diretoria da Adufs entende que a atual crise é fruto da política de apassivamento e conciliação de classes implementada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nesses 13 anos de governo. E, mais recentemente, pelo boicote às greves gerais de 2017 e ao Dia Nacional de Lutas, em 19 de fevereiro deste ano, contra a Reforma da Previdência.

No atual contexto é importante que haja a unidade da classe trabalhadora para tentar combater os ataques impostos pelo governo Temer. Não há saída para os problemas enfrentados pelos trabalhadores que não seja a luta pela implantação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Salvador
Além de endossar as manifestações ocorridas em Feira de Santana, alguns professores da Uefs, incluindo diretores da Adufs, participaram da “Manifestação em Defesa das Liberdades Democráticas e contra a Prisão de Lula”, realizada no Iguatemi, em Salvador, na última sexta-feira (6).

Em nota pública divulgada na sexta-feira (7), a diretoria da Adufs denunciou que a prisão de Lula é fruto de um processo de manipulação e seletividade da Justiça. Leia a nota.

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DEMISSÃO

Diretoria da Adufs recebe denúncia do setor de Vigilância

Chegou à diretoria da Adufs, através de denúncia do setor de Vigilância Patrimonial, que a empresa prestadora do serviço à Uefs convocou cinco vigilantes a assinarem o aviso prévio. Os trabalhadores serão afastados da universidade nos próximos dias.

“Estou próximo de me aposentar. Como posso ser desligado após tantos anos de trabalho? Com a idade que estou, onde irei conseguir outro emprego”, indagou, consternado, um dos funcionários.

Jorge Passos, gerente operacional da AVI Serviços e Segurança, que presta serviços para a Uefs, informou que funcionários do quadro reserva irão assumir definitivamente os postos ocupados pelos profissionais que perderão o vínculo empregatício com a empresa. “A contratação ou demissão do vigilante depende do perfil dele e do comprometimento deste com a empresa”, declarou, informando que todos os direitos trabalhistas serão garantidos na rescisão do contrato.

A diretoria da Adufs preza pela valorização do profissional e pela garantia das condições dignas de trabalho. Nessa perspectiva, defende que a situação seja apurada com rigor, principalmente por envolver pessoas próximas da aposentadoria e que, por conta da idade, terão menos chances de se adequar às regras do mercado e de retornar a trabalhar.

Os diretores também defendem que é importante a administração da Uefs acompanhar o caso, ainda que esta não seja diretamente responsável pela contratação dos vigilantes.  

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8 DE MARÇO

Mesa aborda a situação da mulher na conjuntura atual

Foto: Ascom/Adufs
Ação está relacionada com o 8 de março

A participação da mulher no processo de reprodução territorial, nas dimensões políticas, culturais, sociais e ambientais, e os retrocessos impostos à classe após a ascensão do conservadorismo. Estes foram os eixos que nortearam a mesa cujo tema foi “A crise e seus impactos na vida das mulheres”, realizada pela Frente Nenhum Direito a Menos, na última terça (4).

A mesa foi composta pelas docentes Acácia Batista, da Uefs, e Caroline Lima, da Uneb e membro da Regional Nordeste 3 do ANDES-SN, além de Raquel Melo, militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM). A professora Gracinete Bastos, da Uefs, esteve à mesa como mediadora.

Caroline Lima convocou os presentes a pensarem a atual conjuntura brasileira a partir da identidade de gênero e falou que as contrarreformas aprovadas ou propostas pelo governo federal estão atreladas a um processo de avanço do conservadorismo e de retirada de direitos, intrínsecos ao sistema capitalista. “A ascensão do conservadorismo impõe retrocessos às políticas públicas, principalmente porque reduz o orçamento destinado às ações de atendimento à mulher. Esses ataques têm caraterísticas misóginas, machistas, racistas e lgbtfóbicas. As maiores prejudicadas são as negras, indígenas e trabalhadoras rurais”, pontuou.

A docente destacou que, embora haja retrocessos, a atual conjuntura também contribuiu para a luta das mulheres. “Desde a Primavera de Mulheres, em 2015, os movimentos de mulheres e feministas encontraram na unidade de ação uma forma de reagir e de tentar barrar as investidas em curso. A atual conjuntura fez com o que o Movimento 8M de 2017 fosse um dos maiores dos últimos dez anos e, além disso, contribuiu para que as mulheres construíssem a Greve Geral de 2017, ocupassem as ruas contra a PEC 181, e recentemente, nas universidades, protagonizassem as denúncias de assédio e violência sexual".

Já a professora Acácia Batista Dias pontuou que a atual crise político-econômica do país deixa a mulher em uma condição social e financeira mais vulnerável. “Com a crise, as mulheres são as primeiras a ficarem desempregadas. As negras tem menor inserção no mercado de trabalho e ocupam postos de trabalho menos valorizados”, disse.

Devastação da classe trabalhadora
Raquel Melo destacou como a classe trabalhadora, principalmente as mulheres, tem sido prejudicada pela atual crise político-econômica brasileira. “Os capitalistas criaram essa crise e querem colocar o custo dela nas costas da classe trabalhadora. Fomos prejudicados por aumentos em contas de água e luz e pelo desemprego de milhares de pessoas, sendo que mais de 50% dessas são mulheres. A Reforma Trabalhista afeta diretamente a mulher trabalhadora, que já ocupa lugares mais precarizados no mercado de trabalho, como serviços terceirizados nas áreas da saúde e da limpeza. Já a Reforma da Previdência impõe mudanças que desconsideram a desigualdade de gênero”, disse.

A integrante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro ainda afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) também é responsável pela crise, pois, segundo ela, cooptou alguns movimentos sociais e sindicais e fez alianças com grandes empresários. 

A mesa “A crise e seus impactos na vida das mulheres” integra as mobilizações relacionadas com o Dia Internacional de Luta das Mulheres, lembrado em 8 de março. 

Da esquerda para a direita - Acácia Batista, Caroline Lima, Raquel Melo e Gracinete Souza

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MOBILIZAÇÃO

Fórum das ADs aponta calendário de abril

Foto: Ascom Fórum das ADs
Mobilização na Lavagem do Bonfim

Diante do maior arrocho salarial dos últimos 20 anos, o Fórum das ADs discutiu ações de mobilização para o mês de abril. O encontro ocorreu no dia 19 de março. As representações docentes avaliaram o quadro de insatisfação da categoria com a restrição aos direitos trabalhistas e a crise orçamentária das universidades. Foi indicada a realização de um grande ato público na capital baiana no dia 25 de abril. A proposta deverá ser apreciada nas assembleias docentes, que ocorrerão entre os dias 9 e 18 do mesmo mês.

De acordo com Sérgio Barroso, coordenador do Fórum das ADs, a manifestação será importante para denunciar à sociedade baiana a situação dos docentes e das universidades. “As perdas salariais dos últimos três anos nos atingem duramente. Além da questão salarial, o governo insiste em não cumprir os direitos trabalhistas e há centenas de docentes nas filas dos processos de promoção, progressão e mudança de regime de trabalho. A categoria está muito insatisfeita, por isso iremos às ruas. Queremos que o governo dê respostas efetivas ao movimento docente”, destacou Barroso.

Atualmente, o número de docentes com processos na fila para promoção, progressão e mudança de regime de trabalho subiu para 957. Estão travadas nas quatro universidades estaduais 472 promoções, 284 progressões e 201 mudanças de regime de trabalho.

Tentativas de negociação
Em busca de soluções para os problemas acumulados, as representações do movimento docente pautaram novamente a necessidade de que o governo #RuiCorta abra o diálogo. Há mais de 180 dias o Governo do Estado não se reúne com o movimento docente e mantém completo silêncio sobre a pauta de reivindicações.

O Fórum encaminhou novos documentos através da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e da Secretaria da Educação (SEC). Os ofícios ratificaram o compromisso das diretorias em resolver, pela via negociada, as questões que envolvem as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Foi cobrada também uma audiência pública para tratar dos "Desafios do ensino superior público da Bahia". Leia mais sobre as tentativas de negociação

Além do ato público, o Fórum das ADs também avançou no ponto da campanha de mídia 2018, que tem como eixos o salário e os direitos trabalhistas. A próxima reunião do Fórum ocorrerá no dia 20 de abril, a partir das 9h, na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus.

Fonte: Ascom Fórum das ADs. 

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ANDES-SN

Professores da Uefs recebem visita de chapa que concorre à diretoria do ANDES

Foto: Ascom/Adufs

A Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta esteve na Uefs para apresentar-se aos professores, falar sobre o programa de trabalho do grupo e discutir algumas ações a serem desenvolvidas em conjunto com os docentes da instituição para aprofundar o debate sobre algumas demandas atinentes à categoria. O encontro aconteceu na última quarta (4). Antes, no dia 28 de março, veio à universidade a Chapa 2 – Renova ANDES

Caroline Lima, professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e candidata ao cargo de 1º secretária da Chapa 1, ressaltou que o programa defende o fortalecimento dos setores das universidades municipais, estaduais e federais. Também disse que o princípio da chapa é a defesa de um sindicato autônomo e independente de governos, partidos políticos e reitorias.

“Não podemos atrelar o Sindicato Nacional a partidos políticos ou candidatos. A defesa da democracia passa pelo enfrentamento do projeto que a burguesia tenta impor para todos. A independência faz de nós um sindicato combativo. Apesar das críticas que o ANDES-SN vem recebendo, inclusive, sem fundamento, ele foi determinante para a Greve Geral do dia 28 de abril, para o 8M dos anos de 2017 e 2018, e para a construção do Ocupa Brasília, que colocou, na capital federal, em maio do ano passado, 150 mil ativistas. Mobilizações realizadas nacionalmente em defesa dos trabalhadores, dos serviços públicos e contra as contrarreformas do governo Temer. As ações do Sindicato Nacional foram fundamentais para barrar a reforma da Previdência. O ANDES-SN tem um papel importante no combate aos efeitos do governo ilegítimo de Temer e do golpe”, esclareceu a professora.

A docente da Uneb ainda lembrou da importância da luta do Fórum das ADs para o Movimento Docente (MD) das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). “O Fórum tem papel fundamental nas conquistas que tivemos. Atualmente, temos o maior arrocho salarial dos últimos 20 anos. Está no nosso programa o fortalecimento do setor das estaduais que, na Bahia, está sendo atacado pelo governo do PT. Nossa autonomia e independência nos permite fazer a crítica e o enfrentamento ao atual governo”, disse.

As eleições ocorrerão, por votação direta e secreta em todo o Brasil, nos dias 9 e 10 de maio deste ano. Os locais das urnas na Uefs serão designados pela Comissão Eleitoral Local (CEL), que irá apurar os votos no dia 11 do mesmo mês. A Comissão Eleitoral Central (CEC) divulgará o resultado oficial da eleição no dia 16. A posse da nova diretoria será no 63º Conad, a ser realizado em junho de 2018, em Fortaleza. 

Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta

esteve na Uefs no dia 4 de abril

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Decisão judicial garante disciplina na UFBA sobre Golpe

Foto: ANDES-SN
Zacarias é o responsável pela disciplina

A Justiça Federal da Bahia indeferiu no dia 28 de março pedido de liminar do vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM) que queria suspender a realização de disciplina optativa na Universidade Federal da Bahia (UFBA) denominada “Golpe de 2016”. O vereador é um dos defensores da “Escola Sem Partido”, que visa cercear o debate e a produção acadêmica na educação brasileira em nome de suposta neutralidade.

O docente da UFBA Carlos Zacarias, responsável pela disciplina, chegou a ser intimado a depor sobre o tema. “A suspensão da disciplina abriria um grave precedente na instituição, porque seria uma decisão contra o artigo 207 da Constituição Brasileira, que diz que a universidade goza de autonomia científica, didática e pedagógica”, afirmou.

O juiz Iran Esmeraldo Leite afirmou, em sua decisão, que não é possível concluir que a disciplina seria utilização do patrimônio público para a defesa de interesses particulares ou partidários, em deturpação da autonomia didática e científica. “No mais, a discussão ampla e plural de ideias sobre momentos históricos importantes para o país é inerente ao meio acadêmico e encontra na Universidade lugar ideal, sendo livre ao docente ter e expor suas próprias convicções fundamentadas, desde que não desborde do campo científico, sempre atento à obrigação para com o aluno, do respeito ao pensamento crítico, tanto na exposição quanto na criação de qualquer disciplina”, ressalta.

Fonte: ANDES-SN, com edição.

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Brasileiros lutam há 54 anos por verdade, justiça e reparação

Foto: Reprodução internet

Há 54 anos, entre 31 de março e 1º de abril de 1964, um golpe militar destituía o então presidente João Goulart e implantava a ditadura empresarial-militar no Brasil (1964-1985) que resultou em milhares de vítimas em todo o país junto com a implementação de uma política econômica de industrialização e arrocho salarial em benefício dos grandes monopólios.

Ao menos 50 mil pessoas foram, de alguma forma, afetadas e tiveram direitos violados pela repressão durante a ditadura empresarial-militar, segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), divulgado no final de 2014.

O golpe militar só aconteceu e se manteve por 21 anos, porque teve o apoio de grandes empresas e da mídia hegemônica. Mais de 50 empresas financiaram e apoiaram a ditadura empresarial-militar no país. Entre elas, grandes marcas, como Souza Cruz, Ultra, Mercedes-Benz, Volkswagen, Itaú, Usiminas, Eternit, Odebrecht, Banespa, Petrobrás etc.

No final de 2014, a CNV entregou à ex-presidente da República, Dilma Rousseff, o relatório final sobre crimes e violações de direitos humanos que ocorreram no período entre 1946 a 1988, principalmente os ocorridos na ditadura civil-militar (1964-1985). O documento recomenda a responsabilização de mais de 300 agentes responsáveis pelas violações. Nenhum desses agentes até hoje foi condenado pela Justiça brasileira.

Seminário
Nos próximos dias 26 e 27 de abril ocorrerá o Seminário da Comissão da Verdade do ANDES-SN na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, com o tema “Continuidades da ditadura na universidade e sociedade”.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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CSP-Conlutas

Jornada de lutas será realizada no próximo mês

Passados 30 dias do bárbaro assassinato de Marielle Franco e Anderson Pedro na cidade do Rio de Janeiro, nenhuma pista consistente foi encontrada pelos investigadores, a não ser a conclusão óbvia de que se trata de um crime político.

Devido à intervenção federal e militar, a violência cresce no Rio de Janeiro. Poucos dias depois da execução de Marielle, cinco jovens foram vítimas de uma chacina em Maricá, na baixada fluminense. Também, até agora, nenhum culpado foi encontrado.

A CSP-Conlutas estará nas ruas nos dias 13 e 14 de maio, organizando atos nos principais estados e cidades. Na pauta estão o fim da intervenção federal e da militarização no Rio de Janeiro, repúdio às calúnias que setores da direita vêm fazendo nas redes sociais contra Marielle e sua luta, investigação rápida e prisão de todos os envolvidos na execução de Marielle e Anderson, defesa da desmilitarização da Polícia Militar e pelo direito à autodefesa dos trabalhadores.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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Conlutas repudia declarações de general do Exército

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, usou a sua conta pessoal no Twitter para criticar a “impunidade” e afirmar que “se mantém atento às suas missões institucionais”. A declaração ocorreu às vésperas do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula.

As postagens, que insinuam uma interferência militar no cenário político nacional, causaram grande repercussão, inclusive, com comentários de outros oficiais do Exército, que saudaram Villas Bôas. A postura do comandante máximo do Exército, e de outros, insinuando algum tipo de interferência das Forças Armadas, merece todo repúdio. Assim como repudiamos Bolsonaro, representante da direita mais reacionária, racista e machista, que tem feito coro com esse discurso de intervenção militar.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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2° Encontro Nacional do MML será neste mês

Foto: CSP-CONLUTAS
Reunião ocorrerá nos dias 21 e 22

O 2° Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) ocorrerá nos dias 21 e 22 de abril, no Sindicato dos Metroviários, em São Paulo. A proposta é reunir trabalhadoras da cidade e do campo, de várias categorias e segmentos, estudantes e aposentadas do país. As inscrições estão abertas até o dia 15 deste.

O eixo do encontro é “Construindo um caminho de resistência e luta das mulheres trabalhadoras contra a opressão e a exploração”. A programação inclui mesas de discussão, formação de grupos de debate sobre alguns temas, construção do plano de lutas do MML, eleição da nova Executiva Nacional, oficinas temáticas e votação das resoluções. A edição deste ano marca dez anos de trabalho do grupo.

“Em 10 anos de existência, o objetivo do MML tem sido organizar as mulheres trabalhadoras para lutar contra o machismo e contra os ataques dos governos e patrões, mas com a perspectiva de que essa luta só pode ocorrer combinada com a luta pelo fim do capitalismo. Nosso 2° Encontro Nacional pretende fortalecer e avançar essa luta de gênero, raça e classe, apresentando uma alternativa independente e classista de enfrentamento ao machismo e às desigualdades impostas às mulheres no capitalismo”, afirmou a integrante do MML, Marcela Azevedo.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

““A formação dos sindicatos é resultado de lutas históricas de diversas mulheres em todo o planeta. Sou filiada à Adufs, pois, compreendo que essa luta é permanente, contínua e necessária. Nenhum direito a menos!"”.


Adriana Lima - Professora do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (Dcis)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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