Ano X - Edição 454 - 02/04/2018
Professores intensificarão as mobilizações - Foto: Ascom Aduneb

Assembleia avaliará paralisação em defesa das Ueba e por melhoria salarial

Passaram-se quatro meses de protocolada a pauta de reivindicações 2018 e o governo Rui Costa não convocou uma mesa de negociação com o Fórum das ADs para apresentar uma proposta à categoria. Em protesto à inércia e descaso dos gestores públicos, os professores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) farão um grande ato público em 25 de abril. Na Uefs, os docentes se reunirão em assembleia no dia 11 deste mês para avaliar se irão paralisar as atividades acadêmicas nesta data (25/04).

A proposta de suspensão dos trabalhos, indicada pelo Fórum das ADs para as associações docentes das quatro Ueba, prevê a realização de um ato público em Salvador. A diretoria da Adufs disponibilizará o transporte para quem quiser endossar o ato na capital baiana. Em breve será divulgada a programação com a data e o horário da saída e retorno ao campus da Uefs.

O ato público servirá de espaço para os professores denunciarem o arrocho salarial – o maior dos últimos 20 anos –, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese). Também estarão na pauta do protesto, a reivindicação pela ampliação do orçamento das instituições, pela garantia de direitos trabalhistas e pela reposição da inflação.

Salários, direitos trabalhistas e orçamento
A negativa de Rui Costa em conceder a reposição da inflação impôs grandes perdas aos professores das universidades estaduais baianas, entre 2015 e 2017. Para recompor a perda é necessário um reajuste de, no mínimo, 21,1%. 

Logo em 2015, ano no qual assumiu o mandato, Rui Costa negou-se a garantir a reposição da inflação. Em 2016, alegou que a Bahia, diante da crise econômica mundial, não teria condições financeiras para efetuar o reajuste linear. A justificativa do déficit nas contas públicas foi utilizada em 2017, quando, mais uma vez, o direito foi negado. Seguindo a prática dos três últimos anos, em 2018, os gestores continuam com o silêncio sobre o pagamento da reposição inflacionária e do reajuste salarial.

O governo também não respeita os direitos trabalhistas. Conforme apuração do Fórum das ADs, nas quatro universidades estaduais, existem 472 professores na fila de espera por promoção, 284 por progressão e 201 por mudança de regime de trabalho.

Outro grave problema para funcionamento das universidades tem sido o estrangulamento orçamentário. Desde 2013, as instituições deixaram de receber mais de 200 milhões da verba destinada para custeio e investimento. Na Uefs, as condições de trabalho e estudo ficam ainda mais sucateadas porque o governo Rui Costa não repassou à universidade a totalidade do valor previsto na cota orçamentária para os meses de janeiro, fevereiro e março, referente a algumas despesas de manutenção e ações do Plano Plurianual (PPA).

Considerado o primeiro triênio do ano, a Uefs deixou de receber, para a rubrica, R$ R$ 4.882.000,00. A administração da Uefs estima que, caso o governo estadual mantenha a restrição ao orçamento, a instituição deixará de receber, ao final deste ano, R$ 18 milhões.

Diante do atual cenário de total desrespeito aos docentes e de negligência com a educação pública superior, a diretoria da Adufs convoca os professores a participarem dos espaços de discussão e decisão da categoria, a fim de tentar reverter as investidas em curso.

Com o indicativo de greve aprovado nas quatro Ueba, os professores seguem construindo a luta contra o arrocho salarial e em defesa das universidades.  

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LUTA DAS MULHERES

Debate amplia atividades em alusão ao 8 de março

Foto: Frente Nenhum Direito a Menos

As mobilizações relacionadas ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, lembrado em 8 de março, continuam. Desta vez, com a mesa cujo tema é “A crise e seus impactos na vida das mulheres”, a ser realizada na próxima quarta-feira (4), às 9h, no Auditório 5, Módulo VII da Uefs.

Participam como debatedoras as professoras Acácia Batista, lotada no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (DCHF), e Caroline Lima, representando o ANDES-SN, mais a estudante Raquel Melo, integrante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM).

A atividade, organizada pela Frente Nenhum Direito a Menos, integra a proposta do grupo de ampliar para outros dias as mobilizações referentes ao 8 de março. Este ano, a pauta do Dia Internacional de Luta das Mulheres foi a luta contra o feminicídio, a violência, a Reforma da Previdência, a retirada de direitos e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181/2015, que insere na Constituição a proibição do aborto em todos os casos, inclusive os já previstos, hoje, pela legislação em vigor.

Leia a matéria referente ao dia 8 de março.

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NÃO AO PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO

Audiência pública marca um ano da Frente Baiana Escola sem Mordaça

Foto: Ascom Aduneb
Frente foi lançada em abril de 2017

Uma audiência pública sobre o tema “Escola sem Mordaça: por uma educação crítica e libertadora” ocorrerá no dia 10 de abril, às 8h, no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores de Salvador. 

Além de marcar um ano de formação da Frente Baiana Escola sem Mordaça, a audiência pública tem a proposta de debater temas tratados pelo grupo nesses doze meses de trabalho. Fazem parte da pauta da audiência, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), questões de gênero, mais as leis nº lei 10.639/03, que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, e nº 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

Conforme Sandra Siqueira, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e membro da Frente Baiana, há, ainda, a necessidade de o grupo incluir nos debates temas como o Programa de Iniciação à Docência e o Programa de Residência Pedagógica, “haja vista a quantidade de alunos que fazem licenciaturas e que são afetados pelas reconfigurações dessas duas propostas”.

Frente Nacional
A Frente Nacional Escola sem Mordaça é formada por várias entidades do Brasil que têm o objetivo de debater e mobilizar-se contra a aprovação dos projetos de lei relacionados ao Movimento Escola Sem Partido. Há frentes instituídas e organizadas em diversos estados. A diretoria da Adufs participa das discussões do grupo na Bahia.

A inciativa é uma deliberação do II Encontro Nacional de Educação, realizado entre os dias 16 e 18 de junho de 2016, em Brasília. O lançamento da Frente Nacional aconteceu no dia 13 de julho de 2016, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a participação de quase 300 pessoas. 

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INCLUSÃO SOCIAL

Palestra abordará a situação das pessoas com deficiência

Foto: Adufs

A professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e ex-diretora do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, estará na Uefs no dia 10 de abril, às 15h30, para ministrar a palestra “Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo”. A atividade ocorrerá às 15h30, no Auditório 5, Módulo VII da Uefs. A diretoria da Adufs convidou as entidades representativas dos estudantes e dos técnico-administrativos da Uefs, a administração da universidade, as entidades que trabalham com as pessoas com deficiência, além de diversos movimentos sociais de Feira de Santana.

Na ocasião, a professora, que também é membro do Grupo de Trabalho de Política Educacional da Associação dos Docentes da UFF (GTPE/Aduff), abordará assuntos como as políticas públicas de educação inclusiva existentes no país, o papel cumprido por estas, os tipos de discriminação sofridos pelos pessoas com deficiência e a superação da opressão a esses indivíduos. Ainda na pauta, uma abordagem sobre a cultura do capacitismo.

Leia mais sobre a palestra.

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ANDES-SN

Chapas que concorrem à direção do Sindicato Nacional visitam a Uefs

Foto: ANDES-SN

As duas chapas inscritas no processo eleitoral que definirá a diretoria do ANDES-SN para o biênio 2018/2020 estão visitando as instituições de ensino superior do país para apresentação do grupo e do programa de trabalho. A Chapa 2 – Renova ANDES esteve na Uefs no dia 28 de março, durante todo o dia. Já a Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta virá ao campus na próxima quarta-feira (4).

Celi Taffarel, professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e candidata ao cargo de presidente da Chapa 2 – Renova ANDES, informa que o grupo se diferencia porque “nós queremos renovar o nosso sindicato nacional e estar próximos de todos os professores e das suas reivindicações. Nós queremos construir a unidade porque temos uma conjuntura extremamente complexa. Precisamos estar sintonizados com todos os organismos de luta da classe trabalhadora, movimentos sociais, instituições científicas e acadêmicas, para fazermos o enfrentamento ao golpe iniciado em 2016 no Brasil e termos a democracia restabelecida”.

Entre as propostas apresentadas e defendidas da Chapa 2 – Renova ANDES, Celi Taffarel ressalta o fortalecimento das iniciativas em defesa da educação e do ensino superior, como a Conferência Nacional Popular de Educação (Conap); ações contra as reformas de Temer, a exemplo da Reforma da Previdência; integrar a luta em curso pela revogação da reforma trabalhista, da Lei da Terceirização e da Emenda Constitucional 95, que institui o novo regime Fiscal; e defender a autonomia universitária, a atividade docente, científica e acadêmica.

As eleições ocorrerão, por votação direta e secreta em todo o Brasil, nos dias 9 e 10 de maio deste ano. Os locais das urnas na Uefs serão designados pela Comissão Eleitoral Local (CEL), que irá apurar os votos no dia 11 do mesmo mês. A Comissão Eleitoral Central (CEC) divulgará o resultado oficial da eleição no dia 16. A posse da nova diretoria será no 63º Conad, a ser realizado em junho de 2018, em Fortaleza.

Chapa 2 – Renova ANDES esteve na Uefs 

Chapa 1
Na tarde da próxima quarta-feira (4), na Uefs, a Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta fará uma roda de conversa e apresentação do grupo. À noite está prevista uma panfletagem. Ainda não foi definido o horário e local das atividades.

Veja a nominata das chapas. 

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USP receberá Seminário da Comissão da Verdade

Foto: ANDES-SN
Evento será nos dias 26 e 27 de abril

A Comissão da Verdade do ANDES-SN realizará, nos dias 26 e 27 de abril, o seminário com o tema “Continuidades da ditadura na universidade e sociedade”, na Universidade de São Paulo (USP), capital paulista.

O Seminário será composto por quatro mesas. A primeira tratará de depoimentos sobre a ditadura empresarial-militar na universidade e na sociedade. A segunda terá como tema a repressão da ditadura na sociedade e na universidade ontem e hoje. A terceira debaterá os ataques à autonomia e à democracia na universidade ontem e hoje. A quarta tratará da continuidade estrutural do aparato repressivo nas universidades. Os nomes dos componentes das mesas serão confirmados em breve.

Vitor Oliveira, 1º vice-presidente da Regional Pantanal e um dos coordenadores da Comissão da Verdade do ANDES-SN, explica que a intenção é relacionar a ditadura empresarial-militar com a continuidade da repressão no Brasil do século XXI.

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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CSP-Conlutas

Para marcar um mês da execução de Marielle, a Conlutas faz chamado à construção de um dia nacional de lutas

Foto: CSP-CONLUTAS
Execução da edil segue sem solução

A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) segue sem solução por parte dos governos e da polícia quinze dias após o crime, apesar de toda a comoção e repercussão geradas dentro e fora do país. Enquanto isso, a intervenção federal no Rio de Janeiro, sob o comando do Exército, completou 30 dias e a crise social e de segurança no estado só se aprofundam.

Neste sentido, os integrantes da Secretaria Executiva Nacional (SEN) aprovaram que a CSP-Conlutas deve buscar a construção de um Dia Nacional de Lutas, com data indicativa para o dia 13 de abril, quando se completa um mês da execução de Marielle.

A gravidade dessa situação, mas também a forte reação popular diante da execução da vereadora, que levou milhares de manifestantes às ruas, bem como as inúmeras greves do setor de educação, foram destaque nos debates da SEN da CSP-Conlutas, no último dia 22. O entendimento dos integrantes da SEN da Central é que o assassinato de Marielle e a intervenção no RJ são tentativas de intimidar todos e todas que lutam no país em defesa das minorias.

Para a CSP-Conlutas, só com os trabalhadores e o povo nas ruas é possível barrar todos os ataques que estão sendo desferidos.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

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Conlutas realiza 3º Encontro de Saúde do Trabalhador

Foto: CSP-CONLUTAS
Participaram pessoas de vários estados

Mais de 100 trabalhadores de diversos estados do país participaram, entre os dias 23 e 25 de março, do 3° Encontro de Saúde do Trabalhador, realizado em Xerém (RJ). Os debates trataram da necessidade de se ampliar as discussões sobre saúde do trabalhador no país e de se pensar estratégias de combate aos ataques à sua saúde física e mental.

A intensificação do adoecimento por questões de trabalho, principalmente depois da reforma trabalhista, o assédio moral, a ausência de políticas que tratem de forma mais direcionada as condições mentais do trabalhador e as doenças psíquicas relacionadas às questões laborais foram alguns dos pontos abordados no Encontro.

Na mesa sobre as mudanças na legislação trabalhista e seus impactos para os trabalhadores, ocorrida no dia 24, Atnágoras Lopes, membro da Secretaria Executiva Nacional da Central, destacou que ocorrem, por ano, cerca de 300 milhões de acidentes de trabalho no mundo, de acordo com Organização Internacional do Trabalho (OIT), dos quais 2 milhões são fatais.

Durante o Encontro, foi apresentada a Cartilha de Saúde do Trabalhador, que servirá para municiar as categorias com informações sobre saúde e segurança do trabalho. Grupos de trabalho discutiram as resoluções apresentadas, que foram votadas no último dia (25).

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

“"Sou filiado à ADUFS, pois, o Sindicato faz um importante papel de representação dos professores frente ao Estado da Bahia, seja nas questões salariais, seja nos demais temas de interesse da classe".”.


Agenor Sampaio Neto, professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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