Ano IX - Edição 430 - 19/09/2017
Docentes alertaram sobre as restrições geradas pela medida - Foto: Ascom Fórum das ADs

Professores questionam alterações no Planserv

O Fórum das ADs reuniu-se com Cristina Cardoso, coordenadora Geral do Planserv, e o Superintende de Recursos Humanos da Secretaria da Administração (Saeb), Adriano Tambone. Os docentes pediram esclarecimentos sobre a recente licitação para contratar uma empresa privada objetivando a gestão do plano e a consequente ameaça de terceirização.

Diante dos questionamentos do Fórum, a coordenadora do Planserv justificou a medida pelo aumento abrupto nos números de atendimento das prestadoras de serviço, o que levantou suspeita de desvio e um ‘excesso de consultas’. Segundo Cristina Cardoso, isso demandou a contratação de uma empresa para aprimoramento da gestão do plano. Apesar da justificativa, não foram apresentados os dados numéricos que comprovassem mais detalhadamente as disparidades relatadas pela coordenadora.

O encontro aconteceu no dia 11 deste.

Restrições deixam as ADs em alerta
Os docentes alertaram sobre as restrições geradas pela medida. Desde 2015, os usuários do Planserv enfrentam sucessivas limitações no atendimento, na realização de exames e acesso às consultas. Além disso, no último período, aumentou o valor descontado pelo serviço na folha de pagamento de muitos professores. As ADs destacaram que essa medida sem o reajuste salarial há mais de dois anos precariza de forma ainda mais dura o salário dos funcionários públicos.

Para os docentes, as explicações têm uma lógica racionalizadora de gestão financeira que, na prática, gera restrições. “A questão é como melhorar os gastos sem restringir os direitos” defendeu André Uzêda, diretor da Adufs e mestre em Saúde Coletiva.

No mês de fevereiro, em Feira de Santana, sem nenhum aviso prévio, o Planserv descredenciou um hospital pediátrico que atendia toda a região. Já no mês de junho, servidores associados ao Planserv tiveram restrições no acesso aos atendimentos médicos. Em Salvador, o problema da limitação de consultas e exames atingiu hospitais como o Santa Izabel e o Português.

Nenhum direito a menos
O movimento docente destacou que estará, como sempre esteve, na luta contra a falta de comprometimento do governo Rui Costa também no setor da saúde. O Fórum avaliou a reunião como importante, porém ainda insuficiente para esclarecer todas as questões. Foi indicado discutir as pautas relativas ao Planserv na próxima reunião do Fórum, que ocorrerá no dia 26 de setembro, às 14h, na Aduneb. A proposta é avaliar o tema de forma mais cuidadosa e, em seguida, solicitar uma nova reunião com os representantes do Planserv e da Saeb.

Pauta de reivindicações 2017
Na oportunidade, as representações docentes também cobraram resposta e abertura de diálogo do governo do Estado sobre a pauta de reivindicações da categoria, protocolada desde o dia 19 dezembro de 2017. Apesar de reconhecer que desde o mês de maio as contas do Estado têm apresentado melhoras, mais uma vez, Adriano Tambone se recusou a abrir uma agenda de reunião sobre a retirada de direitos e a crise financeira das universidades estaduais baianas.

Diante do descaso do governo, o Fórum segue na construção do indicativo de greve. A indignação da categoria fez com que docentes na Uesb e Uesc aprovassem em assembleia o indicativo de greve. Na Uefs a pauta está em discussão. Leia mais sobre o indicativo de greve.

Fonte: Ascom Fórum das ADs. 

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FALTA DE PAGAMENTO

Terceirizados do setor da limpeza estão com os salários atrasados

Foto: Ascom/Adufs
Em abril, os trabalhadores cruzaram os braços

Os terceirizados do setor de limpeza da Uefs estão com os salários, vale-transporte e ticket-alimentação atrasados. O pagamento, que deve ser feito até o quinto dia útil de cada mês, venceu no dia 8 deste.

Segundo C. A. J., que não quis se identificar, a situação está ficando insustentável. “Tenho quatro filhos e sou o responsável pelo sustento de toda a família. Está faltando dinheiro para comprar o pão. As contas de água e luz já estão vencidas e eu não tenho como pagar”, lamentou, informando que faz a pé o trajeto entre a residência e a Uefs, porque não tem condições de arcar com os custos do transporte. Considerando-se a ida e a volta ao trabalho, o tempo para deslocamento é de quase 2h20.

A administração da Uefs informou que já efetuou o pagamento para a prestadora do serviço à universidade, porém os valores não foram repassados aos funcionários. A administração ainda disse que cobrou respostas à empresa, que alegou não ter prazo para regularizar os débitos com os trabalhadores.

Em junho deste ano, os pagamentos foram mais uma vez atrasados. Naquele momento, a situação foi ainda mais grave porque os terceirizados estavam prestando serviço à instituição sem o fardamento, luvas e sapatos, que só foram entregues pela empresa após denúncia e insistente cobrança.

Os terceirizados do setor da Jardinagem também estão sem salários. Não há previsão de pagamento dos valores aos funcionários.  

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AULA MAGNA

Discussão sobre Violência de Gênero revela a importância do tema para a comunidade acadêmica

Foto: Ascom/Uefs
Comunidade acadêmica prestigiou o debate

O debate, no ambiente acadêmico, sobre gênero e violência foi destacado como necessário pelos presentes à mesa da Aula Magna da Uefs, na última terça (12). A palestrante foi a professora da Universidade Federal do Mato Grosso (Ufmt), Qelli Rocha.

A diretora da Adufs, Pricila Araújo, compôs a mesa do evento e mediou o debate ao final da explanação da palestrante. Ao pronunciar-se, a sindicalista deu as boas-vindas à comunidade acadêmica e ressaltou a importância do tema para toda a comunidade acadêmica, principalmente para as mulheres.

Pricila Araújo também informou que a diretoria tem se empenhado em ampliar a discussão sobre o assunto na Uefs através da organização de debates e participação na Comissão de Convivência da instituição. Além disso, destacou as lutas travadas no âmbito nacional, via participação nas atividades organizadas pelo Grupo de Trabalho de Políticas de Classe, Questões Étnico-raciais, Gênero e Diversidade Sexual do ANDES-SN (GTPCEGDS), do qual a diretoria fez parte.

Diretoria da Adufs compôs a mesa da Aula Magna

Foto: Ascom/Uefs

Palestra
Em sua fala, a professora Qelli Rocha, também coordenadora do Grupo de Estudos sobre Identidade de Gênero e Sexualidade da Ufmt, afirmou que a sociedade se assenta sob a estrutura do capitalismo e do patriarcado, caracterizada por uma autoridade institucionalmente imposta pelo homem sobre a mulher, pela opressão e violência de gênero. Segundo a docente, as opressões são naturalizadas com o desenvolvimento das forças produtivas do sistema capitalista.

“O sistema capitalista determina a divisão social, sexual e técnica do trabalho. Define o ambiente doméstico como feminino, privado e inferior, enquanto o espaço público é masculino. Essa dicotomia relega uma posição de subalternidade à mulher - uma forma de violência de gênero naturalizada pelos meios de comunicação de massa”, avaliou. Segundo Quelli Rocha, a imprensa atua como difusora de mensagens machistas, o que colabora com um outro problema, que é o processo de “coisificação/mercantilização do corpo feminino”.

Em agosto, Qelli Rocha deu uma entrevista para a Adufs sobre o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, lembrado no dia 29 daquele mês.

Escolha do tema
A temática abordada na Aula Magna foi sugerida pela diretoria da Adufs em função da necessidade de discussão do tema, haja vista os casos de violência contra as mulheres em diferentes espaços da sociedade, inclusive nas instituições.

“Em agosto, a Lei Maria da Penha completou onze anos. Apesar de alguns avanços, ainda existe muito desrespeito, agressão e violência contra a mulher. A academia, por ser um espaço de formação de cidadãos-profissionais, deve promover este debate. A sugestão do tema foi amadurecida juntamente com o Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Relação de Gênero da Uefs (Mulieribus)”, disse a diretora Pricila Araújo.

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ANDES-SN

Curso de Formação Política e Sindical debaterá LGBTfobia

Foto: ANDES-SN
Edição será a terceira etapa do curso

Dando continuidade à edição de 2017 do Curso Nacional de Formação Política e Sindical do ANDES-SN, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro será realizada a terceira etapa da atividade, de uma série de quatro, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). 

A primeira etapa do Curso Nacional ocorreu em março, em Fortaleza (CE), e teve como tema "Mulheres, opressão pelo viés de classe na perspectiva revolucionária". Já a segunda etapa aconteceu em Dourados (MS), no mês de agosto, com a temática “Indígenas, opressão pelo viés de classe na perspectiva revolucionária”.

Organizado pelo Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do Sindicato Nacional, o Curso deste ano tem como tema central "Movimentos Sociais: exploração, opressão e revolução". É uma deliberação do 36° Congresso do ANDES-SN, realizado em janeiro, em Cuiabá (MT).

Fonte: ANDES-SN, com edição. 

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ANDES-SN se reúne com Condicap em Brasília

A presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, e a 1ª vice-presidente da Regional Norte II do Sindicato Nacional, Andréa Solimões, se reuniram com representantes do Conselho Nacional dos Dirigentes das Escolas de Educação Básica das Instituições Federais de Ensino Superior (Condicap), em Brasília (DF).

O ANDES-SN apresentou sua posição sobre pautas da educação federal e dos docentes de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e ouviu os representantes do Condicap sobre possíveis ações em comum para defender os Colégios de Aplicação (CAPs). Os temas debatidos o foram: o projeto Escola Sem Partido e a perseguição a professores; o ponto eletrônico para docentes EBTT; e o fato de que algumas instituições estão desconsiderando o tempo de qualificação como tempo de serviço para fins de aposentadoria, o que tem feito, inclusive, com que alguns docentes tenham que retornar da aposentadoria para a sala de aula.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, afirma que o Sindicato Nacional deliberou por procurar essas entidades de dirigentes para buscar uma pauta mínima em comum, em defesa das universidades públicas, e, ao mesmo tempo, conhecer o posicionamento dessas entidades sobre os principais ataques em curso. A reunião com o Condicap ocorreu no dia 12 deste mês.

Fonte: ANDES-SN, com edição.

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CSP-Conlutas

1° Encontro da Classe Trabalhadora acontecerá em outubro

Nos dias 16 e 17 de Outubro acontecerá o 1° Encontro da Classe Trabalhadora das Américas, na cidade de Caraguatatuba, São Paulo. O evento tem como objetivo estreitar as relações e trocar experiências da luta e da resistência contra os ataques dos patrões e governos no continente. A previsão é de que participem representações de mais de 10 países das Américas.

“O encontro internacional cumpre dois papéis importantes. O de organizar a luta internacional em nosso continente contra os planos neoliberais e a política imperialista de Trump e também o de desenvolver e construir o sindicalismo independente e combativo com a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas (RSISL)”, destacou o membro do Setorial Internacional da CSP-Conlutas, Herbert Claros.

O evento é uma iniciativa da RSISL, organização composta por centenas de entidades sindicais que atuam ao redor do mundo.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição.

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Metalúrgicos e outras categorias agitam Dia Nacional de Lutas

Contra as reformas e por nenhum direito a menos, metalúrgicos de todo país realizaram assembleias, travamento de avenidas e mobilizações já nas primeiras horas do dia 14 deste mês, durante o Dia Nacional de Lutas. Trabalhadores de outros segmentos, como petroleiros e servidores públicos, também integram essas ações, com assembleias e panfletagens. Na Uefs, os professores fizeram uma panfletagem no pórtico.

Os atos demonstram ao governo e aos empresários que os trabalhadores não vão aceitar os ataques aos direitos que estão sendo preparados após a aprovação da lei da terceirização irrestrita e da Reforma Trabalhista.

Fonte: CSP-CONLUTAS, com edição. 

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Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

“Sou filiado à ADUFS, pois, o Sindicato faz um importante papel de representação dos professores frente ao Estado da Bahia, seja nas questões salariais, seja nos demais temas de interesse da classe”.


Agenor Sampaio Neto, professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3224 - 8072 | 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

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